quinta-feira, 25 de março de 2010

O amor pode esfriar

AmorFrio

Durantes a semana, Mauro não conseguia parar de pensar no encontro que teria com Juliana. Esperava ansiosamente pelo final de semana. Estava apaixonado por ela e a expectativa de tê-la em seus braços era enorme. Há muito tempo ele sonhava com aquilo e, sinceramente, ainda não acreditava que seu sonho seria realizado em tão pouco tempo.

No sábado à tarde, foi até a praça central da cidade fazer compras. Mauro queria que tudo estivesse perfeito em seu encontro e uma roupa nova iria ajudar a causar uma boa impressão. Saiu da loja satisfeito. Seu coração começou a bater mais rápido quando avistou Juliana na sorveteria da frente. Sua boca ganhou um sorriso bobo. Porém, este sorriso logo se desfez. Juliana estava acompanhada do ex-namorado. Mauro tentou ignorar o fato quando eles deram as mãos. Só que viu seus sonhos desmoronarem no momento em que eles se beijaram. Sentiu-se um lixo, um inútil desprezível.

Sentiu raiva. Não demonstrou isso para ninguém. Era uma cólera contida, a pior de todas que existem. A vida inteira guardou para si os males que a vida lhe proporcionava. Desta vez decidiu agir. Foi até a loja de pesca, comprou uma faca e se dirigiu até a sorveteria.

Enquanto o sorvete derretia no chão, os corpos de Juliana e de seu namorado ficavam cada vez mais gelados. Mauro não fugiu e sua vida passou a ser muito mais fria do que era antes de entrar naquela sorveteria.

Eduardo Franciskolwisk

2 comentários:

  1. nossa... só tenho uma coisa pra dizer: me deu vontade de tomar sorvete agora....

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