terça-feira, 26 de maio de 2009

Susan Boyle, o exemplo que não pode.

A rede Record está com uma chamada para o programa Ídolos que é bastante esquisita, veja o vídeo abaixo.





Aproveitando-se do “fenômeno” que se tornou o vídeo de Susan Boyle na internet, a Record quis mostrar que qualquer um pode ser o próximo ídolo brasileiro.

Na chamada, a Record diz que se você tem um sonho, tem de correr atrás.

A ironia está no fato de que Susan Boyle tinha 47 anos, quase 48, no dia que fez a apresentação que a tornou conhecida no mundo todo. E a chamada de Ídolos exige que o candidato tenha de 18 a 26 anos.

Ou seja, Susan Boyle não teria chance nenhuma aqui no Brasil.

Às vezes, uma pessoa talentosa tem que amadurecer para de fato se tornar um artista. E por isso, a idade não deveria importar. Quantos talentos verdadeiros o Brasil não revelará por causa desse limite de idade?

E quem foi o hipócrita, “o ser inteligente” que teve a ideia de fazer essa chamada e no final limitar a idade de forma tão descarada?

A rede Record colocou Susan Boyle como exemplo “de que a vida é dura, mas sempre vai aparecer alguém que nos dará uma chance”. Mas é exatamente o que ela não quer: dar a chance para quem nunca teve.

E isso fica muito claro para qualquer um que viu a chamada de Ídolos.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 24 de maio de 2009

Conversa do padrinho com o afilhado

Passando em frente a uma loja perto daqui de casa, o Mateus disse:

– Dudu, vamos ali naquela loja? Eu tô com uma saudade de ir lá...

– Tá bom, mas a gente só vai olhar. Eu não vou comprar nada.

Trato feito, parei o carro e entramos na loja.

– Dudu, olha essa casinha com esse relógio que lindo!

– Mateus, hoje a gente só vai olhar.

– Compra pra mim?

– Não!

– E aquela casinha de guardar moeda? É tão bonita!

– Não vou comprar, Mateus. Você já tem um porquinho!

– E aqueles patinhos de borracha? Compra pra mim?

– Não!

Um tempo depois, ele veio até mim e disse:

– Dudu, vem ver uma coisa assustadora!

Era uma abóbora do dia das bruxas.

– Compra?

– Não, Mateus. Você não vai conseguir dormir de noite com isso aí no seu quarto.

– Vou sim!

– Vai não! Eu te conheço.

E então, bravo ele soltou essa:

– Que saber? Você está me deixando “emburrecido”!

Não aguentei e ri, mas expliquei:

– Emburrecido é quando você está ficando burro, Mateus. É “aborrecido”!

Eduardo Franciskolwisk

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Virei vidente. Previ o futuro!


Eu não disse que era propaganda enganosa?

Saiu no “Jornal O Povo” de Barretos, no dia 16 de maio de 2009, a seguinte matéria: “DIG indicia benzedeira por charlatanismo e curandeirismo.”

Resumindo a matéria: uma mulher de 36 anos, que se apresentava sendo a médium Dona Vitória, foi presa por enganar pessoas ingênuas. Ela cobrava R$ 20,00 por consulta e na casa dela apreenderam várias estátuas, panfletos e a quantia de R$ 70,00 referente às consultas daquele dia. A mulher já tinha passagem na polícia por estelionato e dizia que era da Bahia, mas era de São Paulo.

No dia 14 de abril de 2009, publiquei o post “Seus pobremas se acabaram-se!” no qual publiquei um folheto que apareceu aqui na minha caixa de correio.

No post critiquei a forma analfabeta com que o folheto foi escrito dizendo que se ela tinha solução para tudo, por que para o analfabetismo não? Porque era propaganda enganosa. O folheto dizia que a consulta era de graça para quem levasse um maço de velas. Não era de graça porque o maço de velas já era o pagamento. E é certeza que ela além de ganhar o maço de velas ainda cobrava os R$ 20,00. Eu não disse que era propaganda enganosa?

Mas tenho de reconhecer que mulher é esperta. Ganhar R$ 70,00 reais por dia é mais do que eu ganho. Acho que vou virar vidente. Aliás, minha irmã já é vidente. Todo dia ela chega aqui em casa e diz “Hoje vidente pra caramba”. Ela é dentista!

Só sei que no final do post eu escrevi “Alguma galinha vai acabar se dando mal e não vai ser no fogão.” Eu estava certo! Previ o futuro! Afinal de contas, a médium Dona Vitória foi um fracasso!

Depois dessa previsão fantástica que fiz, agora virei vidente. Marquem uma consulta comigo pelo telefone. Como diria Walter Mercado (foto acima): “Pero ligue ahora mismo! LIGUE DJÁ!”

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fim da picada


"... É a lenha, é o dia, é o fim da picada! ..."
Elis e Tom, em Águas de Março.



Tenho um cartão de crédito da Itaucard. Como o nome já diz, vem estampado no cartão o selo do banco Itaú.

Para pagar a fatura impressa quem vem pelo correio antes do vencimento, posso pagar em qualquer banco e casas lotéricas. Porém, sem a fatura impressa, só posso pagar apresentando o cartão no banco Itaú. Está certo, afinal de contas, é o Itaú que tem os dados da minha fatura como: a data de vencimento, o valor total e o valor mínimo.

Mas... Sempre tem um “mas” nesse blog.

Mas eles não têm os dados da minha fatura! A minha fatura costuma chegar antes do dia 12 de cada mês. Até hoje, sexta-feira, dia 15 de maio, a minha fatura não chegou. E o vencimento acontece todo dia 18.

Então, pela primeira vez na vida, fui até uma agência do Itaú para pagar a minha fatura. Na minha vez, eu dei o cartão para a moça e disse:

– Quero pagar a fatura deste cartão.

– Quanto você quer pagar? – ela me perguntou.

– O valor total – respondi.

Então, ela explicou:

– Eu não tenho acesso ao valor da fatura. Você tem que me dizer o valor que quer pagar ou ligar no 0800 para saber o valor.

Eu fiquei surpreso quando ouvi isso! No ano de 2009, o banco Itaú não tem acesso às próprias faturas que emitem. Mas... (outro “mas”). Mas e a internet, a intranet? E o tamanho do Itaú para não ter um ser que acha isso esquisito ou errado? Isso é o fim da picada!

Tenho um controle bem feito dos meus gastos e já tinha ligado no 0800 para comparar os valores. Por isso, sabia o valor da minha fatura. Um valor aproximado, claro, não vou ficar decorando os centavos. E paguei até um pouco mais do que devia.

Achei o fato uma barbaridade! E comecei a pensar o porquê de não ter o acesso aos valores das faturas. E bingo! O motivo é dinheiro!

Assim, dizendo que não sabem o valor da fatura, eles “obrigam” a pessoa, principalmente os bobos, a pagar um valor menor do que ela deve. O valor restante virá com juros na próxima fatura, resultando em mais dinheiro para o banco.

Os juros são acima de 10%. E quando a fatura atrasa ou é extraviada, o problema não é deles, é nosso. Se nós não nos virarmos para pagar a fatura em dia, lá vêm os juros.

Como todo cartão de crédito, eles fazem o trabalho deles que é: dificultar o nosso trabalho.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 12 de maio de 2009

Relan piava









Achei muito bom!


É a piada mais idiota e engraçada (com a imagem, claro) que eu já vi.



Copiado do blog do Vesgo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cine Barretos


O Cine Barretos começou a ser construído em 1945, mas a inauguração só aconteceu no dia 17 de dezembro de 1946 com a exibição de um filme chamado “Amar foi minha ruína”.

Durante algumas décadas, inúmeros filmes foram exibidos. Acho que a maioria em preto e branco, hehe. No escurinho do cinema devem ter acontecido muitos beijos e pegadas na mão (e em outros lugares também!). Muita gente lembra com carinho dessa época!

O último filme que vi lá foi Aladdin, da Disney. Pelas minhas lembranças, o cinema já estava fechado, mas a promoção da Fanta o reabriu e permitiu que eu fosse ver Aladdin uma 5 ou 6 vezes de graça, além de me empanturrar de Fanta. Nunca tomei tanta Fanta de graça como naquela época. E o Cine Barretos recebeu uma pintura com a marca do refrigerante. Por isso, imagino que em 1993, o cinema já estava abandonado.

Depois disso, o Cine Barretos morreu para mim. Mas na minha adolescência, eu e um amigo falávamos que se fôssemos ricos quando adultos, iríamos reformá-lo. Mas isso era promessinha besta de adolescente. Nós não ficamos ricos... por enquanto!

A notícia de que o cinema seria reformado e restaurado veio em 2008. Fiquei feliz e empolgado. No projeto, os 1300 lugares antigos dariam lugar a 450 cadeiras mais confortáveis. Além da tela de projeção, haveria um palco para a apresentação de peças teatrais e camarins para os atores.

A obra seria entregue no dia do aniversário de Barretos daquele ano, ou seja, 25/08/2008. Porém, estamos em maio de 2009 e nada de cinema. Nem de novas previsões de entrega. As obras estão paradas e as luzes da obra estão acessas: desperdício. Há um recado escrito no muro com um giz: “Não entre sem ALTORISAÇÃO. Obrigado.” De nada!


Agora, o meu recado: “Eu quero um cinema e um teatro em Barretos. Obrigado!”

Querer é fácil, eu sei. Então, vamos para uma parte mais difícil. Será que o cinema vai ter público? Será que os barretenses irão ao cinema e ao teatro? Não sei. Mas sei que os lançamentos deveriam chegar aqui no dia correto e não 1 mês depois, como acontecia lá no shopping. Principalmente numa época onde 5 DVD´s piratas custam 10 reais e o download do filme está na internet antes mesmo do lançamento oficial nos cinemas.

Sei também que seria uma boa sair para assistir a um filme e depois passear pela praça. Comer pipoca ou um lanche, tomar refrigerante ou soverte, ou, simplesmente, ver o movimento, ver as pessoas passarem. Acho que isso daria vida ao calçadão durante a noite!

Talvez, o destino do Cine Barretos fosse passar por 15 anos de abandono para que a população começasse a dar a ele o seu devido valor.

Eduardo Franciskolwisk

- Em 1993, eu tinha 10 anos.

- Além de Aladdin, o outro filme que assisti no Cine Barretos foi Lua de Cristal.

- Na promoção da Fanta, a cada 5 tampinhas do refrigerante, você ganhava o ingresso para ver o filme da Disney e beber Fanta até ficar laranja, ou seja, à vontade.

- Fanta é o meu refrigerante favorito!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Mensagem jogada no rio



Inspirado pelo último post, escrevi uma mensagem, enrolei como se fosse um pergaminho e coloquei dentro de uma garrafa descartável de Sukita. Depois joguei no rio Pardo.



Leiam a mensagem na íntegra logo abaixo. Nesse momento ela está navegando por aí (Tirei meu nome de verdade e meu e-mail para evitar spam e trotes de engraçadinhos).






Barretos, 1º de Maio de 2009.

Olá, meu nome é Eduardo.

Joguei esta garrafa no Rio Pardo de uma ponte que liga Barretos/SP e Guaíra/SP.

Meu objetivo é saber a distância que uma garrafa pode percorrer através dos rios e mares e quanto tempo leva para alguém encontrá-la.

Que bom que você achou esta garrafa. Agora, preciso da sua ajuda!

Por favor, escreva para o e-mail abaixo dizendo o LOCAL e o DIA que a garrafa foi achada.

X+Y=Z@gmail.com

Se quiser falar um pouco sobre você, pode também!

Desejo que você seja feliz e que sua vida tenha inúmeras alegrias!

Abraços

Eduardo

Barretos – São Paulo
BRASIL
E-mail: X+Y=Z@gmail.com



Agora, é só esperar para ver se alguém acha a garrafa e me manda uma resposta no meu e-mail. E se isso acontecer, eu posto aqui para vocês.

Eduardo Franciskolwisk
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...