terça-feira, 28 de julho de 2009

Eu tinha certeza, mas não era bem isso...


Ditados populares, músicas infantis e até palavras isoladas podem fazer com que passemos um pouco de vergonha. Atire a primeira pedra aquele que nunca estava errado quando tinha a certeza de que estava certo.

Quem nunca foi uma Magda (aquela do “Sai de Baixo”) na vida? Quem nunca foi autor de uma “pérola”?

Acho que nos acostumamos tanto com uma informação que ela passa a ser verdadeira para nós. E o pior de tudo é que em algumas coisas, nós conseguimos criar um sentido para que a barbaridade intelectual não seja tão bárbara assim.

Desde criança eu sempre cantei a música “Atirei o pau no gato” assim:

“Atirei o pau no gato tô tô,
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu.
Dona Chica cá
Dimirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu.
Miau!!!”

Afinal, o que significa “dimirou-se”? Nada, essa palavra não existe. Depois que cresci, descobri a verdade, o correto era “admirou-se”.

“Atirei o pau no gato tô tô,
Mas o gato tô tô
Não morreu reu reu.
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro, do berro que o gato deu.
Miau!!!”

Também descobri já velho que a “Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão.” não era bem assim. O correto é “Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.”.

E essa: “Hoje é domingo, pé de cachimbo...”. Sempre imaginei uma árvore de onde nasciam cachimbos. Então, veio a vida adulta e a coisa começou a ter sentido: “Hoje é domingo, pede cachimbo...”. Sim, pede do verbo pedir! Domingo é dia de folga e pede um cachimbo para relaxar.

Tem também os ditados populares. Eu achava que era “Quem não tem cão, casa com gato.” e essa frase sempre me passou a mesma ideia da frase correta. Ou seja, se você é uma cadela e não tem nenhum cachorro com quem casar, arrume um gato, pois ele te amará da mesma forma. Ou até melhor, já que um gato é mais charmoso, bonito e seguro do que um cão. Simples assim.

Porém, um dia alguém riu de mim e me disse que o correto era “Quem não tem cão, caça com gato.”. E dessa frase eu entendo que se você não tem um cachorro, basta usar um gato durante a caça que terá o mesmo efeito. Ou até melhor, já que um gato é um caçador nato. Enfim, nas duas frases sempre entendi que tudo na vida tem mais de um modo de se realizar. Então, se não deu certo de um jeito, tente de outro que pode ser até melhor que o anterior.

E existe uma outra versão desta frase: “Quem não tem cão, caça como gato.”.

Já a frase “Isso não é da minha alçada.” é usada quando a pessoa quer dizer que não é responsável por alguma atribuição ou que algo não está ao seu alcance.

Eu sempre entendi e falei “Isso não é da minha ossada.”. Ok, pode parar de rir agora. Mas dá o mesmo sentido: considerando que a ossada é o nosso esqueleto, somos responsáveis somente pelo que nos foi atribuído, ou seja, atribuído a nosso corpo ou a nossa ossada. Então, se meus ossos não são os responsáveis por determinado assunto, a minha pessoa de modo geral também não é! Não está ao meu alcance. Por isso, procure a pessoa cuja ossada é a responsável.

Até o próprio Silvio Santos tinha certeza de que coxinha se escrevia com “ch”. Ele passou a vida inteira pensando isso. Mas ele estava errado! E não teve vergonha de dizer isso durante o “Roda a Roda” deste último domingo.

Sabe, às vezes penso que tenho certeza de alguma coisa e no final, descubro que estava completamente errado. E não podemos ter vergonha de assumir que estávamos errados. Não é feio voltar atrás depois de ter errado o caminho. É bem melhor do que continuar no caminho errado mesmo sabendo que não é o caminho certo (e muita gente faz isso!). Isso sim é burrice! Todos são suscetíveis a equívocos. Quando você assume o erro, você cresce. O que os outros pensam ou acham de você, não te faz crescer!

Por isso, temos que aprender a dizer com a cabeça erguida e sem medo do que os outros vão pensar: “Eu tinha certeza, mas não era bem isso...”.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Palavras-chave


Há alguns dias, fui analisar alguns dados do meu blog no Google Analytics. Fiquei surpreso com as “palavras-chave de entrada”. Essas palavras-chave nada mais são do que as palavras que as pessoas digitam no google, por exemplo, e caem no meu blog. Dá para rir e para chorar! Escolhi algumas, deem uma olhada:

- “franciskolwisk jornalismo”: Me surpreendeu porque a palavra franciskolwisk é difícil de ser escrita. Até eu me confundo (hehehe). Associada à palavra jornalismo eu achava que fosse quase impossível, já que eu não sou jornalista. Bem, obrigado para os que digitaram essas palavras para me encontrar. Fiquei lisonjeado!

- “cloxazolam morte”: Chamou minha atenção. Acho que o cloxazolam não mata facilmente.

- “barriga definida p/ homens”: Eu também gostaria de ter uma barriga bem definida, estilo tanquinho. Infelizmente, ela é bem saliente. Todavia, estou lutando para que isso vire passado!

- “cartas de amor falando minha parte eu fiz corri atrás”: É mole? Até carta de amor falando que fez a sua parte as pessoas querem pegar pronto da internet. Meninas e meninos, ao receberem uma carta de amor, confira na internet se ela não foi o “donwload nº 500.258”. Só depois disso é que você pode ficar feliz! Ou “pê” da vida, nunca se sabe!

- “concurso de bumda no rio de janeiro”: Sim, algum apaixonado por “bumdas” caiu no meu blog. Eu juro que eu me esforço para ser um blog legal, gostoso e excitante! Onde foi que eu errei?

- “desenhos levando pau na bunda”: Eu insisto! Onde foi que eu errei? Porém, eu tenho um desenho assim
. Olha aqui embaixo. E aí, foi bom para você?

- “eu comprei um tereno e quero desenhos de casas de graça”: Tomara que você tenha conseguido, cara! Se tiver na internet de graça, para que pagar por isso? Viva o mp3 de graça!

- “foto de bigato na cozinha”: Isso aqui não é revista para promover bigatos em suas casas. Um bigato mostrando sua fantástica cozinha numa foto seria o fim. Bastam as celebridades mostrando suas casas que nunca vamos ter.

- “francisco franciskolwisk”: Não, cacete! Eu não chamo Francisco. É Eduardo! Igualzinho àqueles do desenho “Du, Dudu e Edu”. Igualzinho aos reis da Inglaterra. Ok, ou vou ter de repetir?

- “frase de ano novo para prisioneros”: Tá bom, vou tentar algumas: “Feliz Ano Novo! Sim, esse ano o sol também vai nascer quadrado!”. “Que nesse novo ano, você consiga fugir daí, falar bastante no celular, virar o chefe dos detentos e que ninguém te confunda com uma mulher!”.

- “levando pau no rabo”: Onde foi que eu errei? – Parte 3

- “sou burro”: Não fica triste, não. Eu também sou.

- “gay eu sou pobre e ele rico”: Deixa eu ver se entendi. Além de ser pobre, você é gay e está gostando de um cara rico. Só falta você ser negro também! www.aífudeu.com

- “palavras que rimam com eduardo”: Essa é fácil. Leopardo e retardo, retardado acho que dá certo também.

- “10 reais falsa, como fazer?”: Não sei. Mas se for tentar, tenta com a de 50 reais que dá mais lucro!

- “amigo de verdade ninguem tem”: Concordo com você!

- “como e feito uma nota de 50 falça”: Desse jeito mesmo. Com bastante inteligência e “falçidade”.

- “como se expressar melhor para pessoas ignorante e nervosas”: Depois de várias tentativas amigáveis e frustradas, tente essa frase “Vai tomar no teu cu!”. Os ignorantes conseguem entender e os nervosos ficam mais calmos para que você continue sendo o errado na história. Experiência própria!

- “gorge cajuru”: Tradução: Jorge Kajuru.

- “sua irma faz tudo errado e vc é que toma no cu”: E para que você achava que as irmãs existiam?

- “tenho herança deixada pela minha mãe posso doar para alguem”: Pode, sim. Para mim, por exemplo.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Possíveis sonhos de uma noite de inverno



Houve uma época em que eu pegava meu discman e ficava a madrugada ouvindo músicas ao mesmo tempo em que sonhava.

Na escuridão total, deitado na cama ou no sofá da sala, eu passava horas pensando na vida e no que eu queria do futuro. Pensava em várias coisas boas, desde a garota por quem eu era apaixonado até o que eu queria ser quando crescesse. Imaginava diálogos que eu gostaria que acontecessem na vida real e, imaginava também, como a vida poderia ser boa. E eu me sentia feliz com isso! Aquele era um momento “meu comigo mesmo” que usava para conseguir coisas que talvez achasse que fossem inalcançáveis.

Eu sempre soube que se tratavam apenas de sonhos, embora soubesse também que eles poderiam se tornar realidade.

Ficava ouvindo músicas até que a insônia desse lugar ao sono. Muitas vezes, eu andava pela casa na escuridão em vez de ficar deitado. Sempre sonhando acordado. E eu me sentia feliz com isso!

Hoje, rolando na cama, percebi que já não sonho mais com a mesma frequência de antes. Talvez, porque eu tenha aprendido que a maioria dos sonhos não vira realidade e que as pessoas que poderiam nos ajudar a construir nossos castelos imaginários fazem exatamente o oposto.

Apesar disso, continuo sonhando. O porquê de insistir nisso é bem simples. Os sonhos são tudo o que tenho. E são só meus.

O conhecimento ninguém nos tira e o levamos junto conosco quando morremos, mas eles podem ser conseguidos por qualquer um disposto a isso. Também levamos os sonhos junto quando morremos, mas eles são únicos e exclusivamente nossos e infelizmente podem ser tirados de nós por pessoas azedas.

Hoje, uma década depois daquele tempo, peguei o MP3 player e voltei a ouvir música na escuridão do meu quarto. A insônia é a mesma.

Talvez, os sonhos voltem à minha imaginação. E eu me sinto feliz com essa possibilidade. Afinal de contas, meus sonhos são tudo o que sempre tive. E eles são, exclusivamente, meus. Só meus. E de mais ninguém.

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eu amo a Telefonica; e também amo ironia

Faça parte do movimento “Eu amo a Telefonica”. Sim, estou sendo irônico!

Hoje, a minha internet não queria pegar. O Speedy não conectava nem a porrete! Ficou praticamente o dia todo assim. Resolvi ligar na Telefonica para saber se isso acontecia com todo mundo ou só comigo.

Depois de uns 10 minutos esperando no telefone, uma moça atendeu. Falei: “O Speedy daqui de casa não está funcionando. Estou ligando para saber se é só aqui ou se é no Estado todo.”.

A moça foi muito educada, ao contrário de outros atendentes que desligam o telefone na nossa cara e fingem que a ligação caiu. Mas ela mentiu, disse que ia ver no sistema se estava acontecendo uma manutenção aqui na minha região. E respondeu que não estava acontecendo nenhuma manutenção e que o serviço estava estável.

Então, ela me pediu que fizesse várias coisas como, ligar e desligar o computador; conectar e desconectar os fios do modem. Só faltou ela me mandar tirar a roupa e fazer macumba para o negócio dar certo. Ela até pediu para inverter o fio azul que liga o computador no modem: “Coloque a ponta que está conectada no computador, no modem; e a que está no modem, conecte no computador.”. Nessa hora eu me segurei para não rir! E falei: “Acho que não é esse o problema, ontem estava funcionando direitinho.”. Ela respondeu: “Senhor, faça isso que estou pedindo.”. Fingi que fiz o que pediu, mas não fiz.

Percebi que ela não ia resolver meu problema. E continuava desconfiando que a internet tivesse caído geral. Lá pelas 18 horas, tentei conectar e deu certo. Entrei na Folha Online e BINGO! Lá estava a notícia que eu já conhecia...

O duro é ser enganado por uma empresa que nega até a morte que falhou em seus serviços. Não custava nada eles avisarem que tiveram outra pane no sistema. Afinal de contas, nós já estamos nos acostumando com essa instabilidade do Speedy!

Eduardo Franciskolwisk

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