terça-feira, 10 de março de 2009

O nojo de Gulliver



Fui obrigado a ler a adaptação de “Viagens de Gulliver” quando era mais novo para um trabalho de escola. Eu devia ter uns 11 ou 12 anos. Todos nós conhecemos um pouco das aventuras de Gulliver, pelo menos um filminho bobo sobre ele nós já assistimos. Só que esses filmes só falam da viagem que Gulliver fez aos locais onde ele era muito pequeno e depois, muito grande em relação às outras pessoas. E o livro tem outras partes nas quais ele viaja para outros países.

Na última parte, ele vai parar em um país que é governado por cavalos inteligentes e que não conhecem a mentira, tanto é que nem existe essa palavra na língua dos cavalos. Ou seja, lá os cavalos não mentem. Para variar, nesse país os humanos são os seres irracionais e selvagens.

Na época, eu odiei o livro. Pensei “Que coisa idiota, sem pé nem cabeça.”.

Mas depois de um tempo, já com uns 20 anos. Novamente encontrei uma adaptação na minha frente e a li em menos de 2 horas. E aí, sim, eu entendi.

Quando Gulliver voltou para sua terra de origem, a Inglaterra, passou a ter nojo das pessoas (inclusive da sua mulher e de seus filhos) e passava o maior tempo do seu dia no estábulo com os cavalos que comprou. Os cavalos não mentiam, os humanos sim! A raça humana não merecia mais o respeito e nem a estima de Gulliver. Os humanos davam nojo nele.

Então, entendi porque o livro é famoso: os humanos, seu modo de vida e suas ações idiotas são muito criticados pelo autor. E com muita razão.

Me sinto um Gulliver. As pessoas me dão nojo. São falsas, más e egoístas. Elas têm a opção de serem boas, mas sempre escolhem o caminho oposto. Isto enoja qualquer ser humano, inclusive os falsos, maus e egoístas!

Eduardo Franciskolwisk

4 comentários:

  1. Oi, Eduardo!

    Também li o livro e vi o filmne quando era criança. Concordo que existam pessoas más e mentirosas. Mas, graças a Deus, que existem as sinceras e as amigas.

    Não devemos generalizar como fez o Gulliver, mas rever as nossas amizades e ver se conquistamos pessoas que merecem a nossa confiança.

    Sou otimista nesse sentido, pq a verdade tanto pode ser um bálsamo como um veneno. É preciso saber dosar. Gostei da sua reflexão!

    Abraço,

    =]

    -------------------
    http://cafecomnoticias.blogspot.com

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  2. Não cheguei ainda a ler este clássico tão pouco me lembro de ter visto os filmes. Mas quanto as pessoas, assim como a moeda tem dois lados cada um tem o seu também. Eu sou da seguinte opnião que nenhum homem é feito de total maldade e nenhum é feito de total bondade, sempre vai existe a maldade e a bondade dentro de cada um. Porém cada qual tem as proporções de bondade e maldade diferente. Tu pode ser o kra mais bondoso do mundo mas acredito que o mal que tu faz atinge ninguem menos que você mesmo. Portanto hoje eu não ligo mais se são ruins ou boas a gente apenas sobrevive

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  3. Eu li quando pequeno por vontade própria.
    Eis uma coisa que me achavam estranho.
    Mas achei estranho demais.
    E como você disse, depois com o tempo que percebemos as coisas.


    .Tive festa ontem.
    ^^

    Surpresa, mas tive.

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  4. Radical... somos bons e somos ruins... a ocasião faz com que sejamos o que precisamos ser... não generalize... apenas balanceie.
    Bjs!

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