sábado, 15 de novembro de 2008

Não sou inteligível, sou burro!

Eu devo ser muito burro! As pessoas não entendem o que eu falo. Eu explico, explico e ninguém entende nada. Devo ser daquelas pessoas que, literalmente, não falam coisa com coisa.

E chego à conclusão de que sou burro porque, certo dia, li a seguinte frase:

“Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes.” – Victor Hugo

Traduzindo a frase para o português do MEU cotidiano:

“Quando ninguém entende o que você fala é porque você é burro.”

ou

“Quando não somos claros é porque não somos inteligentes.”

Tudo o que eu falo, ninguém entende. Eu não me expresso bem verbalmente. Deve ser por isso que eu não gosto muito de falar. Sei que dou explicações correndo (deve ser porque não gosto de dar explicações), sou uma aberração para contar piadas, fatos, filmes, etc.

Eu já me considero um burro! A cada dia que passa eu fico mais burro! Enquanto os outros ficam mais inteligentes, eu fico mais burro. Mas, às vezes, eu paro para pensar e me pergunto se burras não são as pessoas com as quais converso.

Elas não me entendem por que eu não explico direito ou não são capazes de me acompanharem no pensamento? Ou será que, simplesmente, não prestam atenção no que eu falo?

Tá certo, não vou tentar jogar a culpa nos outros. O problema sou eu e pronto. Se não fosse, as outras pessoas teriam esse mesmo problema entre elas e isso não acontece.

Por isso, não me chamem mais de Eduardo. A partir de hoje, sou Burro. Igualzinho ao meu xará aí do lado.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Diálogo entre avó e neto.

Essa parece piada do Joãozinho, mas aconteceu aqui em casa.

O Mateus estava conversando com sua avó (minha mãe, por tabela...) quando soltou essa:

– Vovó, o José da minha escola fala “Eu vou mijar nas CARÇA!” Está errado, né?

Minha mãe, professora de português, ficou feliz de ver o neto de 4 anos mandando bem no português e quis conferir:

– Ah, é Mateus? E como é o certo?

Ele sem titubear respondeu:

– O certo é pedir para a professora levar ele no banheiro.

Eduardo Franciskolwisk
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