sábado, 29 de dezembro de 2007

Está Tudo Errado!

Não acho certos alguns acontecimentos da vida, as injustiças para com os justos e as mãos de afago na cabeça daqueles que levam a vida como querem. Mas por que será que isso ocorre? Eu não sei! Só sei que agora resolvi ir para o lado negro da força.

Deve estar faltando algum parafuso na roda do mundo. Não creio que ela gire certo. Alguém aí, me responda “Quem faz tudo certinho na vida se dá bem?”. Pode deixar, eu respondo “Não!”. Mas quem faz tudo “nas coxas”, de qualquer jeito, aproveita a vida como se fosse político brasileiro.

Vamos analisar a vida de alguns membros da minha família (CASO VOCÊ SEJA DA MINHA FAMÍLIA E SE SINTA O DONO DE ALGUMA DAS HISTÓRIAS QUE EU VOU CONTAR , POR FAVOR, ENGULA AS SUA RECLAMAÇÕES. CASO CONTRÁRIO, VAI À MERDA; VAI TOMAR NO CU; VAI DAR A BUNDA; VAI SE FODER.)

Tenho uma prima distante (uns 15 Km, mais ou menos) que é uma topeira, uma pessoa que não está nem aí para as outras. Uma anta que, pelo que ouço falar, não saberia usar 1 real da fortuna que lhe foi deixada. Fortuna riquíssima, cara, estou falando de dinheiro pra dedel. E sabe que curso essa topeira fez? Jornalismo. O curso dos meus sonhos. Uma pessoa que não deve nem saber a diferença entre o dedão do pé e o da mão, é jornalista. E eu, que sempre assisti e li jornal pra me manter atualizado, que sempre estudei, por prazer (lógico), outras línguas, que sempre me esforcei ao máximo para as pessoas se interessassem porque aquilo que escrevo, me fudi. Na próxima vida, vou limpar a bunda com jornal e ser alienado a ponto de achar que o Brasil fica na “Zoropa”.

Já a minha tia distante (de uns 10 Km de parentesco) se deu bem. Fez o que quis da vida. Deu bastante pra vários homens diferentes, morou em vários lugares do Brazil (desculpa aí, mas foi influência do Lado Negro da Força), mexeu com drogas (segundo informações recentes. Só não sei dizer se é vendendo ou consumindo), ficou rica por causa da herança da filha topeira... E eu só levando pau no rabo. No final das contas, acho que a topeira sou eu.

Minha outra tia, tia mesmo (de uns 10 metros de parentesco) também fez o que quis da vida. Deu bastante, fumou bastante, bebeu bastante e deu bastante de novo. Eu adoro ela, acho ela (sim “acho ela”, e isso não foi o Lado Negro da Força) muito inteligente e uma cozinheira de primeira, mas cagou muito. E foi avisada das cagadas que estava fazendo. Não foi falta de aviso! Ela vendeu uma casa que era dela (herança deixada pela minha avó), onde não tinha preocupação com aluguel, para mudar para uma outra casa alugada bem maior (sendo que mora sozinha) num bairro chique e montar lá o seu negócio. O negócio não é ruim, mas não me entra na cabeça ela vender a casa para torrar o dinheiro no aluguel de 700 reais de uma outra casa, sendo que ela poderia estar trabalhando na casa própria sem o compromisso do aluguel! No final, se der tudo errado, quem vai ter de socorrê-la?

A outra que leva a vida como quer é minha irmã (de 0,5 cm de distância), que não aprende certas coisas do mundo. Já teve vários namorados, com certeza, deu pra todos, mas até hoje, nenhum quis casar com ela. Minha irmã não é uma pessoa fácil de lidar. Ela não tem noção de Conhecimentos Gerais, ela acha, por exemplo, que a Terra gira em torno dela e não do Sol, como é o correto. Não ajuda na limpeza da casa (sou o Doméstico Oficial), dá preferências para “amigos” à família, não diz aonde vai, fica bêbada e paga mico nos lugares. Enfim, ela é (adorei essa definição) uma “Rebelde Sem Causa”! Esses dias atrás, ela resolveu ir para o Rio de Janeiro e nem pensou em me convidar pra ir junto. Legal, né? Mais legal é saber que ela foi uma das primeiras pessoas que eu convidei quando queria ir para Serra da Canastra. Ela não ia avisar ninguém daqui de casa que ia viajar. Aí, os idiotas iam ficar preocupados com ela e a bonitinha lá no Rio se achando a Garota de Ipanema ou esfregando a bunda em algum pau num baile funk.

Inveja? Pode ser. Raiva? Com certeza. É que ainda acho injusto...

Tento fazer tudo certo. Eu trabalho, fico estressado e chego a ser escravo de mim mesmo em relação ao emprego. Ralo para juntar dinheiro para montar minha própria farmácia e nem saio muito de casa por isso, mas não chego a ser mão de vaca ao extremo. Ajudo todo mundo que posso, às vezes, me faço de bobo para evitar brigas, escuto reclamações e quase nunca retruco. Não tenho namorada, tenho que tomar remédio pra depressão (embora eu desconfie que tenha Transtorno Afetivo Bipolar) e não tenho amigos, nem verdadeiros nem falsos. Arrumo a casa, tento ser agradável, raramente viajo e estou gordo.

Está tudo errado! Tudo errado. Faço de tudo para merecer as coisas boas da vida e só me fodo. Mas tentarei mudar: vou começar a beber até cair, a cheirar cocaína e a tomar extasy até ver jacaré voando, não vou mais ajudar ninguém além de mim, vou me candidatar à prefeitura e contratar prostitutas com AIDS pra me satisfazer sem camisinha.

Está tudo errado! E a partir de hoje, se depender de mim, vai continuar mais errado ainda. Estou até empolgado... Não vejo a hora de começar a me dar bem na vida!

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A Máfia (de Pedintes)

Ultimamente, ando meio revoltado com essas pessoas que passam aqui em casa pra pedir comida. Ou a minha casa parece ser casa de otário ou parece ser um restaurante. O mais provável é que eu seja, ou melhor, tenha sido um otário no passado. Não sou mais.

Eu admito, acostumamos mal esse pessoal!

Todas as vezes que o interfone tocava e era alguém pedindo comida, nós daqui de casa dávamos alguma coisa. Sei lá, pacote de macarrão, arroz, feijão, açúcar e até sal já foi (afinal, pra quem está se afogando jacaré é tronco). Nunca ligamos de ajudar, ainda mais porque em um mês recebemos mais cestas básicas do que conseguimos utilizar. Sobra.

Então, todas as vezes que alguém pedia ajuda aqui, levava alguma coisa. É aí que entra “A Máfia”. Isso mesmo: A Máfia. Só pode ser isso. Um dizia pro outro que aqui era fácil conseguir as coisas. Depois, o outro dizia pra outro que dizia pra outro... Virou encheção de saco.

Não tinha dia, nem hora ou limites do que pediam.

Um dia, era quase meia-noite e o interfone tocou:

— Moço, eu sou de Colômbia (uma cidade aqui perto de Barretos) e eu tava trabalhando numa rádio até agora e tenho que pegar o ônibus agorinha mesmo. Mas o dinheiro que eu tenho não vai dar e eu preciso ir embora porque a minha mulher está no hospital em trabalho de parto. Meu filho vai nascer hoje. Você não pode me ajudar completando o dinheiro que falta pro ônibus?

Eu estava bêbado de sono, era inverno e eu estava quentinho dentro de casa. Sair lá fora pra quê? ... Ok. Tá legal, eu assumo. Caguei de medo de ir lá fora sozinho, praticamente de madrugada, com a rua deserta. O homem poderia ser um estuprador, assassino, ladrão, político, polícia ou um travesti tarado. Resolvi não correr o risco!

— Não tenho nada hoje. – respondi.

Um mês depois, mais ou menos, por ironia do destino ou por uma coincidência fantástica ou por safadeza mesmo, o interfone tocou era quase meia-noite. A história era idêntica: a cidade, o trabalho na rádio, o dinheiro incompleto do ônibus e (o mais incrível de todos) a mulher dando a luz ao filho dele.
Me senti um idiota. Com exceção de que a mulher dele conseguisse engravidar, formar uma criança e dar a luz em menos de um mês, acho que ele queria me fazer de idiota. Nem se esforçou pra inventar outra história.

Já aconteceu também de haver diferença de minutos entre os pedintes. “Isso deve ser combinado”, imaginei. “Deve existir uma Máfia!”
Tinha também um moço que sempre ajudávamos dando um monte de coisas: pacote de arroz, de feijão, etc... Até o dia que ele resolveu que o gás da casa dele tinha acabado e que era pra gente dar a comida pronta pra ele. É... a coisa ficou feia. E a gente decidiu parar antes de escutar:

— Agora dá na minha boquinha! E não esquece de assoprar porque tá quente...

Ou pior:

— Como assim não tem comida pra eu comer? – diria indignado. — Quer dizer que a partir de hoje vou ter que comer a sua bunda?

Pára tudo. A regra agora é dizer “Não” pra qualquer necessitado. Pára tudo! Antes que A Máfia de Pedintes comece a pedir a rosquinha que não queremos dar.

Eduardo Franciskolwisk

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sem dinheiro = Sem barriga

Sábado passado, eu estava chegando em casa junto com a minha mãe. Enquanto descíamos do carro, vinha pela calçada, subindo a nossa rua, um carinha jovem. Ele passou pela gente, minha mãe entrou. De repente, ele deu meia-volta e veio na minha direção:

— Oi, senhor! Sabe o que é? Eu podia tá roubando, podia ser um marginal! Mas eu não sou assim!

“Ninguém é!”, pensei comigo! Aliás, quando ele começou com esse lindo discurso de “coitadinho de mim”, eu já tinha certeza: “Ele vai me pedir alguma coisa”.

O maior barato dessas pessoas que “poderiam estar” roubando, matando ou mexendo com droga é que elas “poderiam estar” trabalhando, mas nenhuma nunca pensou nessa hipótese. Deve ser tão bom e prático pedir, que elas nem tentam trabalhar... matar... roubar... dar a bunda... traficar... “Pra que isso, gente? Pedir é muito mais fácil!” – deve ser a filosofia.

— Eu bebi umas pinga ali no bar e agora só tenho dois reais – disse pegando do bolso duas notas de um real.

— Eu tô com fome! – ao dizer isso, pegou a camisa com as mãos e a levantou, mostrando a barriga. Barriga bem definida, no estilo tanquinho. Sabe aquela que todo mundo sonha? Me senti humilhado! A minha barriga saliente, ou melhor, salientíssima até encolheu tentando disfarçar. Mas não teve jeito, ela já estava traumatizada. “Quer trocar de barriga?” quase perguntei.

— O senhor não tem aí algum dinheiro pra eu comer alguma coisa? –
“O quêêê?” perguntei para mim mesmo. “Não estou entendendo o que esse cara está dizendo. Ele está me pedindo dinheiro sendo que ele já tem?” O homem queria ficar milionário às minhas custas ou só achava que com dois reais não dava pra matar a fome? Bom, eu com dois reais na mão, faço milagres. Deve ser por isso que a minha barriga está tão grande.

Então, mesmo com dinheiro no bolso, olhei pra ele e disse:

— Hoje, eu não tenho nada, cara! – virei as costas e entrei em casa.

Qual resposta que ele queria ouvir? O homem assumiu que gastou o dinheiro com pinga; tinha uma barriga sarada, muito melhor que minha e ainda tinha dinheiro para matar a fome. Acho que era um “Não”. Além disso...

Não dei dinheiro pra ele porque se ele comer a probabilidade da barriga dele ficar igual a minha é enorme (igual a minha barriga). Nós não podemos fazer para os outros aquilo que não desejamos para a gente.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Eras mi amiga y ahora eres mi mujer!

Tá... eu vou parar com isso! É a última vez que eu posto uma música. Mas é que eu empolguei com essa música por sempre acreditar verdadeiramente na idéia central dela.

A primeira vez que eu peguei a letra da música para ler, fiquei feliz. Fiquei feliz porque alguém conseguiu escrever uma coisa que eu sempre pensei e senti, mas nunca dei conta de colocar no papel.Aliás, faz tempo que eu não consigo escrever nada!


Essa música "é exatamente o que eu sempre sonhei"!


Música: Perfecta
Miranda
Composição: Alejandro Sergi

Tan pronto yo te vi
No pude descubrir
El amor a primera vista no funciona en mi
Después de amarte comprendí

Que no estaría tan mal
Probar tu otra mitad
No me importó se arruinaríamos nuestra amistad
No me importó ya que más dá

Éramos tan buenos amigos hasta hoy
Que yo probé tu desempeño en el amor
Me aproveché de que habíamos tomado tanto
Te fuiste dejando y te agarré
Apesar de saber que estaba todo mal
Lo continuamos hasta juntos terminar
Cuando caimos en lo que estaba pasando
Te seguí besando, y fue
Sólo tú no necesito más
Te adoraría lo que dura la eternidad
Debes ser perfecta para, perfecto para,
Perfecto para mi mi amor,
Como fue que de papel cambié,
Eras mi amiga y ahora eres mi mujer
Debes ser perfectamente exactamente
Lo que yo siempre soñé

El tiempo que pasó
Resulto aún mejor
Nos conocíamos de antes y sabíamos
Lo que queríamos los dos

Entonces el amor, nos tiene de rehén,
Seré tu eterna enamorada
Y te aseguro que
Todas las noches te amaré

Éramos tan buenos amigos hasta hoy
Que yo pobré tu desempeño en el amor
Me aproveché de que habíamos tomado tanto
Te fuiste dejando y te agarré apesar
De saber que estaba todo mal
Lo continuamos hasta juntos terminar
Cuando caimos en lo que estaba pasando
Te seguí besando, y fue
Sólo tú, no necestio más
Te adoraría lo que dura la eternidad
Debes ser perfecta para, perfecto para,
Perfecto para mi amor,
Como fue que de papel cambié,
Eras mi amiga y ahora eres mi mujer
Debes ser perfectamente exactamente
Lo que yo siempre soñé

Sólo tu, no necesito más
Te adoraría lo que dura la eternidad
Debes ser perfecta para,
Perfecto para, perfecto para mi, mi amor,
Como fue que de papel cambié,
Eras mi amiga y ahora eres mi mujer
Debes perfectamente exactamente
Lo que yo siempre soñé

Sólo tu, no necesito más
Te adoraría lo que dura la eternidad
Debes ser perfecta para, para, para...
Perfecto para mi, mi amor,
Como fue que de papel cambié,
Eras mi amiga y ahora eres mi mujer
Debes perfectamente exactamente
Lo que yo siempre soñé


O clipe da música no Youtube é:
http://br.youtube.com/watch?v=ie3mbivU7QQ


Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Meu enterro.

Se o meu italiano foi bom o suficiente pra entender essa música, toquem-na no meu enterro.

Caso meu italiano seja uma merda e a letra não tenha nada a ver, me enterrem do mesmo jeito ao som dela.



Destinazione Paradiso
Laura Pausini
Composição: Grignani / Luca

In questo girotondo d'anime
chi si volta è perso e resta qua
lo so per certo amico
mi son voltato anch'io
e per raggiungerti ho dovuto correre
ma più mi guardo in giro e vedo che,
c'è un mondo che va avanti anche se
se tu non ci sei più
se tu non ci sei più.

E dimmi perchè
in questo girotondo d'anime non c'è
un posto per scrollarsi via di dosso
quello che c'è stato detto e
quello che oramai si sa
e allora sai che c'è.

C'è, che c'è c'è che prendo un treno che va
a paradiso città
e vi saluto a tutti e salto su
prendo il treno e non ci penso più.

Un viaggio ha senso solo
senza ritorno se non in volo
senza fermate nè confini
solo orizzonti neanche troppo lontani
io mi prenderò il mio posto
e tu seduta lì al mio fianco
mi dirai destinazione paradiso

C'è, che c'è
c'è che prendo un treno che va
a paradiso città
io mi prenderò il mio posto
e tu seduta lì al mio fianco
mi dirai destinazione paradiso
paradiso città.


Vídeo no youtube dessa música: http://br.youtube.com/watch?v=zkrFtvvagac

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

O Grande e Único Ciclo

A vida é um grande ciclo: nascemos, vivemos e morremos. Dentro desse ciclo, há vários outros ciclos menores, como por exemplo, a infância, a adolescência, a época em que cursamos a faculdade, o tempo que vivemos em outra cidade, o dia, o mês e o ano. E sempre que um desse ciclos menores acaba, outro começa imediatamente.
Por estarmos numa época em que um ano termina e outro nasce e por minha vida estar numa fase em que um ciclo se encerra e outro é iniciado, tento agora, fazer algo diferente. São palavras que os meus (apenas) 22 anos de existência, me permitiram falar. Não sei se podem ser chamados de conselhos, mas aqui vão algumas dicas para que tentemos fazer com que a vida fique um pouco melhor.
Tente seguir essas dicas! Vai ser difícil, mas não é impossível. Eu mesmo já me peguei muitas vezes fazendo o completo oposto do que acredito. Aqui vão elas:

A maioria das pessoas são egocêntricas. Não seja uma delas! Preste atenção: isso não quer dizer que você deva ser um retardado que nasceu pra fazer tudo pra todo mundo.

Não maltrate o coração do outros. Não admita que maltratem o seu. Goste de quem gosta de você. Se por acaso você adorar alguém em excesso e isso não for recíproco, faça o seguinte: chute com gosto o traseiro da pessoa, depois pise bem forte como se ela fosse do tamanho de uma formiga, dê as costas a essa pessoa e passe a ignorá-la. Então, lembre-se que no mundo atual existem 7 bilhões de pessoas e que não vale a pena perder tempo com uma só, principalmente quando ela não gosta de você.

Tome banho demorado. É a melhor coisa que existe para relaxar todos os dias. Só não se esqueça que uma vez por mês a conta de luz vai te deixar bastante nervoso. Porém, vai por mim. Vale a pena!

Quando você achar que é necessário, vá ao médico. Se você for louco, vá ao psiquiatra. Se você for criança, vá ao pediatra. Se você for burro, vá ao veterinário. Mas nunca deixe de cuidar da sua saúde.

Algumas vezes, à medida que o tempo passa, você conhece melhor as pessoas com as quais convive. Então, você descobre que não conhecia nada daquela pessoa. Por isso, não se sinta mal se algum dia você perceber que ficou alérgico às pessoas.

Em outras vezes, com o passar do tempo, você descobre que não conhecia nada daquela pessoa. E então, você se pegará pensando: “Putz... Essa pessoa maravilhosa está aqui do meu lado há anos e eu nunca tinha percebido.”

Sempre que você tiver vontade de chorar, chore. Isso ajuda a diminuir o desespero e a quantidade enorme de besteira que a sua cabeça está pensando. Chorar também faz com que seus olhos fiquem cansados e, assim, é mais fácil de pegarmos no sono. Mas evite chorar na frente do seus problemas, principalmente, se eles forem da raça humana.

Sonhe! É a intenção de alcançar seus sonhos que faz com que você tente ser melhor do que já é.

Saiba que dinheiro não é, nunca foi e nem será mais importante do que as pessoas. A maior prova disso é que as pessoas podem te dar dinheiro, mas o dinheiro não pode te dar as pessoas.

Há uma grande possibilidade de você achar que a sua família é uma droga, ou que nela só tem doido. Mas não se esqueça de que eles são seu “colchão de ar” que vai sempre amortecer as suas quedas.

Não permita que problemas idiotas e pequenos do seu dia-a-dia diminua sua qualidade de vida. Não vale a pena!

O tamanho dos seus problemas é proporcional à sua idade. Quanto mais velho você ficar, mais problemas vai ter e, acredite, a tendência é piorar. Se isso não acontecer, é por que você não está se metendo em encrencas o suficiente para, no futuro, se tornar único.

Conte seus problemas para as outras pessoas. Só para algumas! Preserve-se: não é necessário que o mundo todo saiba da sua vida pessoal.

Não grite à toa. Se você fala gritando com as pessoas, instintivamente, elas responderão gritando mais alto ainda. E mesmo quando você estiver quieto, ao falarem com você, falarão gritando automaticamente. É a força do hábito!

Não se pode vencer uma pessoa que joga sujo, ao menos que você também jogue sujo. Portanto, é permitido: roubar de ladrão, rir de políticos, dar porrada em gente violenta e assassinar o seu provável assassino.

O amor é contagioso. O ódio também. A raiva também. A depressão também. O estresse também. Se você não gosta do que recebe, há algo errado no que você dá! Saiba que sentimentos são trocados entre as pessoas.

Saiba também que cada um de nós temos fantasmas os quais nos perseguem durante toda a vida. Alguns são do passado, outros do presente e outros do futuro. São fantasmas os quais só nós tememos porque somente nós os conhecemos. Por isso, mesmo com medo, temos de encará-los e enfrentá-los, para que seja possível darmos mais uns passos a frente.

A maioria das amizades acabam com os passar dos dias. Porém, algumas não se desfazem nem com o passar das décadas! As amizades verdadeiras permanecem exatamente iguais Podemos ficar meses ou anos sem ver um amigo, mas se a amizade for verdadeira, ao encontrá-lo novamente, temos a sensação de que a última vez que o vimos foi ontem.

Coincidências existem! Você perceberá isso quando numa terça-feira corrida de uma cidade grande, você pegar um ônibus de volta pra casa e encontrar um amigo antigo. E depois, na primeira cidade em que o ônibus pára, subir uma amiga que você não via há meses. Então, você pensará: “Com tantos ônibus, com tantos horários disponíveis e com tantos dias para viajar... Aqui estamos nós três juntos mais uma vez!”

Assim, notamos que alguns ciclos de nossa vidas são incontroláveis e se repetem quando menos esperamos. Mas é necessário saber que existem ciclos que são controlados somente por nós. E esses são os mais importantes!

O ciclo da vida é um só. O meu não é igual ao seu, nem ao de mais ninguém. Todos são únicos! Porém, apesar de únicos, todos os ciclos estão ligados entre si. E seja lá o que for que você faça, algo bom ou ruim, influenciará o grande ciclo de todo o resto do mundo: o grande e único ciclo da vida.

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Céu de Baunilha

"Cada minuto que passa é uma nova chance de mudar tudo em nossas vidas para sempre."


Filme Vanilla Sky

Cuidado....








domingo, 9 de setembro de 2007

O Fantástico Poder

Pela primeira vez na vida, ela sentiu o poder.

Agora podia fazer compras com sua aposentadoria, sair com as amigas sábado à tarde para jogar baralho e também podia fazer o almoço do jeitinho que ela adorava.

Podia dizer aos netos que dormissem lá e que a pipoca poderia ser inteirinha lambuzada de catchup.

Ela podia ocupar todo o espaço da cama de casal e deitada de olhos fechados, sonhar com o que não podia. Foi nesse momento que ela percebeu que podia ser livre!

Após a morte dele, tudo havia ficado melhor. Ela se sentiu poderosa depois que soube o que era poder.


Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

E-mail de Amor

O corpo tremia e seu coração disparara. Daquele jeito parecia que teria um ataque cardíaco! Faltou-lhe ar enquanto digitava o e-mail. Tentou se acalmar, mas mesmo assim, a respiração era difícil. Pensou: “Será que as cartas de amor eram mais fáceis de serem escritas do que os e-mails?”.

Naquele e-mail, ele se declarou a ela. Escreveu tudo o que sentia e tinha medo de dizer cara a cara. Não teria volta: depois do “clique” em Enviar, ela saberia de tudo. Ainda apavorado, esperou criar coragem e...


...clique.



“Erro. O servidor está temporariamente fora de serviço. Tente mais tarde.”

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O Telefonema

– Alô! – atendeu ao telefone.

– Quem é? – quis saber o homem.

– Com quem você quer falar? – indagou a moça desconfiada.

– Com a Fernanda, ela está?

– Quem gostaria de falar com ela?

– É um amigo dela... Você pode chamá-la? – perguntou o homem.

– Sobre o que é o assunto?

– É só com ela... Quem está falando? – insistiu ele já começando a perder a paciência.

– Sou eu quem pergunta. – disse ela irritada. – Quem está falando?

– Mas que merda, qual é a droga do seu nome?

– Não te interessa! Não vou dizer meu nome antes de saber o seu, idiota! – estressou a moça.

– Faz um tempão que quero falar com a Fernanda e você não se manca! Se você não quer dizer o seu nome, tudo bem, mas chame-a sem fazer cu doce. E aí, vai chamar ou não?

– Benzinho... Aqui quem fala é a Fernanda. – disse ela cinicamente. – Você pode dizer o que quer agora?

– Claro que sim! Estou ligando para dizer que há dois minutos atrás eu ia convidar você para sair, dar uma voltinha. Eu estava afim de você! Só que percebi que era apenas uma atração física. As nossas voltinhas ficam sendo essas pelo telefone. Afinal de contas, você só me enrolou, enrolou e enrolou!


Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 31 de julho de 2007

A Florzinha

Todas as florzinhas do mundo nascem, crescem, se reproduzem e morrem. A florzinha desta história não seria muito diferente das demais, mas um pequeno detalhe faz com que esta seja diferente, muito diferente.

Essa florzinha incomodava. Incomodava como muitos elefantes nunca conseguiram. Era feia e fedida. Sincera e corajosa. Cheia e útil.

Uma vez, um flor ligou pra ela, mas ele teve medo e não falou o que sentia para ela. Para conseguir o que queria, teve que falar com a florzinha através de recados os quais eram envidados por Terceiros. Os recados diziam:

– Senhora florzinha, peço gentilmente que fique quieta. Que cale a boca! Estou mandando que a senhora abra mão do seu direito de expressão. E que cale a verdade para que a mentira se sobressaia!

A florzinha não gostou nadinha disso e falou:

– Você pode fazer a gentileza de mandar esse tal flor vir falar comigo sobre isso? Ou será que ele tem medo de mim?

– Não sei, se ele tem medo de você! Só sei do recado... – disse o Terceiros.

– Tudo bem, isso não é muito importante. O que importa é que eu não tenho nenhum medo dele. Seja ele o flor que for, eu não tenho medo.

Muito tempo depois, o flor ainda mandava seus recados para a florzinha. Ela se irritou e também mandou seu recado para o flor através de Terceiros.

– Por favor, senhor Terceiros. Diga ao flor que se ele tem algo para conversar comigo, que venha falar na minha cara. Eu prefiro assim, pois os recados são facilmente distorcidos. Diga-lhe também que se ele não deve, não tem nada a temer.

Tal recado foi levado e nunca mais voltou. O flor, pelo que se ouviu falar morreu. Morreu de medo. Mas isso provavelmente era só um boato. (Afinal, o que as pessoas falam por aí, geralmente, não chega nem perto da verdade.)

As outras florzinhas ficaram sabendo da história, mas não se manifestaram. Ficaram quietas. Elas eram todas iguais. Não incomodavam ninguém. E por isso continuaram do mesmo jeito que eram. Eram bonitas e cheirosas. Falsas e medrosas. Vazias e descartáveis.

Soube-se depois, que por serem assim, essas outras florzinhas foram sendo arrancadas uma por uma, rumo à morte!

E até hoje, a florzinha feia e fedida, sincera e corajosa, cheia e útil, continua esperando o flor vir falar com ela pessoalmente. Nem que se fosse na forma de alma penada. Pois como ela mesma disse:

– Seja ele o flor que for, eu não tenho medo.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vida Longa!

Ao acordar, bocejou. Ao se levantar, pensou “Droga, mais um dia longo que não acaba logo!”. Ao ver seu reflexo no espelho, se perguntou “Quando é que a minha vida, enfim, vai terminar?”.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 22 de julho de 2007

Oidícius - Amor/Roma

"As pessoas têm reações diferentes quando dá tudo errado na vida!

Algumas pessoas tentam de novo. E fazem isso insistentemente, mesmo que tudo sempre dê errado.

Outras, simplesmente, desistem de tentar. Elas desistem de suas vidas!

Talvez este seja o meu caso."

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 3 de junho de 2007

Dinheiro de Papel

Devo ter nascido na época errada.

Eu não entendo porque as pessoas trabalham tanto para receber pedaços de papel no final do mês. Se a gente parar para pensar, isso não tem graça e muito menos lógica! No final das contas, a gente troca a vida por papel-moeda.

Queria ter vivido na época antiga, onde cada um se virava como podia, mas tinha liberdade. O lance seria trabalhar, comer e dormir a hora que quisesse e bem entendesse, ou conforme a necessidade. Tem coisa melhor do que isso?

Eu não vejo sentido em receber dinheiro no final do mês. Acho ridículo, mas acho bom. Eu adoro dinheiro! O problema é que depois de trabalhar o mês inteiro, não sinto prazer em recebê-lo. Não há emoção!

Somos corajosos ao trocarmos nossos sonhos e a nossa liberdade de fazer o que queremos por pedaços de papel? Não! Somos medrosos. Bom, talvez vocês não sejam. Eu sou.

Eduardo Franciskolwisk

“Sortuda é a pessoa que faz o que gosta e ainda ganha dinheiro por isso.”

Eu odeio festas!

Eu odeio festas! Não que eu odeie a festa propriamente dita, acho que todo mundo gosta. Mas eu odeio o clima tenso que fica na minha casa antes de ir para alguma festa. É muito esquisito, o clima fica tão pesado que faz com que eu prefira ficar em casa sossegado do que sair para passear.

E antes que alguém me julgue, não sou anormal! Anormais são os outros. Eu sou só o efeito colateral disso. Às vezes eu acho que tenho uma Síndrome do Pânico modificada: é a Síndrome de Festas. Os sintomas são quase os mesmos, mas aparecem somente quando tem festas. Não importa se é Natal, ano novo, casamento do fulano ou aniversário do cicrano. Aqui em casa o clima fica idiotamente pesado. Todo mundo grita, fica estressado e briga à toa.

A tortura começa umas 5 horas antes do início da festa e termina umas 5 horas depois. É por isso que eu prefiro ficar em casa. Provavelmente, sou traumatizado pela pré-festa e pela pós-festa. Mas eu garanto que festa nenhuma me traumatizou.

O coração dispara, dá tremedeira. Não sei se é ansiedade, mas é uma sensação muito ruim e eu prefiro não tê-la.

O mal disso é que eu sei que nunca vai se reverter. Quando alguém traumatiza você ainda criança, é muito difícil que você consiga se recuperar e superar isso.

Eduardo Franciskolwisk

Excesso de Sinceridade!

Eu juro: não me acho chato. Quem me acha chato é porque ainda não conheceu um deles de verdade. O meu problema é que eu sofro de um excesso de sinceridade e por mais que eu tente controlar isso, eu não consigo.

Talvez, as pessoas que mais sofrem com isso (ou seja, minha “possível chatice”), são as pessoas que eu mais considero. É que eu me sinto com intimidade o bastante para falar o que eu penso. E por mais incrível que pareça, eu quase sempre me ferro com isso. Mas eu acho que mais cedo ou mais tarde, as pessoas acabam reconhecendo que eu estava certo: o que eu falei incomodou, porém, era a verdade.

Eu ainda prefiro sofrer de “Excesso de Sinceridade” e ser considerado chato do que ter um excesso de cortesia e ser uma pessoa falsa. Eu suporto ser chato e, para dizer a verdade, suporto até ser cínico, mas falso ainda não está na minha lista de qualidade do avesso.

E eu repito: quem me acha chato, não conhece um chato de verdade.

Eduardo Franciskolwisk

Sono

Meu sono está acordado.

Ultimamente, tenho dormido menos de 6 horas por dia. E isso me deixa quebrado.

O pior de tudo é que eu não consigo dormir cedo ou dormir durante o dia. Sempre durmo tarde e eu até gosto disso. Chega um determinado horário que todo mundo está dormindo e só eu acordado. Tenho a impressão de que o mundo parou para que eu começasse a funcionar. De madrugada é quando eu penso melhor, quando eu me sinto melhor. Para dizer a verdade, em algumas madrugadas eu até durmo melhor!!


Mas isso é um vício, dormir tarde para mim é um vício, assim como ficar conectado na internet, muitas vezes, sem fazer nada!. E eu não consigo evitar.

Eu durmo tarde por prazer e acordo cedo por obrigação.


Eduardo Franciskolwisk
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