sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eurofarma erra e eu não sou bem atendido

Tudo começou à noite, quando fui tomar cloxazolam de 2 mg da Eurofarma. Ao abrir o blister, o comprimido estava pela metade. Achei isso estranho e fui reparar para ver ser o resto estava em ordem. Não estava! No local onde deveria conter um comprimido não havia nenhum. E mais tarde achei a outra metade daquele comprimido junto com um outro inteiro.

Até aí eu estava tranqüilo. Tirei fotos do blister e mandei para o atendimento da Eurofarma, para que eles vissem que eu não estava mentindo. Por se tratar de um medicamento de tarja preta, não esperava ser ressarcido com um outro comprimido. E muito menos com dinheiro, eu não queria dinheiro. Dei meu endereço e pedi para que eles me mandassem canetas, livrinho com todas as bulas dos medicamentos que eles fabricam (porque sou farmacêutico e isso seria interessante para mim) ou agenda, enfim, queria qualquer coisa para compensar aquele comprimido que não veio. A resposta que recebi foi:

“Em atenção à sua solicitação, informamos que não dispomos do material para envio.”

O engraçado é que quando eu liguei no 0800, a moça disse que eles tinham esse material, mas que só era destinado aos médicos. Exclusivamente, aos médicos! E aos farmacêuticos? Não, claro que não. Concluindo, eles tinham o material para mandar só que não estavam com boa vontade para enviar.

Eu achava que estava facilitando as coisas porque medicamento controlado é um assunto muito delicado e pode dar cadeia por tráfico de drogas caso haja venda sem receita médica.

Então, escrevi outro e-mail dizendo que eu precisava repensar em quais laboratórios confiar e que me colocava a disposição 24 horas, 7 dias por semana no meu endereço residencial para que eles me mandassem qualquer coisa que pudesse compensar o erro deles. Inclusive, uma carta com pedidos de desculpas.

Terminei dizendo que já não acreditava muito no “atenciosamente” que eles escrevem em todos os e-mails.

E agora, estou aqui, esperando a carta da Eurofarma pedindo desculpas. Mas vou continuar esperando. Da mesma forma, eu esperava ser bem atendido por eles. Vou continuar esperando...

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Miranda!

No início de uma certa madrugada, passou no canal Sony um clipe de uma música que me chamou a atenção. A música era em espanhol e as imagens um pouco engraçadas (ou toscas, como preferirem!). Era o clipe de Perfecta. Procurei o vídeo no Youtube e depois puxei o mp3 para escutar no meu tocador. Não feliz, fui atrás da letra desta música e me apaixonei por ela. Perfecta conta a história de um homem e uma mulher que eram amigos e que num belo dia beberam demais e acabaram “ficando”. E quando eles perceberam o que tinha feito, viram que era aquilo o que eles queriam. “Perfeitamente, exatamente, o que eu sempre sonhei” eles dizem na música.

Mas afinal de contas, de quem era essa música? Miranda? Pensei que não seria esse o nome, por se tratar de uma banda e não de uma pessoa apenas (no caso o tal do Miranda). Me enganei, a banda se chama Miranda!. (Eu também tinha pensado que o Miranda era o cara que tinha escrito a letra da música, mas isso fica ente nós, ok?)

Miranda! é uma banda argentina (si, nuestros hermanos) que começou em 2001 e hoje é considerada a banda mais renovadora do pop eletrônico da Argentina. O nome da banda é uma homenagem ao ator argentino Osvaldo Miranda, que era símbolo de glamour e elegância nos anos 50. Os integrantes são Alejandro Sergi, Juliana Gattas, Lolo Fuentes, Bruno de Vincenti e Nicolás Monoto Grimaldi. O modo de se vestirem é muito estranho, chama atenção mesmo. Têm aparência gay, mas eles afirmam que não são. Enfim, acho que fazem isso porque faz parte do show deles. Prestem atenção no clipe Perfecta e você verá que todos são ótimos atores.


Um dos discos deles, que se chama “El disco de tu corazón”, deu origem ao slogan do meu blog “O blog do seu coração!”. A capa deste disco é a imagem logo acima.

Vale a pena puxar algumas músicas para conhecê-los, pois são gostosas de ouvir e a as letras são muito boas. Recomendo: “Enamorada”, “Traición”, “Perfecta”, “Prisionero” e “Te atreviste e me mori”.

Quem sabe, num futuro próximo, eles não apareçam aqui no Brasil?

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Voto Nulo e Voto em Branco. Protesto? Não!

Eu sei que as eleições já passaram, mas algum dia (quem sabe daqui a 2 anos) este texto vai ser útil para alguém.

O voto nulo e voto em branco não são votos válidos. Eles não são computados para nenhum dos candidatos e são contados apenas para fins estatísticos. São excluídos para determinar quem vence a eleição e também são excluídos para calcular o coeficiente eleitoral.

Voto em branco: Esqueça aquela história de que o voto em branco vai para o candidato com maior número de votos no último turno. Isso não existe!

Voto nulo: Não anulam as eleições! Algumas pessoas acham que se a maioria (50% + 1) votar nulo, as eleições serão canceladas e novos candidatos obrigatoriamente substituirão os que causaram a anulação da eleição. Não é assim. O que causa a anulação de uma eleição é a “nulidade de votos” (que são votos fraudados e de outros casos) e mesmo assim, os candidatos serão os mesmos.

Enfim, o voto nulo é considerado um erro do eleitor e o voto em branco indica que ele se conforma com qualquer um dos candidatos que for eleito.

Os votos de protesto, onde o eleitor poderia demonstrar a sua insatisfação com o sistema eleitoral ou com os candidatos, já foi possível graças às cédulas de papel nas quais os eleitores escreviam o nome do candidato de sua preferência. Foi o que aconteceu com o Macaco Tião, no Rio de Janeiro, e o Rinoceronte Carareco, em São Paulo, que tiveram votos em quantidades expressivas. Os votos eram considerados nulos, mas as pessoas se divertiam e protestavam. Com a urna eletrônica, já não é possível protestar assim. Mas poderiam inventar o botão “Nenhum dos candidatos”.

Portanto, pessoal, se vocês quiserem protestar votando nulo ou em branco, estão perdendo tempo. O negócio de protesto é arregaçar as mangas, pintar os rostos e ir para as ruas bater panelas.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sacanagem com a velhinha

Meses atrás, emprestei 30 reais para uma senhora. Ela me pagaria alguns dias depois.

Alguns segundos se passaram, alguns minutos se passaram, algumas horas se passaram e, enfim, alguns dias se passaram. Lá estava ela pronta para realizar o pagamento de 20 reais. Ela pagaria os outros 10 reais quando pudesse. “Tudo bem”, eu disse.

Novamente, segundos, minutos, horas, dias e, desta vez, meses se passaram. E o pagamento não veio. Eu não cobrei e não vou cobrar. Mas comecei a desconfiar de que ela não estivesse com a intenção de me pagar. Ela se fingia esquecida e eu também. Beleza. O mundo dá voltas...

Aí, esses dias ela veio com uma história de vender trufas a 1 real cada. Nessa hora, comecei a bolar um plano bem sacana com ela. Pedi que ela me trouxesse 3 trufas, mas não falei nada do pagamento. Ela dava indiretas do tipo “Hoje, eu vou ter que pagar a moça das trufas... Quantas você pegou mesmo? Foram 3, né?”.

A senhora parou um tempo de vender as trufas e eu, propositalmente, nem lembrava que devia 3 reais para ela.

Esses dias, uma pessoa pediu para ela trazer trufas e eu estava perto. Aproveitei a oportunidade e pedi mais 7 trufas, 5 de brigadeiro e 2 de morango. Então, a senhora das trufas falou “Quantas trufas você pegou da vez passada?”. Respondi que tinham sido 3 de brigadeiro. “Aí, o seu pedido completa 10 trufas, né?”

Quando ela falou isso, eu pensei na hora que ela já tinha sacado o meu plano e achei que ela não levaria o pedido no outro dia. Felizmente, me enganei. A primeira coisa que fiz foi pegar as minhas 7 trufas e jogar dentro da minha mochila. E quando já ia saindo pela tangente, ela comentou de novo: “Agora, completou 10 trufas, né?”. Eu confirmei dizendo que sim, mas nem falei em pagamento.

Não falei e não vou falar. Eu já consegui o que queria, que era não perder meus 10 reais. Pode ser pouco? Pode. Mas é meu! Consegui inverter a situação: ela me devia e agora eu também devo a ela. Não vou dizer uma palavra sobre pagar ou receber. Quero que ela tome a iniciativa de me cobrar.

E quando ela fizer isso, eu vou dizer: “Ixi... hoje eu estou com dinheiro, mas eu vou precisar dele para comprar pão. Posso te trazer amanhã?”. Independente do que ela me responder, eu vou esperar um pouquinho, me fingir de esquecido e depois de lembrado. “Ah... Sabe o que eu lembrei agora? Lembra daqueles 10 reais que você ficou me devendo e que ainda não pagou? Então... desconta desses 10 reais que estou te devendo. Aí, ficam elas por elas.”

Sim... Esse é o meu plano. É a sacanagem que eu pretendo fazer com ela. E tomei essa decisão definitiva um dia em que a ouvi dizendo “Se tivesse acordo, mas não tem... O mundo é dos espertos!”. Como eu sei que com ela não tem acordo e que ela não me acha muito esperto. Sacanagem nela!

Eu não sei qual vai ser a opinião de vocês, mas eu vou achar muito gozado!

Eduardo Franciskolwisk
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