quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A (quase) batida de moto e o B.O.

É incrível como as coisas mudam de uma hora para outra. Um segundo é o suficiente para a sua vida nunca mais ser a mesma.

Basta apenas uma idiotice, um erro, e isso pode direcionar a sua vida para um rumo que você nunca sonhou antes.

Não aconteceu nenhum fato fantástico comigo (mas eu poderia ter morrido!). A minha vida não mudou drasticamente (mas poderia ter mudado!). A única coisa que aconteceu é que até alguns minutos atrás, eu não tinha nenhuma história para contar aqui e agora, tenho. Não tinha aquela formiguinha mordendo a minha bunda e gritando “Escreve sobre isso, cara!”. Mas um acontecimento mudou isso e talvez eu nem conseguiria dormir se não escrevesse. Agora tem uma formiguinha me mordendo.

Como sempre, saí de casa atrasado para a aula de natação. Confesso que corri um pouco mais do que o costume. Eu queria chegar a tempo de comprar um par de óculos para nadar. É... o tiro saiu pela culatra. Tinha uma moto parada no meio da rua, dando seta para a esquerda. Mas, é bom ressaltar, estava parada! E eu feliz, numa velocidade razoável, fui ultrapassar. Só que a moça resolveu virar a esquina e me fechou. Brequei com tudo, minha moto derrapou e foi parando até bater na moto da moça. Não foi uma batida forte, mas a moça não agüentou o peso da moto e caiu. Também, ela estava carregando uns pacotes pesadíssimos e a moto foi pro chão. Começou a vazar gasolina. Dois motoqueiros pararam para ajudar.

A sorte que é a batida foi mais uma encostada do que batida. Não machucamos, nem estragou nada das motos. O prejuízo dela foi só o susto, o meu, além do susto, foi perder a aula de natação. Aula na qual eu fui!

Pois bem, cheguei atrasado e fui direto comprar os óculos para natação. Na hora de usar foi um sofrimento. Primeiro: porque eu não sou acostumado a nadar de óculos, me dá uma sensação ruim. Segundo: porque toda hora entrava água na porra dos óculos, na parte do olho direito para ser mais específico. “Só falta essa droga ter vindo estragada!” pensei. Então, tive a fantástica idéia de colocar os óculos ao contrário, de cabeça para baixo e mesmo assim continuou entrando água no olho direito. Bom, pelo menos eu soube que os óculos não estavam estragados e que o meu problema era B.O. (Burrice do Operador). A droga dos óculos, me deixou tão intrigado que eu praticamente não participei da aula.

Eu estava tão avoado por causa do susto da (quase) batida e dos óculos que não parava de entrar água, que apesar de ter ido à aula, não a fiz. Meu corpo estava lá, mas minha mente estava viajando.

Saí de casa com a certeza de que iria chegar bem na natação, comprar óculos eficientes e fazer uma aula legal. Só que não foi bem assim. Praticamente bati a moto, os óculos me irritaram bastante e a minha aula agora só na próxima aula. Tudo mudou em segundos. O susto me deixou atordoado e com certeza afetou minhas ações nas horas seguintes.

Eduardo Franciskolwisk
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