terça-feira, 30 de setembro de 2008

Minha gatinha se foi...

Enquanto terminava de me arrumar para ir trabalhar, ouvi a vizinha dizendo do lado de lá do muro:
– Ai, tem um gato morto aqui no corredor!
Tive muitos pensamentos naquele momento que podem ser resumidos em um só: “Eu ainda não vi a minha gata hoje!”. Imediatamente, tive a certeza de que era ela. Todos os dias de manhã ela ficava comigo e naquele dia, ela não estava.

Ela era única. Fazia coisas únicas! Sabia abrir portas (embora não tenha aprendido a fechá-las), fazia xixi na privada (embora não tenha aprendido a dar descarga) e só bebia água corrente da torneira.

Estava comigo em todas as minhas refeições para que eu dividisse o que estivesse comendo. Chocolate, lasanha, salsicha, hambúrguer, bolacha de chocolate, enroladinho de presunto e queijo ou sorvete. Não importava o que era, ela queria um pedaço.

Minha gata Datinha era sempre a primeira a me recepcionar quando chegava em casa. Parecia que ela já sabia que eu estava chegando.

Ela não gostava que a pegassem no colo, mas agüentava pacientemente quando eu, o Mateus ou a Isabela fazia isso insistentemente.

Ela tinha história. Apareceu em nossas vidas numa história!

Eu, um cara sério e 25 anos de idade, brincava de pega-pega com a minha gata. E morria de rir quando ela dava um pulo altíssimo depois de darmos um susto nela. Só quem tem um gato sabe como ele pode ser divertido e confiável.

Já ganhei inúmeros presentes dela. Passarinhos, morcegos e ratos. Tudo, claro, colocado bem embaixo da minha cama. Eu já li que quando um gato te traz um presente desses, você não pode ficar bravo com o animal e sim, agradecê-lo porque dessa forma ele está demonstrando uma de suas qualidades, ou seja, a de que é um bom caçador e que ele pode te ensinar a caçar.

Essa gata entrou num momento muito complicado da minha vida e ficou até o dia de ontem me fazendo companhia. Agora, ela foi morar junto com os nossos outros gatos, cachorros e parentes. Animais têm alma como os humanos e os dois vão para o mesmo lugar quando morrem.

Hoje, eu falei para a minha mãe:
– Nossa, mãe, parece que eu estou vendo vultos da gatinha!
E ela me disse:
– Eu não queria te falar nada... Mas eu também já vi.

Os vultos acontecem em algumas situações em que eu normalmente estaria com ela. Por exemplo, indo para a cozinha e ela passa na minha frente correndo.

Ela era a minha “Fortaleza da Solidão”! Sempre que eu estava sozinho, rindo ou chorando, ela estava por perto. Por isso, no fundo eu não estava sozinho.

E depois de todos esses anos de companhia, eu só posso agradecer!

Valeu! Valeu mesmo, Datinha!!!

Eu posso chorar porque ela morreu ou posso sorrir porque ela existiu. Mas como eu sou idiota, fico com as duas opções.

Ah... E antes que eu me esqueça, é bom deixar registrado aqui que, modéstia à parte, ela tinha lindos olhos azuis!

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 21 de setembro de 2008

Os grandes também erram.

Se você tem a sensação de que não pode errar nunca, tire isso da cabeça. As coisas nunca vão ser perfeitas e um erro, por menor que seja, sempre vai existir.

Quem nunca achou um bigato* no chocolate? Ou numa paçoquinha... Bem, se você nunca achou, lamento dizer, mas é grande a possibilidade de que você o tenha ingerido.

Grandes empresas também erram!

Grandes homens também erram!

E isso talvez sirva de consolo para a gente: Se eles erram, porque não teríamos esse direito?

Isso mostra que podemos ser competentes mesmo não acertando todas as vezes.

Um errinho pequeno não faz mal a ninguém!

Um bigato no estômago não faz mal a ninguém (desde que os olhos não os tenham visto).

Eduardo Franciskolwisk

* Bigato é aquele bichicho que vc encontra na goiaba, no alface e em outros alimentos. É uma larva, um verme, parece uma minhoquinha!

Nossa, fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que não sabem o que é bigato. Provavelmente, é uma palavra regional (mais provável que seja uma gíria do mundo caipira). Não existe nos dicionários da língua portuguesa, nem no Houaiss.

Aprenderam o que é um bigato?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Cadê o erro?



O que tem de errado nesse informativo que veio junto com um brinquedo do Sucrilhos, da Kellogg´s?

Ou o erro foi do INMETRO?

Clique na foto para ampliar e procure.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 7 de setembro de 2008

Marketeiros sem criatividade!

Não considero os dois principais candidatos de Barretos ruins. Ruim é a criatividade do marketeiro deles.

Tanto Uebe Rezeck (atual ex-prefeito) quanto Emanoel Carvalho (atual prefeito) buscam mais um mandato nessas eleições de 2008. E o “jingle” da campanha deles rima NOVO com POVO. Dá só uma olhada:

“... Eu quero Uebe Rezeck, quero de NOVO.
Pra a alegria e para o bem do nosso POVO...”.

“... Vou votar 14. Emanoel de NOVO.
Vou votar 14. É a voz do POVO...”.

Com certeza, se tivesse um terceiro candidato que também já foi prefeito, as rimas não seriam diferentes! Até a musiquinha do César Contijo teriam essas rimas se ele estivesse disputando. Seria mais ou menos assim:

“Não quero perder de NOVO
Agora, eu imploro, meu POVO.”

Já o “jingle” do candidato Gilberto, felizmente, não rima novo com povo, mas é meio paradão quando comparado com os outros dois. Vou pôr a letra aqui só pra não dizerem que eu não dei bola pra ele.

“Pra Barretos representar,
45 vamos votar.
Gilberto e o Mamed,
45 eu vou votar.”

Já me perguntei se existe alguma outra palavra que rime com POVO e NOVO. É difícil, eu sei, só consegui pensar em OVO, mas eles poderiam tentar rimar NOVAMENTE com GENTE. Agora, eu pergunto pra vocês, quais outras palavras rimam com POVO e NOVO?

Eduardo Franciskolwisk

PS: Primeiro, pensem um pouco. Se conseguirem, deixem a palavra nos comentários. Se vocês não conseguirem, apelem para a tecnologia: Rimador – (http://www.sonetos.com.br/rimador.php)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Rico e o Pobre - por Dentro do Fora.



Hoje, enquanto ia a pé para a Região dos Lagos fazer minha caminhada, parou um carrão do meu lado. O carro era lindo e parecia ser daqueles bem caros, ou seja, era carro de rico. O homem que dirigia estava sem camisa e tinha um barrigão enorme.

Aí, ele olhou para mim e perguntou:

– Você sabe por que eu estou nesse carrão e você está andando a pé?

Com certeza ele respondeu pra si mesmo “Porque eu sou rico e você é pobre!”

E eu, com muita sinceridade, respondi:

– Porque você quer ter esse barrigão aí e eu não quero, não!

Eduardo Franciskolwisk
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