quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

500 dias com ela

500-dias-com-ela“Este filme é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas é mera coincidência. Principalmente você Jenny Beckman. Vadia!”. É assim que o filme começa.

Depois o narrador fala conosco e diz: “Esta é a historia de um garoto que conhece uma garota. Mas não é uma história de amor.”

Tom cresceu acreditando que nunca seria feliz de verdade até o dia em que conhecesse a mulher da sua vida. Isso aconteceu porque quando criança ouviu muita música pop britânica triste e porque interpretou um filme chamado “A primeira noite de um homem” de forma errada.

Summer não tem a mesma crença de Tom. Desde o divórcio de seus pais, ela só amava duas coisas: a primeira era seus cabelos negros compridos e a segunda era como ela conseguia cortá-los facilmente e não sentir nada.

Tom se apaixona por Summer. Ele acredita do amor. Ela não.

Summer é traumatizada em relação ao amor. Ela acha que relacionamentos são confusos e que, geralmente, alguém acaba se machucando. E Tom acredita no amor verdadeiro.

O filme tem um formato bem diferente. Não é um filme comum. A cada cena o filme avança ou volta no tempo, chegando a confundir. Porém, este vai e volta é fundamental para o filme dar certo.

O legal é que tudo o que acontece com os personagens já aconteceu conosco pelo menos uma vez na vida. Todo mundo já levou fora e já deu fora. É impossível não se ver no lugar do Tom em alguns momentos e em outros, no da Summer.

Eles começam a sair depois que Summer o beija. Fazem tudo juntos e tudo parece bem. Mas ela havia dito para ele que não queria nada sério. Tom achou que com o decorrer do tempo ela poderia se envolver... Só que isso não acontece.

Acho que a Summer é depressiva, fria e calculista. Isso fica evidente quando o narrador diz sobre o quanto ela amava seus cabelos e que não tinha receio nenhum em cortá-los de qualquer jeito. Ela só pensa em si, não foi sincera com ele depois que eles voltaram a se encontrar em um casamento. Ela foi bem egoísta em não contar que tinha outra pessoa. Mas o pior foi agir como se estivesse interessada e depois o convidar para a festa de noivado dela, sem avisar que era o noivado dela. Que tipo de garota faz isso? Isso aí se chama tortura.

E ela ainda tem a capacidade de ir atrás de Tom no lugar favorito dele. Ele diz: “Você não queria ser a namorada de ninguém e agora é a esposa de alguém. Como isso aconteceu?”. Ela responde: “Eu acordei um dia e soube.” Tom pergunta: “O que?” e ela fala “O que com você eu nunca tive certeza”. Isso é um soco na cara de alguém. Não se faz isso! Vai atrás do cara só para pisar mais um pouquinho, para humilhar ainda mais.

Com tudo o que acontece no filme, eles acabam trocando de opinião: ela passa a acreditar no amor verdadeiro e ele passa a ficar com o pé atrás. Essa é a impressão que tenho. Isso acontece, as pessoas mudam de opinião no decorrer dos fatos.

O filme ainda diz que as pessoas gostam de falar de destino. Não existe destino. Nada é para ser. Tudo não passa de coincidência.

A irmã mais nova de Tom é muito mais madura do que ele. É ela quem dá conselhos e ajuda o irmão a superar o fora que levou da Summer. Isto é bem legal de se ver em um filme, porque às vezes as pessoas mais novas são mais maduras do que as mais velhas. É um filme bem realista.

Tem outra cena bem “realista”, mas que é mostrada de forma bem fantasiosa. No dia seguinte, após ter dormido com Summer, ele vai trabalhar e no caminho todos o cumprimentam, dançam no meio da praça e Tom chega a ver passarinho azul. É como nos sentimos quando estamos extremamente felizes, quando temos aquela sensação de “estamos podendo”.

Há também uma parte do filme que mostra a expectativa e a realidade ao mesmo tempo. Outra vez vemos algo que já aconteceu conosco. A expectativa é a parte em que imaginamos como queremos que as coisas aconteçam. A realidade é como as coisas são e nunca é como imaginamos na nossa expectativa. O resultado é a frustração.

A trilha sonora do filme é fantástica. Todas as músicas são ótimas e bem gostosas de ouvir.

Assistam ao filme. Mesmo depois de eu já ter contado boa parte dele aqui, ainda vale a pena assisti-lo.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Teste de sobrevivência

Às vezes, acho que ninguém lê este blog.

Quero saber o número de pessoas que ligam para este blog. Dependendo do resultado, algumas coisas vão mudar. Não vou desistir do blog, mas vou me dedicar menos a ele.

Então, se você gosta de ler o que eu escrevo ou gosta de visitar o blog por qualquer outro motivo, dá um clique em uma das três opções no final deste post. Lá onde está escrito: “Este post é: bom, mais ou menos; ou ruim”.

Clique em qualquer um! Não vou considerar o que diz as opções e sim a quantidade de clique.

Eduardo Franciskolwisk

Carnaval

Sempre gostei de carnaval. Tem aquela magia “embutida” dos bailes de máscaras, dando a entender que nesta época do ano é possível ser quem você quiser.

Nesta época, para ir a farra não precisa estar “engomadinho”. Um tênis, um short e uma camiseta já bastam. Tudo pode ser informal.

Alguns anos, eu tive vontade de ir ao carnaval, mas não pude ir por um motivo ou por outro. Desta vez é diferente, pela primeira vez na vida não estou com vontade de pular carnaval.

Porém, continuo gostando dele.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

2 dicas para espantar telemarketing

1) Quando alguém ligar te oferecendo cartão de crédito. Diga “Quem bom, depois que fiquei desempregado ninguém mais quis dar crédito para mim na praça.” O operador vai dizer “Nós agradecemos a sua atenção. Obrigado.” e desligará o telefone rapidamente.

2) A melhor de todas é essa, pois funciona em 100% das ligações. Quando você atender o telefone e o fulano de tal se identificar como operador de telemarketing, simplesmente desligue o telefone. Sim, desligue na cara do indivíduo. Faça isso sem o menor peso na consciência. Ele faria isso com você se os papéis fossem o contrário.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Borboletas podem cegar?

borboleta

Na minha infância, alguém me disse que as borboletas soltavam um pó que poderia cegar. Eu acreditei nisso por vários anos.

Sempre que via uma borboleta voando perto de mim, fechava os olhos para não ficar cego. Hoje, me sinto um idiota quando me lembro disso. Confesso que, acho que por instinto, a minha primeira reação ao ver uma borboleta ainda é fechar os olhos, mesmo que de uma maneira leve.

Parei para pensar no assunto: o pó que as asas da borboleta soltam pode cegar? Por mim mesmo, deduzi que não. Você conhece quantas pessoas que ficaram cegas por causa de uma borboleta? Eu não conheço nenhuma. E porque eu nunca fiquei cego ao longo da vida, mesmo com tantas borboletas sobrevoando a minha cabeça?

Quem já pegou uma borboleta pelas asas sabe que realmente fica um pozinho nos dedos depois de soltá-la, mas ele nunca cegou ninguém. Há pessoas que não têm o costume de lavar as mãos e as levam ao rosto normalmente. Seria impossível não existir ninguém cego por esse pó.

Se as borboletas cegassem, seriam consideradas perigosas. Existiriam campanhas no estilo “Matem as borboletas” ou “Cuidado: as borboletas cegam”.

Procurando pela internet, achei o que já tinha concluído sozinho (sou um garoto esperto): o máximo que o pó da asa de borboleta pode fazer é causar uma reação alérgica. É a mesma coisa que acontece quando a poeira entra nos olhos.

Passei boa parte da vida fechando os olhos e tomando o maior cuidado quando via alguma borboleta. Fiz isso à toa. Então, antes de falar uma asneira para uma criança, procure se informar para saber se aquilo é realmente verdade.

Deve ser por isso que não acredito muito no que as pessoas dizem.

Eu sempre preciso de uma fonte mais confiável, seja um livro, seja uma segunda opinião.

O pó da asa da borboleta não cega. Mas fiquei cego por um bom tempo. Tempo em que eu não enxergava a verdade.

Eduardo Franciskolwisk

Curiosidade: As borboletas quando em repouso, dobram suas asas para cima. As mariposas, quando pousam ficam com as asas abertas. Na foto é uma borboleta.

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