terça-feira, 27 de julho de 2010

Campanha: Dono de farmácia: só o farmacêutico

Proprietário Farmacêutico3

O blog Saúde da Vítima lançou uma campanha: “Propriedade de farmácia para os farmacêuticos”. Reproduzi um dos selos da campanha aqui no blog (desenho acima) e mais, assinei embaixo.

As farmácias e drogarias só vão pensar na saúde do cliente/paciente quando seus donos forem farmacêuticos.

Atualmente, qualquer “Zé”, analfabeto e sedento por dinheiro pode abri uma farmácia. E ele consegue ganhar dinheiro, muito dinheiro, porque este é o objetivo principal dele. Então, temos farmácias que vendem medicamentos controlados sem receita (e só quem não sabe disso é a fiscalização, a polícia federal...) e também as que praticam a “empurroterapia”, diagnosticando, medicando e vendendo remédios à vontade.

Precisamos mudar isto. O profissional farmacêutico tem que levantar a bunda da cadeira. Tem que se unir. Nada cai do céu, tem que correr atrás. E tentar passar essa campanha adiante para colocar esta sementinha na cabeça dos farmacêuticos já é um começo.

Vamos conversar, nos conhecer, nos organizar, pois sozinhos vamos continuar sendo desvalorizados.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Depois eu crio um selo próprio para ajudar a divulgação da campanha.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Terminal

rodoviaria barretos

Todas as vezes em que eu ia para a cidade de Guaíra-SP de ônibus, percebia que uma mesma senhora ia também. E no mesmo dia, quando eu retornava para Barretos, ela também voltava.

Ela é uma senhora negra, já idosa, aparentemente, pobre e um pouco doente.

No último sábado em que fui para Guaíra de ônibus, tive a oportunidade de conversar um pouco com ela. Foi ela quem puxou assunto. Aliás, é quase sempre assim, são os outros que vêm conversar comigo. E eu retribuo a conversa numa boa.

Era um pouco difícil de entender o que ela dizia, mas vou contar aqui um pouquinho da conversa que tive com esta mulher. Não é a história de vida completa dela, mas é uma parte. É a situação em que ela vive atualmente.

Para matar a minha curiosidade perguntei por que ela ia todos os sábados para Guaíra ao meio-dia e sempre voltava no ônibus das 6 horas. Ela respondeu: “Porque algumas pessoas não me deixam ficar o tempo todo aqui na rodoviária de Barretos.”. Desconfiei que ela dormisse ali no terminal rodoviário, mas quis que ela mesma confirmasse e ela disse “Durmo, sim.”. Ou seja, a mulher pode ficar na rodoviária, mas não as 24 horas do dia. Por isso, todo dia à tarde ela pega o ônibus até Guaíra, fica um pouco na rodoviária de lá e depois volta. Tem coisas que ela pode fazer na rodoviária de Barretos, mas que não pode fazer na de Guaíra e vice-versa. Então, morando nas duas é possível fazer mais coisas...

Depois, perguntei: “Onde você almoça?”. E ela respondeu: “Eu não almoço.”. Achei estranho, mas depois ela completou. “Eu como salgado!”. Na minha opinião idiota, comer salgado já é almoçar e para esta mulher, não. Aliás, na minha opinião imbecil, até comer bolacha recheada é almoçar. O que vocês acham que eu almoçava quando eu estava na faculdade? Porém, quando a pessoa é normal, quer comer comida de verdade. E elas sentem falta disto quando não têm. Então, ela considerava que não almoçava.

Eu quis saber das roupas que ela carregava. O fato de ela ter duas sacolas em uma semana e na outra ter uma só me deixou intrigado. Então, ela me disse que tinha uma só sacola porque tinha jogado a outra fora. O motivo era simples: a roupa estava suja e ela não usa roupa suja. Sujou, jogou no lixo. Ela disse também que as pessoas davam algumas roupas para ela sempre que precisava.

Perguntei um monte de outras coisas: família, filhos, sobre dinheiro, onde ela tomava banho, etc. Mas não me lembro com certeza das respostas que ela me deu. Então, não vou inventar histórias ou falas que ela não me disse. Ela é uma pessoa real e quero que o texto também seja.

Não sei como era a vida dela no passado. Se ela já teve muita coisa e perdeu tudo ou se nunca teve nada. O que pude perceber é não importa a situação em que estejamos, sempre haverá alguém para nos ajudar e alguém para nos prejudicar.

Não é preciso ver um filme do Tom Hanks para saber que existem pessoas que vivem no terminal, dependendo da ajuda dos outros. Basta ir à rodoviária mais próxima e prestar mais atenção. Lá pode ter alguém nesta situação. E a vida real é bem mais dura do que na ficção. Os dias são mais longos, pois as horas demoram mais a passar. Os ônibus vêm e vão, trazendo e levando pessoas. Milhares de pessoas. A maioria delas está preocupada somente com o próprio umbigo.

Um aeroporto ou uma rodoviária representa a liberdade de ir e vir quando quisermos e para onde quisermos. Para esta mulher, não. Embora ela tenha me dito que mora no terminal rodoviário porque quer, sei que isto não é verdade. Ela não tem outra opção. Ela está presa em uma falsa sensação de liberdade.

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Rodovia Assis Chateaubriand

Outro dia, escrevi aqui sobre um acidente na Rodovia Assis Chateaubriand no trecho que liga Barretos à Guaíra. Um homem morreu neste acidente. E eu vi isso com meus próprios olhos.

Depois de ter presenciado este acidente, passei mais algumas vezes neste mesmo trecho durante a noite. E comecei a pensar que se a estrada estivesse em melhores condições, talvez aquele homem não tivesse morrido.

Se a Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) estivesse em melhores condições muitas mortes não teriam acontecido.

O fato é que a estrada é uma merda. De noite, a tinta da faixa que teria que brilhar, já não brilha mais; assim como as “tartarugas” que ficam no meio da pista. E tem partes em que a terra é tanta, que não é possível ver nada da faixa tracejada e o motorista fica completamente perdido. Em alguns trechos nem a faixa branca que fica do lado do acostamento existe. Aliás, o acostamento também não.

Enfim, tem que morrer gente mesmo. E quando não for a vez de um, o outro vai. Deste jeito quem não morrer lá é sortudo.

A estrada é estadual, mas o Serra estava muito preocupado tentando virar presidente... Então, o resto ficou do jeito que estava ou piorou de vez!

Mandei um e-mail para o diretor do DETRAN-SP com a minha reclamação. Vamos ver se alguém responde ou se pelo menos lê a mensagem e tome alguma providencia em relação a melhorias para esta rodovia.

A minha opinião é esta: quer reclamar, reclame! Mas reclame para a pessoa certa, que pode resolver o seu problema. Nunca no ouvido de quem não tem nada com isso.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Chateaubriand: Ô nome chato de escrever. Não bastava a estrada ser uma bosta... o nome tem que ser ruim também. É por isso que eu odeio “inglês”... (modoburriceativado).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Espanha X Holanda

Depois que a Holanda mandou o Brasil de volta para casa, comecei ter a sensação de que a Copa do Mundo de 2010 seria dela. Passei a torcer por ela. Não que eu seja um holandês roxo... Apenas percebi que o time deles era bom e que daria trabalho para a Alemanha conquistar o tetracampeonato.

Passei a ser holandês e antialemão!

Mas, porém, contudo e todavia, não contei com a astúcia do time espanhol. Sim, a Espanha fez com que a Alemanha arrumasse as malas e a despachou da África do Sul.

Por isso, a final desta Copa será entre Espanha e Holanda (Ninguém sabia disso, né?). Ou melhor, desta vez um país que nunca foi campeão do mundo, será.

Isto é ótimo para o Brasil porque, não importa quem ganhe, o novo campeão terá que ganhar a Copa do Mundo de novo mais 4 vezes para chegar aos nossos pés.

Vendo televisão, mudei de lado. Eu era holandês e agora torço pela Espanha. É que vi algumas imagens dos espanhóis torcendo e depois lembrei que “me gusta mucho hablar español”! Então, lembrei que me considero muito mais espanhol de coração do que holandês. Eu quero que a Holanda perca feio para que ela aprenda a nunca mais tirar o Brasil de uma Copa do Mundo.

Embora, agora torça pela Espanha, ainda tenho a impressão de que a Holanda sairá vitoriosa. E para ser sincero, não dou a mínima importância para isso porque se a Espanha perder, não vou sentir a mesma decepção de quando o Brasil perdeu e saiu da Copa. E se a Espanha ganhar, não vou sentir a mesma felicidade de quando a Argentina perdeu e voltou para casa.

Eduardo Franciskolwisk

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