sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

bem e mal

Que 2011 seja um ano melhor…

…porque eu, como pessoa, serei pior.

 

Desejo a todos, da boca pra fora, um Feliz Ano Novo. E sei que todos desejam o mesmo para mim. Bando de hipócritas!

 

Temos um ano pela frente cheio de: maldade, ignorância, falsidade, brigas, trapaças, grosseria, impaciência, gritos, arrogância, etc.

 

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 26 de dezembro de 2010

Elis, o mito

 

Nunca tinha visto Elis Regina cantando. Esses dias, ganhei um DVD dela com um especial que a Rede Globo fez em 1980 chamado “Elis Regina Carvalho Costa – Grandes Nomes”. Sinceramente, não animei muito, não. Embora tenha me interessado por Elis desde que ouvi “Águas de Março” aos 14 anos e goste bastante dela, me pareceu que seria chato assistir ao DVD (Diga-se se passagem que comprei um DVD da Ivete Sangalo e nunca o vi inteiro porque não consegui).

Mas como sempre só a ouvi e nunca a vi, coloquei o DVD para ver como era a cara dela em um vídeo. Talvez para me acostumar. A cada vez que vejo uma foto dela, ela está diferente. Nunca consegui memorizar seu rosto, mas penso que sua voz é inconfundível.

Depois de assistir, entrou na minha cabeça que Elis Regina era uma malucona, doida de tudo, que não tinha medo do ridículo, tanto que chega a ser engraçada. Ela canta e zomba dos outros ao mesmo tempo e é evidente que se diverte muito ao fazer isso. Ela canta para ela mesma, brinca e faz o que quer com a música. Elis Regina não é nada certinha.

Os dois vídeos acima são das músicas “Alô, Alô, Marciano” e “Agora tá”. Eu os acho muito engraçados.

No primeiro vídeo com “Alô, Alô, Marciano”, ela zoa muito, tira sarro enquanto interpreta a música. E fala frases do tipo “Gente fina é outra coisa, entende?” ou “Ai, que transcendental que é o jazz, não?” o que eu acho muito legal. Mas o melhor deste vídeo e mais irônico (ironias do destino) é que em 2:44 minutos ela dá uma cheirada bem profunda como se estivesse cheirando cocaína. Prestem atenção, é bem depois de ela cantar “O ser humano tá na maior fissura porque...” . A ironia é ela morreria de overdose de cocaína e álcool. Mas ela não cheirou cocaína, ela tomou misturada com a bebida. E eu nem sabia que cocaína fazia efeito por via oral.

Já no outro vídeo com a música “Agora tá”, a dancinha dela é muito engraçada e os braços não param de se mexer, isto fez com que Rita Lee desse a ela o apelido de Elis-cóptero. Tem uma hora que parece que baixou um santo nela, hehe. E eu gosto muito das brincadeiras que ela faz com a voz.

Enfim, assistir ao DVD me fez lembrar de algo que eu já tinha pensado antes: eu nunca vou ter a oportunidade de vê-la cantar em um show, ao vivo e em cores. Mas vê-la cantando no vídeo me fez acreditar ainda mais no nome do CD onde a conheci e passei a admirá-la: “Elis, o mito”.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Ela morreu em 1982 e eu nasci em 1983. Então, gosto de pensar que quando eu estava a caminho da Terra, ela fazia o caminho inverso e nos cruzamos num certo ponto do espaço sideral. Surreal, não?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Monte de galhos ou monte de problemas?

monte de galhos

Ontem à tarde, descobri que colocaram na frente da minha casa um monte de galhos (foto). Um vizinho pagou alguém para podar a árvore e o espertinho em vez de levar os galhos para o lugar correto, virou a esquina e “estacionou” o entulho aqui. Legal!

Como eu não estava com vontade de brigar, mas fiquei com medo de levar alguma multa da prefeitura, liguei na polícia e pedi informações. Eles disseram que a prefeitura faria o serviço de remoção do entulho.

Até aí, beleza! Liguei na prefeitura de Barretos, mas ninguém atendia. Lógico, já era depois da 18 horas e o retardado aqui achando que era umas 16. Então, liguei no dia seguinte.

Expliquei a situação e a prefeitura disse que eles não removeriam o entulho porque foi um serviço particular. E disse que se eu quisesse poderia ligar na Ouvidoria para denunciar o vizinho e ele pagaria uma multa.

Ou seja, o vizinho paga alguém para fazer um serviço pensando que a pessoa é idônea, mas ela não é. Então, é o vizinho que vai pagar a multa? E a pessoa safadinha, que fez o que era errado não paga nada. Ela é a correta! É o Brasil! No Brasil, gente honesta não vai para a frente, só os pilantras se dão bem. Aprendam isso!

Não vou ligar na Ouvidoria, não. Não vou denunciar ninguém, não quero que ninguém seja multado por minha causa. Principalmente, na época do Natal, mesmo que eu não esteja em clima natalino.

Então, pelo que entendi, os galhos ficarão entulhados onde estão porque a prefeitura não virá retirá-los. Se não é problema deles, também não é problema meu.

Penso que fiz a minha parte. Penso também que a prefeitura não fez a dela. No mínimo deveriam vir buscar o entulho para evitar futuros problemas. Não liguei lá porque o entulho está me incomodando, liguei porque está na frente da minha casa e vão achar que eu sou o responsável por aquilo.

Estamos em época de chuvas. Na frente de casa, quando chove a enxurrada não é pouca coisa. E o córrego fica logo ali. Se a prefeitura acha que não é problema deles, deveriam começar a achar que é, pois os galhos poderão entupir os bueiros e causar alagamento ou enchente caso entre na tubulação de escoamento.

Pessoalmente, acho mais fácil retirar o entulho que um cidadão avisou que existia do que correr o risco de um possível alagamento em alguma região da cidade. Mas isso é devido o meu péssimo hábito de tentar prever o que poderá acontecer. A maioria das pessoas acha que é melhor remediar do que prevenir.

Não vou deixar que um monte de galhos vire um monte de problemas. Minha parte eu fiz y tengo pruebas de que não sou o culpado.

Agora, estou imaginando por quanto tempo este monte de galhos ficará zelando por mim. Postarei foto dos aniversários se não chover e o entulho não for levado rua abaixo ficando espalhado por toda a via!

Eduardo Franciskolwisk

P.S.1: Enquanto escrevia este texto, ligaram aqui oferecendo o serviço de remoção do entulho. Eu não disse que achariam ser minha responsabilidade? Mas não é!

P.S.2: Ninguém pode me responsabilizar por algo que está na rua da frente de minha casa. Não é porque está lá que sou o dono ou responsável. Se for assim, todos os carros que estacionarem aqui em frente serão meus e aconselharei a assassinos que depositem os corpos de sua vítimas na frente de alguma casa, pois desta forma eles não teriam culpa nenhuma.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lendo “O Código Da Vinci”

o codigo da vinci

Atualmente, estou lendo o livro “O Código Da Vinci” de Dan Brown. Você ficaria boquiaberto se soubesse que estou lendo este livro já faz 4 anos. Mas não vai saber porque não vou te contar isso.

Na realidade, eu comecei a ler em 2006, mas parei bem no começo do livro. Depois, em 2010 comecei a lê-lo com a intenção real de terminar. Porém, sou lerdo para ler. Não porque sou retardado, mas porque gosto de ler devagar para “saborear” a história.

Poucas pessoas sabem que quando lemos, qualquer coisa que seja, estamos estudando e sempre aprendendo. Com o Código da Vinci não é diferente. E estou aprendendo coisas que nunca imaginei que existissem um porquê. Como sou gente boa, vou compartilhar com vocês.

O termo “pagão” vem do latim “paganus”, que significa “habitantes do campo”. Portanto, os “pagãos” eram pessoas do meio rural que não tinham recebido os ensinamentos cristãos e que se apegavam às velhas religiões da natureza. Um exemplo: cultuar o Sol ou a Lua.

O termo “vilão”, que hoje significa “malfeitor”, era usado para se referir aos “moradores das vilas” rurais. Os cristãos tinham tanto medo destas pessoas que fez com que a palavra ganhasse o sentido atual.

“Gárgulas” são estátuas muito presentes na arquitetura gótica. Elas servem como desaguadouros das calhas, ou seja, é por onde a água da calha sai. Além disso, faz com que a água escoe a uma certa distância da parede do prédio. Enquanto a água da calha sai através da boca da gárgula, um som esquisito vem das gargantas delas parecendo alguém fazendo gargarejo. Por isso, essas estátuas feias e amedrontadoras são chamadas de gárgulas.

Domingo em inglês é “Sunday”. Traduzindo fica “Dia do Sol”. Antigamente, o dia de rezar dos cristãos era no sábado. Mas mudaram este dia para Domingo porque a maioria dos pagãos louvava o deus-sol no “dia do sol”, ou seja, Sunday ou domingo. É que assim, ficava mais fácil deles se converterem ao cristianismo. E foi o que aconteceu.

A palavra “herege” significa “alguém que nega ou põe em dúvida a fé da Igreja Católica”. A palavra em latim “hereticus” significa “escolha”. Como sabemos há inúmeros evangelhos que não são reconhecidos pela Igreja, são os evangelhos proibidos. Quem escolheu seguir ou ler estes evangelhos, fizeram sua “escolha” e foram considerados “hereges”. Moral da história: eu sou um herege.

Bom, foi isso que achei curioso enquanto lia este livro. Ainda não o terminei. Qualquer coisa eu volto aqui e conto para vocês.

Eduardo Franciskolwisk, o Herege

Erro bobo

caixa de medicamento escrito errado blog

É um erro bobo, mas este tipo de erro me faz pensar:

1 – Que o medicamento é falso.

2 – Que se a embalagem foi feita errada, medicamento também foi.

3 – Que medicamentos similares não têm qualidade, mas são mais baratos e as pessoas os compram mesmo assim.

4 – Que herrar é umano.

5 – Que eu sou perfeccionista demais para o meu gosto e para o gosto dos outros. (Mesmo assim eu erro bastante!)

6 – Que eu sou pobre e não posso comprar o remédio mais caro.

7 – Que eu não tenho nada com isso.

8 – Que eu tenho tudo com isso, porque o assunto é saúde. A minha saúde.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Agora vai

Guerra no Rio de Janeito - Evandro Teixeira

Nos últimos dias, temos visto em todos os canais de TV a reação da polícia carioca como resposta aos atentados que aconteceram na cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Ao todo foram 106 veículos queimados desde o dia 21 de novembro até hoje.

Se arrependimento matasse, provavelmente os “queimadores de carros” já teriam caído durinhos no chão, sem ao menos levar uma bala da polícia. Afinal, os autores destes atentados nunca imaginariam que isso seria o começo do próprio fim. Se além de toneladas de drogas e de armamento pesado, os traficantes tivessem uma máquina do tempo, tenho certeza que eles a usariam para voltar no tempo e nunca, nunquinha, tomariam a decisão de colocar fogo em automóveis.

A resposta da polícia fez com que traficantes machões, assassinos frios, literalmente, “mijassem nas calças”. Isso só aconteceu porque houve um trabalho conjunto das polícias Militar, Civil e Federal e das Forças Armadas brasileira. Em outras palavras, é uma guerra entre o Brasil e os traficantes do Rio de Janeiro. Sempre foi. O diferencial desta vez é que o Brasil resolveu levar a coisa a sério, cansou de brincar. Graças à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, o Brasil fez o deveria ter feito há muito tempo.

Conversando com algumas pessoas, pude notar que alguns não acreditam que a reação da polícia vá mudar a situação do Rio de Janeiro. Eu penso o contrário. Penso que agora vai. Vai mudar. E para melhor. Outras pessoas pensam como eu.

Enfim, o Rio de Janeiro entendeu a forma como os traficantes têm de ser tratados: com muita bala e violência. Ou seja, da mesma forma que eles sempre trataram a população carioca.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: A foto acima é de Evandro Teixeira.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Prego e Massa de Pão

Outro dia, não lembro onde, li ou assisti uma reportagem sobre 2 tipos de funcionários (ou colaborador, como atualmente é chamado). Existe o “funcionário prego” e o “funcionário massa de pão”.

O “funcionário massa de pão” é aquele que quanto mais bate, mais cresce.

Já o “funcionário prego” é aquele que quanto mais bate, mais afunda.

As pessoas são únicas e, por isso, devem receber tratamentos diferentes em seu trabalho. Talvez assim, elas produzam de forma igual e mantenham a felicidade de trabalharem naquele local. Caso contrário, o prazer acaba. E se o prazer acabar, esquece, pois, todo o resto acabou junto com ele.

E você, que tipo de funcionário é? Prego ou massa de pão?

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bula: de onde veio este termo?

bula selo carta antiga

Sempre que falamos em “bula” pensamos naquele papel com informações impressas quem vem junto dos medicamentos.

Mas, enfim, por que a bula tem este nome?

A palavra bula (do latim “bulla”) significa bolha, bola ou círculo.

Antigamente, bula era o selo de forma redonda que dava autenticidade a um documento. Este selo poderia vir no próprio documento ou lacrando-o e era de cera ou metal. Geralmente, o metal utilizado era o chumbo, mas em ocasiões especiais usava-se ouro ou prata.

Lembra, em filmes antigos, quando uma carta era lacrada com cera e um sinete (um tipo de carimbo)? Então, aquele selo que lacrava a carta recebia o nome de bula (foto). Ou ainda recebe, sei lá!

Com o passar do tempo, a bula passou a ser o próprio documento que tinha tal selo redondo. E aí, nós temos as famosas bulas papais que poderiam conter canonizações, excomunhões, nomeações de bispos e outros assuntos da igreja que deveriam vir a público. Então, as bulas eram documentos que informavam as pessoas sobre a posição do papa em relação aos assuntos da Igreja.

A bula do remédio na forma como conhecemos hoje, tem a função de nos informar sobre tudo de um determinado medicamento. Provavelmente, como o “manual de instruções” dos medicamentos tem a mesma função daqueles documentos da Igreja, o de informar, deu-se o mesmo nome: bula.

Sendo assim, o caso está solucionado!

Bula em outras línguas: em inglês, package insert; e em espanhol, prospecto.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O padeiro e a mulher pobre

criança comendo pao

Era uma vez uma mulher muito pobre que vivia em uma casa velha e feia com seus três filhos. A casa pertencia a eles, mas isso não adiantava muita coisa porque quase não tinham nada para comer. E ninguém pode comer uma casa para ficar forte e crescer saudável. Todos os dias eram só tristeza para aquela família.

Certo dia, a dois quarteirões dali, inauguraram uma padaria. As crianças logo ficaram com água na boca de tanta vontade de comer pão.

— Mamãe, quando é que a gente vai poder comprar um pãozinho delicioso?

A mulher, ouvindo aquela pergunta, entendeu-a como um pedido. Quis atender ao pedido dos filhos, então, fez um pouquinho daqui e um outro pouquinho dali e arrumou umas moedinhas. Não era muito, mas daria para comprar pelo menos dois pãezinhos.

Como as crianças ainda eram pequenas e não podiam ficar sozinhas em casa, levou os três até a padaria.

— Em que posso ajudá-los? – perguntou o padeiro.

— Por favor, vou querer dois pães. – disse a mulher.

O padeiro colocou os pães no saquinho e os entregou para a mulher. Ela pagou e foi para casa com os filhos.

Ao abrir o saco de papel, estranhou:

— Nossa, o moço da padaria errou. Eu pedi dois pães e ele colocou cinco.

As crianças comeram até ficarem satisfeitas, a fome da mulher também foi saciada naquele dia. E o pão era muito gostoso.

No outro dia, as crianças pediram pão novamente. A mulher se esforçou de novo e conseguiu mais alguns trocados. Mas era pouco e, novamente, só dava para comprar dois pães. Foi até a padaria e pediu:

— Quero dois pães, por favor.

Chegando em casa, percebeu que no saco tinha cinco pães.

Todas as vezes que a mulher comprava pão naquela padaria, a quantidade era superior à que ela pedia e pagava.

No primeiro dia, a mulher imaginou que o padeiro tivesse se enganado. No segundo, pensou que fosse coincidência: “Ele se enganou novamente.”. No terceiro, passou a considerar a ideia de um milagre. No quarto dia, também: milagre da multiplicação de pães. Porém, no quinto dia, ela teve a certeza de que não era engano, coincidência, nem milagre. Era intenção. O padeiro tinha a intenção de ajudá-la e assim o fez.

A mulher aceitou a ajuda que continuou por um bom tempo e ela ficou eternamente grata ao padeiro. Seus filhos também.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Atraso mental

Nesta semana, chegaram 2 cartas para mim. Fiquei tão feliz! Geralmente, só os cobradores me mandam correspondência. Ao abri-las fiquei surpreso. Muito surpreso. Ambas eram de candidatos a deputados, um federal e outro estadual.

O federal é o Ivan Valente, que eu já conhecia, votei e que foi reeleito. Até postei sobre ele, semanas atrás. Aliás, no panfleto tinha coisas que eu nem imaginava, não sabia que ele tinha feito tanto por nós. Eu ia até escrever aqui o que ele fez, mas não é minha obrigação. Minha decepção com a farmácia é muito evidente, então, deixa pra lá.

O estadual é um farmacêutico chamado Romualdo. Segundo a minha investigação, ele não se elegeu. Infelizmente, seria bom ter alguém brigando pela profissão lá na linha de frente. Não votei nele. Eu nem sabia que ele existia!

A minha surpresa ao abrir estas cartas foi que na semana em que elas chegaram, a eleição já era passado. Foi-se, “já Elvis”, não dá mais...

E nestas horas eu me pego a pensar: é coincidência duas cartas relacionadas ao farmacêutico chegarem atrasadas ou é lerdeza mental da classe profissional?

A resposta você já sabe. Agora é só festa, vamos celebrar nossa desunião! Somos idiotas e desvalorizados, eba!

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 26 de setembro de 2010

Me engana que eu gosto!

golpe pelo celular

No dia 02 de setembro de 2010, recebi uma mensagem no celular. Supostamente, o remetente seria (ninguém menos que) a Rede Globo de Televisão. E o melhor de tudo é que eu teria ganhado (ou ganho) 60 mil reais. Que felicidade!

Não é mesmo muita sorte ganhar um prêmio sem ter feito absolutamente nada? É a mesma coisa que eu ganhar na Mega Sena sem ter feito uma aposta sequer. Como eu sou sortudo!

Claro que a mensagem era falsa. Eu não a apaguei do meu celular. Deixei lá para depois transformá-la em um post aqui no blog.

Com este post eu espero que as pessoas entendam que nada cai do céu. Quero alertá-las de que tem muito malandro querendo achar um otário para passar a perna. Não seja idiota, não caia em golpes pelo celular! Pense um pouco antes de ficar rico...

Vou transcrever a mensagem do jeito que recebi, inclusive com erros: REDE´GLOBO “TORPEDAO CAMPEAO D,FAUSTAO”Sua linha movel foi GANHADORA de R$60.MIL,P/+INF-LIGUE GRATíS DE 1TEL,FIXO P (0158)596-275-587,Senha(3599)

Tradução: Rede Globo “Torpedão Campeão do Faustão” Sua linha móvel foi GANHADORA de R$ 60 mil. Para mais informações, ligue grátis de um telefone FIXO para 015 (85) 9627 5587. Senha (3599).

Você acha que a Rede Globo mandaria uma mensagem com tantos erros assim? Claro que não!

Você acha que a Rede Globo daria um telefone celular e diria que a ligação é gratuita? Claro que não!

Você acha que a Rede Globo exigiria que a ligação fosse feita de um telefone fixo? Claro que não! Isso é para eles descobrirem o seu telefone fixo e te ameaçarem, simulando um seqüestro com seu filho ou com sua esposa.

O SMS que recebi é coisa de bandido que não tem o que fazer dentro da cadeia! Aí, eles ficam mandando estas mensagens para tentar tirar dinheiro de quem sonha em ganhar dinheiro fácil.

Fiquem espertos! Se receberem alguma mensagem igual a esta (foto acima), ignore-a.

Se a polícia quiser fazer alguma coisa, verificar se este número é mesmo de um celular que está dentro do presídio, fique à vontade. O telefone é (85) 9627-5587. O DDD 85 pertence ao estado do Ceará.

Tentaram me enganar! Não conseguiram... Mas continuem tentando que eu gosto!

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Tentei ligar neste telefone, mas cai em uma mensagem que diz “O número que você chamou está programado para não receber chamadas. Obrigada!”. Quem compra um celular e o programa para não receber chamadas? Um presidiário! Assim, o telefone não toca em horas inapropriadas...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Em quem farmacêutico deve votar?

ivan valente farmaceuticos

Na “Revista do Farmacêutico” de julho/agosto de 2010, o deputado federal Ivan Valente escreveu um artigo que fala sobre o substitutivo ao Projeto de Lei 4385/94. Se for aprovado, será obrigado ter farmacêuticos dando assistência em tempo integral no SUS (já devia ser há muito tempo...), além de outras mudanças.

Através do CRF/SP pude perceber que o deputado Ivan Valente se dispõe a lutar pela classe farmacêutica. E não é só porque é época de eleição, não.

Alguns dias atrás, eu ainda não sabia em quem votaria para deputado federal. Então, adicionei alguns no twitter e comecei a fazer perguntas. “O que você vai fazer pelos farmacêuticos?”. Alguns não me responderam. Então, pensei “Se o cara já me ignora enquanto ainda é candidato, imagina como vai me tratar quando estiver eleito.”.

Outros responderam só para tentar ganhar voto. “O que os farmacêuticos precisarem, podem contar comigo!”. Deu para perceber que não têm nenhum projeto pensando no farmacêutico como forma de melhorar a saúde pública.

Como disse antes, eu já sabia que o deputado Ivan Valente luta pela classe farmacêutica. E mesmo com o artigo dele na revista, eu precisava saber, com uma resposta simples, se ele pretendia continuar a brigar conosco. Eu precisava ouvir da boca (ou do twitter) dele com todas as letras. E ele me garantiu que vai continuar, vejam a foto acima ou a transcrição abaixo:

Dep_IvanValente “@franciskolwisk Nossa luta pela assistência farmacêutica integral não é recente, e certamente continuará, no Parlamento e fora dele.”

Em quem farmacêutico deve votar? Em quem quiser! Não estou obrigando ninguém a votar nele, nem estou fazendo campanha política para ele (Estou sim, mais ou menos, né?), mas se você é farmacêutico deveria votar em alguém que já defende nossos interesses.

Eu vou votar nele. Quem quiser votar também, o número é 5050 – Ivan Valente. Ele é candidato pelo estado de São Paulo.

Se alguém aí conhecer outros candidatos que lutem pelas nossas causas, deixe um comentário dizendo quem é e o que ele já fez pelos farmacêuticos. Vamos discutir!

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 5 de setembro de 2010

Cola para votar em 2010

Cola para votar em 2010

Fiz uma cola para as pessoas levarem no dia da votação.

Quem quiser, é só imprimir, colocar os números dos seus candidatos e levar a cola no dia da eleição.

Eduardo Franciskolwisk

sábado, 4 de setembro de 2010

Que saudade do mIRC!

mirc-logo

Na década passada, eu usava um programa chamado mIRC para bater papo. Era o melhor programa de bate-papo. Este programa ainda existe e só não continua sendo a melhor forma de conhecer pessoas e de fazer amigos pela internet porque as pessoas não querem. Elas se esqueceram dele depois que chegou orkut, MSN, etc.

O MSN é um ótimo programa de mensagens instantâneas, mas por ele não é possível conhecer gente nova. Você fica limitado aos seus amigos de sempre. Já o orkut é possível conhecer gente nova, porém, se a pessoa não gostar da sua foto, você será ignorado. Não tem aquela magia do anonimato.

No mIRC era possível conversar com pessoas que você nunca tinha visto antes, conhecer suas ideias e passar a gostar delas pelo que eram e não pela aparência física. Lá era possível fazer amigos e conhecer gente ao acaso, sem compromisso nenhum, só para jogar papo fora. Era divertido. Conheci vários amigos virtuais pessoalmente.

Neste bate-papo era possível conversar com o mundo todo. Todas as línguas estavam ali. Eu treinava espanhol lá. Posso dizer que o meu interesse em idiomas veio do mIRC porque ali descobri uma utilidade para a matéria “língua estrangeira”: conhecer pessoas de outros países.

Este programa de chat foi deixado de lado pelas pessoas porque para utilizá-lo é necessário um mínimo de inteligência (e muita gente não tem esta bendita coisa). Ele é meio complicado. Pouca coisa é no clique. Muita coisa é no comando, no estilo MS-DOS (/join, /list, etc).

A sala de “bate-papo” era chamada de canal e seu nome era sempre precedido do sinal # (Exemplos: #brasil, #barretos, #cinema). Neste canal, tinha o nick de todo mundo e aí era só escolher alguém, abrir uma janelinha e conversar em modo privado. Era possível também conversar com todos pelo próprio canal.

Uma semana atrás, resolvi baixar o mIRC e tentar conversar com alguém para ver no que dava. Pois saibam que não deu em nada. Ninguém mais entra lá. Tinha gente, mas ninguém a fim de conversar.

O mIRC não é mais o mesmo.

Seria fantástico se as pessoas que usavam o mIRC (e não são poucas) tivessem saudade dele e voltassem a utilizá-lo. Não só para relembrar dos velhos tempos, mas também para criar “novos” velhos tempos. Mas isso não vai acontecer. O mIRC morreu, acabou. Para sempre. Nunca mais voltará a ser o que era.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bulário Eletrônico da ANVISA

bulario eletronico anvisa

Para ter acesso a praticamente todas as bulas de medicamentos brasileiros, basta acessar o site Bulário Eletrônico da Anvisa (clique aqui).

Digite o “Nome do Princípio Ativo”, o “Nome do Medicamento”, o “Nome da Empresa Farmacêutica” ou a “Categoria Regulatória do Medicamento” em seu respectivo campo e clique em “buscar”.

Vem na tela uma lista com todas as formas farmacêuticas e concentrações disponíveis. Clique no desenho de um disquete com uma seta apontando para baixo para ler a bula em arquivo pdf.

Também é possível fazer o download de várias bulas ao mesmo tempo. Para isto, basta selecionar as bulas de seu interesse e no final da página clicar em “baixar selecionados”.

Futuramente será possível ter acesso a 2 bulas. Uma será de mais fácil entendimento, voltada para os pacientes e virá na caixa junto com o medicamento. A outra terá mais termos técnicos, será voltada para profissionais de saúde (farmacêuticos, médicos, dentistas, etc.) e só poderá ser acessada pela internet.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 22 de agosto de 2010

As queimadas de Barretos

queimadas barretos1

queimadas barretos2

Enquanto no sul do Brasil há neve, aqui em Barretos tem queimadas. Assim como a neve, as queimadas também caem do céu e se acumulam por toda a cidade. Hoje, por exemplo, Barretos amanheceu com montinhos de queimadas que tinham 5 cm de altura (foto).

Na vizinhança só se via pessoas limpando seus quintais com a mangueira. Desperdício de água? Não, é apenas cuidado com a saúde.

Em épocas em quem a bomba está quebrada ou em manutenção, há a possibilidade de multa para residências que desperdicem água lavando seus quintas, aguando plantas ou lavando o carro.

Mas por que não proíbem as queimadas? Aliás, eu nem sei se estão proibidas ou não, porém, isto não importa. Se não estiverem proibidas, deveriam ser; e se já são, porque elas ainda acontecem?

Na minha opinião, os responsáveis pelas queimadas deveriam ser penalizados. Afinal de contas, ganham dinheiro prejudicando a saúde da população.

O que você acha que deveria acontecer com os homens que queimam cana-de-açúcar? Deveriam ser:

a) multados;

b) condenados à morte;

c) obrigados a cheirar uma “carreirinha” inteira do pó preto que lançam no ar;

d) obrigados a queimar a “ruela” ou a “rosca”, já que gostam tanto de queimar.

Participe e deixe a sua resposta nos comentários. Outras alternativas para a questão acima também serão bem-vindas.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 15 de agosto de 2010

Atendimento da Saraiva é péssimo

saraiva1

Antes, eu pensava que a Livraria Saraiva era um ótimo lugar para se fazer compras pela internet. Pensava também que eles eram responsáveis e que se importavam com seus clientes. Mas me enganei.

A Saraiva é mais uma daquelas lojas virtuais que só querem dinheiro. Ela não leva em consideração o nosso bem-estar.

Comprei um livro de lá e eles tiveram a capacidade de me mandar um livro que tinha páginas coladas. Além disso, o corte das folhas pegava no local escrito, impossibilitando a leitura de boa parte das informações.

Devolvi o livro para a Saraiva pelo correio para que eles vissem o defeito. Esta “fantástica” empresa demorou mais de 20 dias pra ver o defeito que eu vi em 5 segundos, no momento em que abri o pacote.

Nestes 20 dias, eu tentava obter alguma informação, mas nenhum ser vivo de lá sabia de alguma coisa. Ninguém sabia de nada. O meu sonho é trabalhar em uma empresa assim, na qual ninguém sabe de nada, ninguém tem responsabilidade nenhuma e o cliente que se foda exploda (O meu sonho é ser funcionário público, hehe).

O atendimento da Saraiva é bom em “enrrolation”. O discurso deles é igual ao de políticos. Eles falam, falam e conseguem não dizer nada.

E tem também o prazo de 5 dias para eles darem uma resposta, ou seja, uma satisfação para o cliente (cliente idiota, como eu). Aí, eles esquecem de dar a resposta no prazo estimado e você entra em contato novamente com eles. Então, eles dão um prazo para saber o que aconteceu com o prazo anterior, mudando totalmente o rumo do assunto. E, claro, não chegando a lugar algum.

No meu dicionário, Saraiva virou sinônimo de decepção. É bem provável que eu nunca compre mais lá.

Eduardo Franciskolwisk

Investimentos

livro ganhado no twitter

Há algumas semanas, chegou o livro que eu ganhei no twitter (foto).

A Livraria da Folha fez um concurso e os 5 selecionados ganharam o livro “Investimentos” do autor Mauro Halfeld.

Dei uma lida por cima em algumas partes do livro e ele tem uma linguagem simples para nós leigos. O difícil é colocar em prática o que é sugerido.

E o dificílimo é ter dinheiro sobrando para investir...

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Desânimo

Nestes últimos dias, tenho estado bastante desanimado em escrever e postar aqui no blog.

Tenho ideias e assuntos sobre o que escrever, mas vontade de fazer não. Sei lá, acho que está ficando chato, monótono e monólogo. Tenho a impressão de que ninguém me lê. Tenho trabalho à toa. Sei que esta sensação é temporária. Daqui um tempo, tudo voltará ao normal.

O meu desânimo é também com o MSN. Não vejo mais sentido ficar online, se ninguém que eu conheço fica (ou, então, eu tomei um “bloquear” de bastante gente, há sempre a hipótese pessimista...). Então, eu apaguei todo mundo da minha lista de contatos e depois, parei de entrar lá. Não sinto muita falta, não. Isto é muito estranho.

O mais estranho é que, por incrível que pareça, não estou desanimado da vida. Acho que daqui um tempo, tudo voltará ao normal.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 27 de julho de 2010

Campanha: Dono de farmácia: só o farmacêutico

Proprietário Farmacêutico3

O blog Saúde da Vítima lançou uma campanha: “Propriedade de farmácia para os farmacêuticos”. Reproduzi um dos selos da campanha aqui no blog (desenho acima) e mais, assinei embaixo.

As farmácias e drogarias só vão pensar na saúde do cliente/paciente quando seus donos forem farmacêuticos.

Atualmente, qualquer “Zé”, analfabeto e sedento por dinheiro pode abri uma farmácia. E ele consegue ganhar dinheiro, muito dinheiro, porque este é o objetivo principal dele. Então, temos farmácias que vendem medicamentos controlados sem receita (e só quem não sabe disso é a fiscalização, a polícia federal...) e também as que praticam a “empurroterapia”, diagnosticando, medicando e vendendo remédios à vontade.

Precisamos mudar isto. O profissional farmacêutico tem que levantar a bunda da cadeira. Tem que se unir. Nada cai do céu, tem que correr atrás. E tentar passar essa campanha adiante para colocar esta sementinha na cabeça dos farmacêuticos já é um começo.

Vamos conversar, nos conhecer, nos organizar, pois sozinhos vamos continuar sendo desvalorizados.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Depois eu crio um selo próprio para ajudar a divulgação da campanha.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Terminal

rodoviaria barretos

Todas as vezes em que eu ia para a cidade de Guaíra-SP de ônibus, percebia que uma mesma senhora ia também. E no mesmo dia, quando eu retornava para Barretos, ela também voltava.

Ela é uma senhora negra, já idosa, aparentemente, pobre e um pouco doente.

No último sábado em que fui para Guaíra de ônibus, tive a oportunidade de conversar um pouco com ela. Foi ela quem puxou assunto. Aliás, é quase sempre assim, são os outros que vêm conversar comigo. E eu retribuo a conversa numa boa.

Era um pouco difícil de entender o que ela dizia, mas vou contar aqui um pouquinho da conversa que tive com esta mulher. Não é a história de vida completa dela, mas é uma parte. É a situação em que ela vive atualmente.

Para matar a minha curiosidade perguntei por que ela ia todos os sábados para Guaíra ao meio-dia e sempre voltava no ônibus das 6 horas. Ela respondeu: “Porque algumas pessoas não me deixam ficar o tempo todo aqui na rodoviária de Barretos.”. Desconfiei que ela dormisse ali no terminal rodoviário, mas quis que ela mesma confirmasse e ela disse “Durmo, sim.”. Ou seja, a mulher pode ficar na rodoviária, mas não as 24 horas do dia. Por isso, todo dia à tarde ela pega o ônibus até Guaíra, fica um pouco na rodoviária de lá e depois volta. Tem coisas que ela pode fazer na rodoviária de Barretos, mas que não pode fazer na de Guaíra e vice-versa. Então, morando nas duas é possível fazer mais coisas...

Depois, perguntei: “Onde você almoça?”. E ela respondeu: “Eu não almoço.”. Achei estranho, mas depois ela completou. “Eu como salgado!”. Na minha opinião idiota, comer salgado já é almoçar e para esta mulher, não. Aliás, na minha opinião imbecil, até comer bolacha recheada é almoçar. O que vocês acham que eu almoçava quando eu estava na faculdade? Porém, quando a pessoa é normal, quer comer comida de verdade. E elas sentem falta disto quando não têm. Então, ela considerava que não almoçava.

Eu quis saber das roupas que ela carregava. O fato de ela ter duas sacolas em uma semana e na outra ter uma só me deixou intrigado. Então, ela me disse que tinha uma só sacola porque tinha jogado a outra fora. O motivo era simples: a roupa estava suja e ela não usa roupa suja. Sujou, jogou no lixo. Ela disse também que as pessoas davam algumas roupas para ela sempre que precisava.

Perguntei um monte de outras coisas: família, filhos, sobre dinheiro, onde ela tomava banho, etc. Mas não me lembro com certeza das respostas que ela me deu. Então, não vou inventar histórias ou falas que ela não me disse. Ela é uma pessoa real e quero que o texto também seja.

Não sei como era a vida dela no passado. Se ela já teve muita coisa e perdeu tudo ou se nunca teve nada. O que pude perceber é não importa a situação em que estejamos, sempre haverá alguém para nos ajudar e alguém para nos prejudicar.

Não é preciso ver um filme do Tom Hanks para saber que existem pessoas que vivem no terminal, dependendo da ajuda dos outros. Basta ir à rodoviária mais próxima e prestar mais atenção. Lá pode ter alguém nesta situação. E a vida real é bem mais dura do que na ficção. Os dias são mais longos, pois as horas demoram mais a passar. Os ônibus vêm e vão, trazendo e levando pessoas. Milhares de pessoas. A maioria delas está preocupada somente com o próprio umbigo.

Um aeroporto ou uma rodoviária representa a liberdade de ir e vir quando quisermos e para onde quisermos. Para esta mulher, não. Embora ela tenha me dito que mora no terminal rodoviário porque quer, sei que isto não é verdade. Ela não tem outra opção. Ela está presa em uma falsa sensação de liberdade.

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Rodovia Assis Chateaubriand

Outro dia, escrevi aqui sobre um acidente na Rodovia Assis Chateaubriand no trecho que liga Barretos à Guaíra. Um homem morreu neste acidente. E eu vi isso com meus próprios olhos.

Depois de ter presenciado este acidente, passei mais algumas vezes neste mesmo trecho durante a noite. E comecei a pensar que se a estrada estivesse em melhores condições, talvez aquele homem não tivesse morrido.

Se a Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) estivesse em melhores condições muitas mortes não teriam acontecido.

O fato é que a estrada é uma merda. De noite, a tinta da faixa que teria que brilhar, já não brilha mais; assim como as “tartarugas” que ficam no meio da pista. E tem partes em que a terra é tanta, que não é possível ver nada da faixa tracejada e o motorista fica completamente perdido. Em alguns trechos nem a faixa branca que fica do lado do acostamento existe. Aliás, o acostamento também não.

Enfim, tem que morrer gente mesmo. E quando não for a vez de um, o outro vai. Deste jeito quem não morrer lá é sortudo.

A estrada é estadual, mas o Serra estava muito preocupado tentando virar presidente... Então, o resto ficou do jeito que estava ou piorou de vez!

Mandei um e-mail para o diretor do DETRAN-SP com a minha reclamação. Vamos ver se alguém responde ou se pelo menos lê a mensagem e tome alguma providencia em relação a melhorias para esta rodovia.

A minha opinião é esta: quer reclamar, reclame! Mas reclame para a pessoa certa, que pode resolver o seu problema. Nunca no ouvido de quem não tem nada com isso.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Chateaubriand: Ô nome chato de escrever. Não bastava a estrada ser uma bosta... o nome tem que ser ruim também. É por isso que eu odeio “inglês”... (modoburriceativado).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Espanha X Holanda

Depois que a Holanda mandou o Brasil de volta para casa, comecei ter a sensação de que a Copa do Mundo de 2010 seria dela. Passei a torcer por ela. Não que eu seja um holandês roxo... Apenas percebi que o time deles era bom e que daria trabalho para a Alemanha conquistar o tetracampeonato.

Passei a ser holandês e antialemão!

Mas, porém, contudo e todavia, não contei com a astúcia do time espanhol. Sim, a Espanha fez com que a Alemanha arrumasse as malas e a despachou da África do Sul.

Por isso, a final desta Copa será entre Espanha e Holanda (Ninguém sabia disso, né?). Ou melhor, desta vez um país que nunca foi campeão do mundo, será.

Isto é ótimo para o Brasil porque, não importa quem ganhe, o novo campeão terá que ganhar a Copa do Mundo de novo mais 4 vezes para chegar aos nossos pés.

Vendo televisão, mudei de lado. Eu era holandês e agora torço pela Espanha. É que vi algumas imagens dos espanhóis torcendo e depois lembrei que “me gusta mucho hablar español”! Então, lembrei que me considero muito mais espanhol de coração do que holandês. Eu quero que a Holanda perca feio para que ela aprenda a nunca mais tirar o Brasil de uma Copa do Mundo.

Embora, agora torça pela Espanha, ainda tenho a impressão de que a Holanda sairá vitoriosa. E para ser sincero, não dou a mínima importância para isso porque se a Espanha perder, não vou sentir a mesma decepção de quando o Brasil perdeu e saiu da Copa. E se a Espanha ganhar, não vou sentir a mesma felicidade de quando a Argentina perdeu e voltou para casa.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu tô na Folha!

promoção da folha

Quem assistiu Montros S.A. deve se lembrar de Mike Wazowski e de como ele ficou extremamente feliz por ter aparecido na TV mesmo sendo tapado pelo logotipo da empresa – “Eu tô na TV!”.

Bom, pois ontem fui informado que “Eu tô no jornal!”. Na Folha Online para ser mais preciso. Ou melhor, na verdade é no site da Livraria da Folha, mas que faz parte da Folha Online.

Como eu consegui isso? Foi simples. Um dia, entrei no site da Folha e vi o link de uma promoção. Para ganhar um livro chamado “Investimento – Como administrar melhor seu dinheiro, escrito por Mauro Halfeld” era preciso responder pelo Twitter a seguinte pergunta: “O que é ser classe média no Brasil?”.

A minha resposta foi esta: “Ser da classe média no Brasil, hoje, é não ter as vantagens dos ricos e nem as vantagens dos pobres.”. Eles me escolheram e fui um dos cinco ganhadores (veja a imagem acima e confira o que cada um escreveu).

Sinceramente, eu nem esperava que fosse ganhar. Só que ganhei e fiquei feliz por isso. Mas fiquei mais feliz porque “Eu tô no jornal”. Na Folha – um dos maiores jornais do Brasil!

Se você não acredita, clique aqui e confira.

Sei que para você, meu leitor, isto é algo insignificante e bobo. Só mesmo quando a sua imagem sair no jornal ou na TV é que você entenderá a emoção que eu e o Mike sentimos.

Eduardo Franciskolwisk

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Emoção lenga-lenga

Na semana passada, assisti ao jogo entre Eslováquia e Itália. Peguei o jogo no meio, quando estava começando o segundo tempo. Que jogão! Fazia tempo que eu não via um jogo tão emocionante como este.

A Eslováquia não estava para brincadeira e foi para cima da Itália com toda força. A Itália jogou muito mal e só reagiu depois que um jogador chamado Pirlo entrou no time. A Itália, campeã do mundo em 2006, mereceu perder. Mesmo assim, foi muito emocionante. Aquilo lá, sim, é jogo que dá vontade de ver.

Eu estava torcendo pela Itália. Nunca vibrei e torci tanto assistindo um jogo de Copa do Mundo como fiz com este jogo. Não tenho nada contra a Eslováquia, mas eu nem sei direito onde fica este país. Então, me considero muito mais italiano do que eslovaco. Por isso torci pela Itália.

A Eslováquia jogou muito bem e se nesta Copa for jogar contra o Brasil, é bem possível que nós voltemos para casa mais cedo. O nosso futebol não é mais espetáculo, agora ele é defensivo. Toquinho para cá, toquinho para lá, volta a bola, enrola um pouco, depois enrola mais um pouco e só às vezes chegamos perto do gol. Nosso futebol tem uma ótima qualidade, mas ficou muito monótono, paradão, chato. Um exemplo disso foi o jogo Brasil e Portugal. A única coisa que aconteceu foi que perdemos 90 minutos de nossas vidas à toa. Teria sido muito melhor se tivéssemos ido assistir ao filme do Pelé!

O Brasil pode até ser campeão do mundo em 2010. Mas a emoção vai ser no estilo lenga-lenga. Ou seja, os jogos serão chatos, cansativos e previsíveis.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 22 de junho de 2010

Eu vi a morte

acidente 

Quando achamos que já aconteceu de tudo conosco, vem a vida e nos desvirgina mais uma vez. Tudo tem uma primeira vez. E quinta-feira passada foi a primeira vez que eu vi uma pessoa morrer.

Carlos Drummond de Andrade disse “Eta vida besta, meu Deus” em um de seus poemas. A morte também é besta. E também é tão simples, normal e garantido que chega a dar medo. Deve ser por isso que ela nos assusta e desnorteia tanto.

Na última quinta-feira, enquanto ia de carro para Guaíra/SP pensava em como aquela estrada era perigosa à noite. Depois da ponte do rio Pardo é impossível ver as linhas luminosas (ou melhor, refletivas) no chão com luz baixa por dois motivos: o primeiro é que a terra as tapa e o segundo é que em alguns trechos da pista a linhas laterais brancas simplesmente não existem.

Do nada, os carros que vinham no sentido contrário começaram a dar sinais de luz. Estranhei tanto sinal e pensei que pudesse ter polícia lá na frente. Porém, eu estava enganado. Havia um acidente que tinha acabado de acontecer e eu, quase em pânico, parei o carro. Não sou médico, mas talvez meus míseros conhecimentos farmacêuticos pudessem ajudar de alguma forma.

O carro bateu de frente com uma ambulância. Ele ficou muito amassado (foto, esta aí a prova) e quem começou a prestar os primeiro socorros para o motorista foi o pessoal da ambulância mesmo. Eles não tiveram ferimentos graves e até fizeram a sinalização para avisar aos outros carros do acidente.

Quando me aproximei, pude ver que o motor do carro ainda soltava fumaça e o motorista estava conversando, respondendo tudo o que lhe perguntavam. Depois de uns 15 minutos, ele simplesmente parou de falar. O SAMU chegou uns 3 minutos depois do silêncio do homem e não puderam ajudar muito porque ele estava preso nas ferragens.

Tentaram colocar oxigênio nele, mas não adiantou. Neste momento, a médica disse que ele não tinha mais pulsação. Abriu os olhos dele e disse “midríase”. Na faculdade, eu sempre confundia midríase com miose, “Qual é dilatação e qual é constrição da pupila?”. Depois deste fato, nunca mais vou confundir: midríase é a dilatação da pupila e quando alguém morre é uma das primeiras coisas a acontecerem.

Eu vi uma pessoa morrer e isso me atordoou. Eu não conseguia pensar em outra coisa. Morrer é uma coisa muito besta: em um momento se está aqui e no outro não se está mais.

Me recordo de alguém perguntar para o homem se ele queria que ligasse para alguém da família dele. Ele respondeu “Ainda não” e foi embora sem se despedir de ninguém. Se fosse eu, teria ligado só para ouvir a voz de alguém familiar pela última vez. Não contaria nada do que tinha acontecido. Mas mataria o tempo conversando com alguém querido, enquanto o tempo tratava de me matar.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A força não está nos cabelos

Talvez eu tenha visto muita TV. Talvez seja um trauma. Sempre que preciso cortar o cabelo me dá aflição e penso que eu não serei o mesmo. Aí, eu me lembro da história de Dalila e Sansão.

Sansão era um homem muito forte. Igualzinho o Super-Homem quando o assunto era força. Seus inimigos queriam descobrir de onde vinha tanta força e colocou uma mulher para fazer isso. Dalila conquistou Sansão e ele lhe revelou que sua força vinha de seus cabelos longos. Enquanto ele dormia, ela cortou os cabelos de Sansão e ele ficou fraquinho. Apanhava até de freira!

Sou um pouco Sansão. Acho que vou ficar fraco depois de cortar os cabelos. É uma sensação de que as coisas não serão mais as mesmas ou que algo vai mudar muito repentinamente. É por isso que eu espero “minhas madeixas” crescerem ao máximo, tanto que fica até feio, antes de cortá-las.

Mas sempre que eu corto, vejo que continuo o mesmo. O mesmo potencial, a mesma idiotice, a mesma mesmice.

Então, vou anotar só para que eu não me esqueça:

“A minha força não está nos meus cabelos. Está dentro mim, na minha alma. Ela só irá embora quando eu for embora também.”

Por isso, eu posso gritar “Eu tenho a força!” igual ao He-man. Mas com consciência de que “I´m no Superman”, como diz a música de Lazlo Bane.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Estão Todos Bem

estao todos bem

 

O filme “Estão Todos Bem” fala sobre uma família que tem um pai que exige muito dos quatro filhos. Para este pai, não bastava que o filho fosse um músico, tinha de ser o maestro da orquestra. Cada um dos filhos precisava ser “o mais”, “o melhor” ou “o cara” na profissão que escolhesse.

Como já era de se esperar, a maioria dos filhos não consegue ser grande o suficiente como o pai queria. É perceptível a frustração e a vergonha dos filhos de dizer o que realmente são. Ao mentir para o pai, eles tentam evitar desiludi-lo e também fugir de mais um sermão de como deveriam ter se esforçado mais para ser o melhor.

Quando o pai percebe que durante a vida toda fez pressão e exigiu em demasia dos filhos é tarde demais. O estrago já estava feito. Não o físico, falo do psicológico. Um dos filhos se envolve com drogas e morre de overdose. Na minha opinião, foi o pai que matou o filho. Claro que não o matou fisicamente depois de adulto, mas matou o psicológico quando ele era criança.

Vocês não sabem o quanto é estranho ser bom em determinada atividade, saber disso e não ter o mínimo prazer quando alguém lhe elogia. “Eu não fiz mais do que a minha obrigação.” Vocês não sabem o que é ser melhor que muita gente, saber disso, mas se sentir um lixo.

Na minha opinião, o nome do filme é uma mentira daquelas que contamos para não preocuparmos outra pessoa. De frente ao túmulo da esposa, o pai diz “Estão Todos Bem” se referindo aos filhos. Acho que ela não acreditou muito nesta resposta porque pouco tempo atrás um de seus filhos foi morar com ela. Mas é o que nós respondemos quando alguém pergunta “Como está o pessoal?”.

Este é um filme que fala sobre distância, traumas e arrependimento. E também de como a vida continua apesar dos pesares.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 1 de junho de 2010

BIC: Podia ser melhor

Bic

Certo dia, aconteceu uma coisa incrível comigo: eu consegui terminar a tinta de uma caneta BIC. Fiquei tão feliz e empolgado! Foi emocionante! Em 27 anos da minha existência, esta foi a primeira vez que consegui usar uma caneta desta marca do começo até o final.

Então, lembrei que tempos atrás, tinha comprado 3 canetas BIC de cor azul pela internet. É obvio que fui usá-las. Ao começar escrever com uma delas veio a decepção: a caneta estava com uma tinta bem mais clara que a anterior e deslizava com dificuldade durante a escrita. Parecia que a tinta estava seca.

Resolvi reclamar para a empresa BIC. Entrei no site para pegar o 0800. Acho que não existe 0800 ou eles se esqueceram de colocá-lo no Fale Conosco (é normal passar despercebidas informações bobas como esta). Pelo site só é possível mandar um e-mail de reclamação. Aí, eles pedem seus dados pessoais e dados dos produtos que você comprou. No outro dia, eles te mandam um e-mail pedindo para que você escreva tudo de novo para confirmar. (Achei o telefone da BIC em um site de reclamações: 0800-704 45 33)

Reclamação feita, eles pedem para aguardar um portador autorizado que irá buscar o produto reclamado na sua casa e que fará a entrega dos novos.

A troca era de apenas 3 canetas, mas o pacote que chegou aqui caberia tranquilamente 3 caixas desta canetas. Uma comédia! Para que uma caixa tão grande para um conteúdo tão pequeno? Pensei que fosse melhor uma caixa grande de papel, que se degrada no ambiente, do que plástico que demora muito mais tempo para sumir. Mas as canetas dentro da caixa vieram embaladas no plástico e as que eu mandei também foram num saco plástico. No começo achei que a caixa era uma preocupação ambiental, mas percebi que eles não estão nem aí para isso. Uma empresa do porte da BIC tem de começar a se preocupar com isso.

Dentro da caixa, existia uma pesquisa de opinião. Esta pesquisa deveria ser enviada pelo correio. CORREIO? Sim, e para incentivar as respostas você concorre a um Kit bem mixuruca da BIC. É uma proposta tentadora, mas não, obrigado! Não seria mais fácil usar a internet? O número de resposta com certeza seria maior se pelo menos tivessem as duas opções. E o Kit poderia ser mais recheado. Enfim, tudo precisa ser melhorado, afinal vocês são a BIC e não o Zé da Esquina.

Para terminar, fiz os testes com as canetas e elas continuaram ruins. Estas novas deslizaram bem, mas a cor ainda estava muito clara. Então, concluí que o padrão de qualidade da caneta BIC mudou. Para pior, mas mudou. Por isso, da próxima vez que eu for comprar caneta, será da Faber-Castell ou da Pilot.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 25 de maio de 2010

Alice de Tim Burton

chapeleiro maluco e rainha de copas

Nesta madrugada, assisti a um filme pelo qual esperei ansiosamente por muito tempo: Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Queria ter visto no cinema em 3D, mas achei o DVD pirata aqui em casa e o jeito foi ver no meu quarto, em 2D e com qualidade duvidosa, já que o filme, com certeza, foi gravado de algum cinema.

O filme é ruim, a história é muito fraca. Não é nada do que eu imaginava. Tive impressão de que este último filme é a continuação do livro (ou filme da Disney) Alice no País das Maravilhas: a Alice já é grande, todo mundo já esperava pela volta dela (o Coelho Branco foi buscá-la intencionalmente, nada daquela história de que ele estava atrasado), não tem chá de desaniversário e não tem enigmas, nem frases filosóficas. E no final do filme tem um dragão/monstro que não tem nada a ver.

Este é daqueles filmes em que o “trailer” é muito mais empolgante que o filme. A gente assiste ao trailer e fica doido para ver o filme de tão mágico que deve ser. Depois de assistir ao filme e de ficar decepcionado com ele, percebemos que mágico mesmo era o trailer. Aliás, deveriam inventar o prêmio Oscar de “Melhor Trailer”.

Porém, tem algumas idéias boas no filme. Por exemplo, a Rainha de Copas é traumatizada por ser cabeçuda e por isso vive ordenando “Cortem-lhe a cabeça”. E fica bem clara a associação dela com a mãe do noivo de Alice na vida real quando há o episódio das rosas brancas que deveriam ser vermelhas. Isso acontece também com as gêmeas da festa de noivado que nos remetem aos gêmeos do País da Maravilhas.

Eu esperava mais do filme, pois queria ter visto diálogos como este:

Alice continuou: “Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?”

“Isso depende bastante de onde você quer chegar”, disse o Gato.

“O lugar não me importa muito...”, disse Alice.

“Então não importa que caminho você vai tomar”, disse o Gato.

“...desde que eu chegue a algum lugar”, acrescentou Alice em forma de explicação.

“Oh, você vai certamente chegar a algum lugar”, disse o Gato, “se caminhar bastante.”

Enfim, Tim Burton tinha tudo para fazer um filme incrível, que desse asas à nossa imaginação e que criasse nas pessoas a vontade de assistir novamente. Mas ele não fez mais do que um filme de ação, com cenas de guerra e lutas entre o bem e o mal. Não fez sentido, mesmo num filme em que esperávamos não ter sentido algum. Alice no País da Maravilhas, de Tim Burton, passa bem longe de algum dia se tornar um clássico do cinema mundial.

Eduardo Franciskolwisk

sábado, 15 de maio de 2010

Bolsa de Empregos do CRF-SP

O site do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) tem uma ferramenta interessante. Esta ferramenta se chama “Bolsa de Empregos”.

A ideia é que farmacêuticos desempregados (como eu) vejam anúncios de empresas que abriram vagas recentemente e assim, arrumem um emprego. Ou seja, quem precisa trabalhar pode arrumar uma oportunidade e quem precisa de um farmacêutico pode anunciar a vaga lá de graça e, depois, fazer a seleção como bem entender.

Só há um problema: a ferramenta não é atualizada diariamente. Tampouco semanalmente. Como estou acompanhando a “Bolsa de empregos” com bastante frequência, pude perceber que a ferramenta é atualizada de 15 em 15 dias e, pasmem, a última atualização demorou 1 mês para acontecer.

Levando em consideração que as farmácias e drogarias têm 1 mês para arrumar outro farmacêutico, conclui-se que a ferramenta não é eficaz. Afinal de contas, a empresa que anunciou a vaga na “Bolsa de Empregos” terá que arrumar o responsável técnico de outra forma.

Se o CRF-SP não tem tempo para administrar a ferramenta com responsabilidade, então, por que a criou?

Já mandei e-mail para a presidente do CRF avisando do problema e não virou nada. Ou ela não leu; ou não recebeu; ou recebeu, leu e ignorou. Por isso, nós farmacêuticos temos uma ferramenta fantástica no site do CRF-SP que deveria ser útil para nós. Mas não é, porque a única utilidade que ela apresenta neste momento é a de enfeitar.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bifurcação

bifurcacao

Dias atrás entendi uma coisa que nunca tinha entendido antes (ou que insistia em não querer entender). Tudo acaba! E as pessoas sempre seguem rumos diferentes. Muitas vezes, estas pessoas nunca mais voltam a se ver ou a se falar.

Por inacreditável que seja, aprendi isso assistindo ao ator que faz o Kiko (do programa “Chaves”) em uma entrevista.

Como é que as pessoas que eram protagonistas na sua vida simplesmente somem? E é incrível que pessoas que eram coadjuvantes, passem a ter um valor maior continuando nela de forma mais ativa.

Pessoas que você “jurava” que não fariam parte da sua vida passam a fazer. Acho isso muito estranho, confuso.

O programa do Chaves fez muito sucesso. Temos a impressão de que o relacionamento entre os atores é bom ou que conversam de vez em quando. Mas não, muitos deles nem se falam mais. Fizeram parte uns das vidas dos outros por um tempo, mas depois, cada um seguiu seu rumo e foi viver a própria vida.

A sua vida tem que avançar porque ninguém te esperará para que o trem siga em frente. Ele simplesmente parte quando bem entende e pouco se importa se você está dentro ou não. O problema é só seu. Nenhum outro passageiro se lembrará de você enquanto estiver conhecendo paisagens nunca vistas; um mundo novo e com novas possibilidades.

Vi que isto é natural, acontece com todo mundo. As pessoas crescem, mudam sua forma de ver o mundo e, com isso, suas prioridades também passam a ser outras.

Embora não tivesse que ser assim, é. Os amigos da rua, da escola, faculdade e do trabalho vão embora. Quem fica são alguns colegas. Seriam estes os amigos de verdade?

Bifurcação: ponto em que se dá a divisão de uma estrada em duas outras com rumos diferentes.

Na estrada da vida, sempre haverá uma bifurcação. E neste momento temos que nos despedir porque cada um seguirá um caminho. Raramente estas pessoas voltarão a ser ver. Antes, eu achava que era possível seguir caminhos diferentes andando por uma mesma estrada. Aprendi que não. Estrada e caminho, praticamente, são a mesma coisa (É tão lógico! Como fui tonto...).

Então, resolvi aproveitar a minha jornada solitária. Conhecer mais do mundo novo que sempre esteve na minha frente e que eu nunca enxergava.

Me julgava responsável pelo caminho dos outros. Não em todo, mas em partes.

Eu sou responsável pelas pessoas que aparecerem no meu caminho e, principalmente, pelas pessoas que nele ficarem. Pelas que foram embora não. Mas elas podem voltar a caminhar junto comigo quando quiserem, se conseguirem me alcançar ou se eu conseguir alcançá-las. É possível, mas, improvável.

Acordei!

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sobre o que escrever no blog?

Algumas vezes, me pego pensando sobre o que vou escrever no próximo post. Quando isto acontece, pode ter certeza que estou sem ideia nenhuma. E parando para ter ideias é a pior forma de elas aparecerem na minha cabeça. Elas nunca vêm.

As melhores ideias surgem quando menos se espera. Pode ser durante o banho, andando na rua ou assistindo televisão. Nessas horas é sempre bom ter caneta e um pedaço de papel para conseguir anotá-las. Como não é fácil escrever em papel durante o banho, algumas ideias se perdem. No entanto, alguns pensamentos vão embora, mas voltam em outra hora.

Eu tenho um arquivo em excel (sim, excel) só com temas de futuros posts sobre os quais eu gostaria de escrever. O problema é que eu raramente recorro a eles quando me faltam ideias. Posso dizer que eles estão de enfeite. Mesmo assim, é bom ter esse arquivo lá de “estepe”.

E às vezes, não vou negar, somos obrigados a encher lingüiças (como estou fazendo agora). A ideia não vem e gente fica lá insistindo no negócio. Só que raramente faço isso. Quando estou sem ideias, coloco “Frases Filosóficas Fantásticas”, tirinhas do Níquel Náusea e vou inventando moda.

Ajudem-me. Sobre o que vocês acham que eu devo escrever?

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 4 de maio de 2010

O vendedor de pipoca

pipoca saquinho rosa

Na última sexta-feira, fui ao supermercado. Deixei o carro no estacionamento e segui em direção à loja. No meio do caminho, um menino me parou e disse:

— Lá em casa, nós estamos precisando de dinheiro. Então, estou vendendo estas pipocas aqui. Você quer comprar? – perguntou mostrando um saquinho daquelas pipocas doces que vêm em embalagem cor-de-rosa.

— Não, hoje não. Obrigado. – falei com a mesma indiferença e sorriso amarelo de sempre.

Entrei no supermercado e fui fazer compras. Porém, o menino que estava pedindo ajuda lá fora ficou martelando em minha cabeça. Eu não consegui parar de pensar que ele me pediu ajuda e que eu não ajudei. Sim, peso na consciência. Às vezes, este bicho quase extinto aparece em algumas cabeças.

Pensei comigo: “Se o moleque ainda estiver lá fora, eu compro a pipoca dele. Tomara que esteja!”

Terminei as compras bem rápido, paguei e fui em direção ao carro. Torcia muito para encontrá-lo.

Ao pisar no estacionamento, avistei-o bem em frente ao carro em que eu estava. Guardei as compras no carro, fui até ele e perguntei:

— Quanto custa a pipoca?

— Custa 1 real – respondeu. — É que nós, lá em casa, estamos precisando muito mesmo – explicou-se sobre o preço “alto” da pipoca que pode ser comprada por 20 centavos.

Peguei uma nota de 2 reais e dei para ele.

— Você vai querer quantas? – perguntou-me.

Por um momento, pensei em dizer “Me dá um saquinho só e pode ficar com o resto do dinheiro”, mas achei que se fizesse isso não estaria contribuindo com o empreendedorismo dele. Pelo contrário, achei que o acostumaria a só ganhar as coisas. Pensei muitas outras coisas naqueles 10 segundos de conversa com ele. Caramba, como podemos ter tantos pensamentos em tão curto tempo?

— Eu vou querer 2 saquinhos.

Peguei as pipocas, agradeci e fui embora. Meus pensamentos continuaram pipocando dentro da minha cabeça.

Achei que fiz uma boa ação, sobretudo achei que fiz a minha obrigação.

É nossa obrigação ajudar quem tem menos condições do que nós porque existirá um momento em que só quem tem mais condições do que nós poderá nos ajudar.

Pensei nisto porque estou desempregado e um emprego não é algo que eu possa dar para mim mesmo. Eu preciso de outra pessoa para isto acontecer. Assim, como outras pessoas precisam de mim para outras coisas acontecerem.

Digamos que um milionário gasta muito dinheiro comprando em uma determinada loja. Esta loja vai poder me dar um emprego. Com um emprego, vou continuar podendo ajudar outros meninos da pipoca. Sendo ajudado, o menino da pipoca verá que ele pode conseguir de forma honesta.

Se ninguém comprasse suas pipocas, um dia, ele se perguntaria por que o milionário tem tanto e ele não tem nada? Poderia se revoltar com isso e ir para o mau caminho. Podendo roubar, seqüestrar ou matar o rico.

Antes, eu não me encaixava em nenhum ciclo. Agora, vejo que muita coisa depende de mim também.

Algumas coisas no mundo, só nós podemos mudar. Outras coisas, só o mundo pode mudar para a gente.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 27 de abril de 2010

Kiko, Kiko, rá, rá, rá!

carlos villagran kiko

A semana passada foi muito emocionante para os fãs do seriado “Chaves”. Vieram para o Brasil o Kiko e o Sr. Barriga. Os dois já estão velhos na idade, mas no coração ainda são jovens. Exatamente como diz a música: “Se você é jovem ainda, amanhã velho será. Ao menos que o coração sustente a juventude que nunca morrerá.”.

Carlos Villagrán (Kiko) e Edgar Vivar (Sr. Barriga e Nhonho) são admirados por muitos brasileiros, assim como todos os outros atores que fizeram parte da Turma do Chaves e do Chapolin Colorado. Eles fizeram parte da infância de muitas pessoas e continuaram fazendo parte na vida adulta através de boas lembranças e risadas. Conquistaram não só uma geração, mas sim, várias gerações. Ficaram conhecidos em todo o mundo e não perderam a humildade. É possível sentir que eles não têm estrelismos. Talvez seja este o motivo para que as pessoas gostem tanto deles.

O Kiko me chama mais a atenção porque é mais carismático. Ele se esforça para falar português e consegue nos emocionar (fazer chorar) logo após de ter nos feito rir. Meus olhos ficaram marejados enquanto assistia a entrevista dele no Ratinho. Fica muito evidente o quanto Kiko é agradecido pelo carinho que recebe aqui no Brasil. Ele nos agradece e nós agradecemos a ele. Obrigado, Carlos Villagrán!

Kiko, Kiko, rá, rá, rá!

Me lembro dos dias em que eu chorava assistindo Chaves. Acho que foi a primeira vez que ficção me fez chorar. Quem aí nunca chorou assistindo Chaves?

Quem nunca disse “Você não vai com a minha cara?”.

Eu lembro das minhas irmãs dizendo para mim “Carne de burro não é transparente!” quando eu estava na frente da televisão.

“Tá bom, mas não se irrite.”

“Ninguém tem paciência comigo.”

Vamos usar essas frases para sempre. E vamos nos divertir fazendo isso.

“Chaves” é um clássico. É único. Tinha tudo para dar errado e deu certo. Deu certo porque tinha pessoas talentosas. Este seriado é a prova de que é possível fazer um humor inocente, sem palavrões e insinuações de sexo. Chaves é eterno e sempre estará em nossas memórias e, principalmente, em nossos corações. E também no SBT, claro.

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Frases tiradas de músicas

“Com o quê você sonha? Eu te pergunto porque sonhei com você!

(Tú com qué sueñas?)

 

“Mas você pode me dizer como isto pode acabar?”

(Nom me lo so spiegare)

 

“Eu estarei lá para você, quando a chuva começar a cair.

Eu estarei lá para você, como sempre estive antes.

Eu estarei lá para você, porque você estará lá para mim também.”

(I´ll be there for you)

 

“Conheço a razão que faz doer o teu coração

Por isso eu quis te fazer esta canção”

(Días de enero)

 

“Estou tão cansada das canções de amor

Sempre falam de um final feliz...

Bem, sabemos que a vida nunca funciona assim”

(Canciones de amor)

 

“Prefiro amores platônicos

Consolo de tontos solitários

Prefiro amores impossíveis

Consolo de ter perdido demais”

(Amores Platónicos)

 

“Me diga se te causo uma revolução

Me diga se te faço mudar tua canção

Me diga se te faço suspirar

Me diga se te farei voltar a começar”

(Revolución)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Desperdício

Aqui se desperdiça energia elétrica, água, gasolina e comida. E desperdiçando tudo isso, desperdiçamos o verde da Terra. Mas que se foda a Terra, o que importa é que desperdiçamos o verde do dinheiro. Dinheiro que fará falta lá na frente.

Em casa, neste momento vários aparelhos estão ligados à toa: um computador, um ventilador, uma televisão, um aparelho de TV a cabo e um aparelho de DVD que está funcionando com uma televisão que está desligada (???). Geralmente, eu desligo tudo isso quando vejo que dinheiro está sendo jogado fora. Mas resolvi parar com isso. Ser idiota cansa!

Hoje, estou sozinho em casa. Houve uma rápida movimentação e um mau humor padrões que acontecem quando uma possível diversão se aproxima. Houve também a mesma indiferença de sempre, embora às vezes ela seja maquiada com alguma tinta barata. As pessoas fingem ser boas, mas só são quando querem alguma coisa em troca.

Estou desperdiçando a minha vida com pessoas cada vez mais vazias. E, incrivelmente, não tenho vontade de mudar isso. Já fui contaminado. A minha vida é cheia de nada.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 20 de abril de 2010

Eu peço: não me peçam nada!

nao me siga

Com todo o meu coração, eu peço: não me peçam nada!

A época em que eu fazia tudo o que me pediam ficou no passado. Não faço mais nada que me pedem. Agora, só faço o que quero e o que me interessa. Nada de perder tempo nos interesses dos outros. Até porque se fosse realmente de interesse deles, não pediriam para que fizessem e sim, fariam com suas próprias mãos.

A decisão que tomei tem um motivo bem simples. A vida inteira fiz o que as pessoas me pediram, dando o máximo de mim. Hoje, eu estou perdido, fudido e ferrado. Isso significa que eu estava no caminho errado. Este ano concluí que a solução para esse mal é não fazer o que me pedem.

Hoje, a minha mãe me pediu “Vai comprar pão pra mim?”. Eu estava comendo pão de forma quando ela perguntou isso. Aí, eu respondi “Não!”. Eu não tinha nenhum interesse em comprar pão, porque eu já estava comendo um. Então, para que eu perderia tempo com isso? Se ela realmente quisesse, ela que fosse à padaria.

E foi o que aconteceu. Mas antes, como sempre, ela me comparou ao meu pai dizendo “O seu pai também fazia isso, não gostava de ajudar os outros”. Foi uma bela tentativa de me fazer mudar de opinião e ir correndo comprar pão. Mas não funcionou. Não funciona mais.

Para mim, tanto faz se eu pareço com o meu pai ou com o prefeito de Bluffington. Isto não me importa mais, pois já me considero um caso perdido.

A vida inteira eu fui criticado de forma negativa. Eu acabei me acostumando com isso. Elogios não fazem bem ao meu ego. Durante a vida, quando fiz alguma coisa que achava que merecesse elogios e cobrei isso das pessoas, sempre recebi um “Você não fez mais do que a sua obrigação!”. E eu me acostumei com isso. Podem dizer que eu sou bonito, que escrevo bem ou que meus olhos azuis são fabulosos. Eu nunca vou acreditar nisso como elogio sincero. Sempre vou pensar que a pessoa está só sendo educada comigo (ou querendo alguma coisa).

Quando você sempre faz o que te pedem, você corre o risco de ser apedrejado nas poucas vezes em que se nega a fazer o favor. E pode escrever, depois que a pessoa se acostuma com você fazendo favores a ela, o que deveria ser um “Muito obrigado!” se torna o abominável “Você não fez mais do que a sua obrigação.”. As pessoas passam a te achar um bobo, um empregado e riem de você.

No emprego, quanto mais você quer fazer, mais cobram de você. E não cobram nada de quem faz pouca coisa. Cobram de você por ser uma pessoa responsável. E do irresponsável, não cobram nada, nem responsabilidade.

Seja irresponsável, vão aplaudir de pé o dia que você conseguir chegar no horário correto.

Não estude tanto. Se você passar em faculdade particular, vão fazer a maior festa. Se sua intenção for faculdade pública e não conseguir isso, vão te lembrar que você é um burro para o resto da sua vida.

O meu caso é como diz a música “...Já de saída a minha estrada entortou...”. Sempre fiz o que pediram e a minha vida não deu certo. Me dei mal. Por outro lado, deem uma olhada para aqueles que sempre fizeram o que quiseram e raramente ajudaram os outros: se deram bem!

Então, mudei a minha opinião. Não faço nada que eu não queira fazer. Sou chato! Já tinha fama de ser chato quando eu era legal, imagina agora que resolvi ser chato de verdade.

Não me peça nada que você pode fazer por você mesmo!

Quando não puder, talvez eu ajude. Mas não bote fé nisso porque estou virando uma pessoa insensível. E estou adorando isso!

Eduardo Franciskolwisk

sábado, 17 de abril de 2010

As Sete Maravilhas Modernas

ATENÇÃO: Esta lista não é oficial. Não existe. É uma invenção minha. É a minha opinião.

Há as 7 maravilhas do mundo antigo, que são as clássicas, e as 7 maravilhas do mundo moderno, que foram eleitas em um concurso realizado pela internet e que não é reconhecido pela UNESCO.

Eu também não concordo com as 7 maravilhas modernas. O motivo é simples: não se pode considerar uma maravilha moderna algo que foi construído há mais de dois mil anos. Desde quando o Coliseu é moderno? É lindo, mas não é moderno. E a Muralha da China? Mais antiga que Jesus Cristo. Já Machu Picchu não pode ser considerado uma maravilha moderna, afinal, não existe Machu Picchu, o que existe é a ruína da cidade.

Acho que esta lista está furada. Então, resolvi fazer a minha própria lista das sete maravilhas modernas. Nesta lista considerei os monumentos e prédios criados pelo homem há menos de 200 anos.

sete maravilhas modernas

Cristo Redentor (Rio de Janeiro, Brasil) - É um monumento de Jesus Cristo e é um símbolo do cristianismo. Foi inaugurado em 12 de outubro de 1931. Tem 38 metros de altura, sendo que 8 estão no pedestal. Está localizado no topo do Morro do Corcovado. É o cartão postal do Brasil para o mundo. Ao contrário das outras Maravilhas abaixo, esta eu já vi com meus próprios olhos.

Torre Eiffel (Paris, França) - Foi construída em homenagem ao centenário da Revolução Francesa. A torre possui 324 metros de altura e foi inaugurada em 31 de março de 1889. É o símbolo da França para o mundo.

Estátua da Liberdade (Nova Iorque, Estados Unidos) - Foi inaugurada em 28 de outubro de 1886 e comemora o centenário da assinatura da Declaração da Independência dos Estados Unidos. Tem 92,9 metros de altura, sendo que a base tem 46,9 metros e estátua tem 46 metros.

Casa da Ópera de Sydney (Sydney, Austrália) - É o símbolo da Austrália e também é um dos edifícios de espetáculos mais marcantes do mundo. Ficou pronto em 1973. Tem 5 teatros, 5 estúdios de ensaio, 2 auditórios, 4 restaurantes, 6 bares e inúmeras lojas de recordações.

Sagrada Família (Barcelona, Espanha) - É um grande templo católico. Teve sua construção iniciada em 1882 e ainda não está pronta. Estima-se a conclusão para 2026. Gosto desse edifício porque se parece muito com os castelos de areia que fazemos na praia quando pingamos areia molhada sobre ela mesma.

Big Ben (Londres, Reino Unido) - Esta torre com o relógio foi consagrada com o nome de Big Ben. Mas isso não é correto. O Big Ben é o sino de 13 toneladas que fica dentro da torre do Parlamento Inglês. Pois bem, nós (as antas da sabedoria popular), vamos continuar chamando a torre com o relógio de Big Ben, já que este sino nunca aparece nas fotografias. A torre tem 96 metros de altura. O relógio e o sino começaram a funcionar em 1859.

Castelo de Neuschwanstein (Baviera, Alemanha) -É um palácio alemão construído na segunda metade do século XIX (entre 1869 e 1886, aproximadamente) por Luís II da Baviera. É o edifício mais visitado e fotografado da Alemanha. Este castelo inspirou o Castelo da Cinderela na Disneylândia. Este é um castelo de contos de fadas real.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Kraft é ótima

kraft club social

Que a justiça seja feita.

Neste blog, já falei mal de algumas empresas, pois tive motivos para isso. Hoje será diferente, pois falarei bem de uma empresa.

Comprei um Club Social de pizza em que vêm 6 pacotinhos. Em cada um destes pacotinhos vêm 3 lâminas de bolacha. Quando abri o pacote, percebi que um pacotinho estava diferente. Estava mais fino. Faltava uma lâmina da bolacha.

Resolvi ligar no 0800 da Kraft e ver o que a empresa faria. Ao telefonar, relatei para a atendente o que tinha acontecido. Ela me tratou muito bem e falou que isso acontece às vezes. Disse que a bolacha poderia ser consumida. Eu estranhei e perguntei:

— Posso mesmo comer a bolacha? Vocês não vão buscá-la para confirmar que o erro realmente aconteceu (e que não estou mentindo)?

Ela confirmou que eu poderia comer a bolacha e que enviaria outro pacote pelo correio. Como eu sou muito obediente, comi a bolacha. Não precisei de muito esforço para fazer isso.

O que eu achei legal foi que a empresa acreditou em mim e ainda me mandou um outro produto novinho. Praticamente, ganhei um Club Social inteirinho.

Não precisei comprovar que eu estava dizendo a verdade guardando o produto, nem precisei esperar que eles viessem buscá-lo enquanto morria de vontade de comer a bolacha.

Por acreditar na palavra de seu cliente (no caso, eu!) e ainda mandar um outro produto no conforto de minha casa é que coloquei na cabeça que a Kraft é uma ótima empresa.

E também porque é ela que produz o Bis, o Sonho de Valsa, o Club Social, a bolacha Trakinas... Ai, que delícia! Pararei por aqui, senão eu engordo só de digitar estes saborosos nomes.

Eduardo Franciskolwisk

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