sábado, 5 de setembro de 2009

Amuleto da sorte


Ele nunca fora uma pessoa sortuda. Era azarado, isso sim. Parecia que o mundo conspirava contra ele, mas pensava que algum dia isso tudo pudesse mudar.

Não acreditava em amuletos da sorte. Nada de trevo-de-quatro-folhas, de figa, de ferradura atrás da porta e, muito menos, de pata de coelho, afinal, ela não dera sorte nem para o coelho. Os amuletos que já tinha tido não trouxeram nenhuma boa vibração.

O trabalho era desanimador e sua casa era um inferno. As coisas andavam mal. Por pior que fosse, sabia que era possível piorar.

Andando pela rua, avistou um gato preto ainda filhote. Após ouvir um grande estalo em sua mente, abaixou-se para pegá-lo.

Mal sabia ele que sua sorte havia mudado. Ao abaixar-se, escapou de uma das várias balas perdidas que existem no Rio de Janeiro.

Eduardo Franciskolwisk

2 comentários:

  1. às vezes a gente pensa que uma coisa pode piorar a situação, e na realidade essa coisa acaba ajudando.

    =)

    volteiiiii

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  2. a vida é assim além de sorte temos que coragem e talento


    http://varadudefome.blogspot.com/

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