quinta-feira, 23 de junho de 2011

Carta do filme Tempo de Crescer

Tempo de Crescer

“Richard considerava sua solidão algo sagrado. Como uma merecida condecoração. Uma capa usada para afastar a vida. Era a sua proteção. A solidão era quem ele era. Isso fazia com que todos ao seu redor o vissem com um desprezo mal disfarçado.Richard tinha certeza de que ninguém gostava dele. Isto é difícil para um homem. Talvez pelo fato de ele não dar nada, ele não recebesse nada em troca. Em todo o caso, sua situação se tornou intolerável. Seus amigos mais próximos ou eram imaginários ou extintos. E Richard chegou a um ponto de sua vida em que isso já não bastava.

Então... ele conheceu uma garota. E ela era quente. E estava triste. E, talvez, estivesse tão solitária que, de certa forma, ela o lembrava a ele mesmo. Ela havia perdido coisas que uma garota jamais deveria perder. Ela sabia coisas. E ela ensinou a ele. E Richard pensou: “Talvez seja isso o que se sente em uma amizade.”. Talvez. Foi só um vislumbre. Na realidade, eles mal haviam começado. Mas naqueles longos e poucos dias de inverno, ela havia dado muito de si. O bastante para que Richard pudesse prosseguir. E o que ele deu a ela? Só algumas palavras em um papel. Talvez não fosse muito. Mas para Abby, ele esperava que fosse o bastante.”

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pânico

menina-correndo

A sensação é indescritível, mas vou tentar descrevê-la.

Sabe quando estamos com aquela sensação de que algo ruim vai acontecer? Não se sabe o que, como, nem onde. Não sei você, mas às vezes tenho vontade de sair correndo de onde estou porque penso que poderei passar por situações que não são boas.

A verdade é que, mesmo com a enorme vontade de largar tudo e correr pra qualquer lugar, nunca fiz isso. A sensação é horrível, mas sempre a suportei. Eu sempre penso no futuro e isso faz um mal danado para a minha mente já doente por anormalidades que já são corriqueiras para mim.

Meu pior inimigo sou eu mesmo. A minha ansiedade algum dia vai destruir de vez a minha vida. Coisas simples para todos são, para mim, uma tormenta. Até fazer uma ligação é um enorme desafio.

Em alguns momentos penso que fui jogado aos leões por inúmeras vezes e sobrevivi a todas, não sem sequelas, é claro. Outras vezes penso que a vida é igual a um jogo de vídeo game: quando uma fase termina a próxima é sempre mais difícil. O problema é que enquanto jogo a primeira fase, já estou pensando na terceira.

Minha ansiedade já não me deixa ler livros, ver filme ou escrever como antes. Tudo o que escrevo agora fica sem nexo, meio jogado no ar. Tento encontrar as palavras, mas não consigo. Não consigo nem ao menos dizer o que eu realmente gostaria. Então, eu meio que desisti de tudo. Relaxei. Nada me importa mais. As pessoas não me importam mais. Todas elas são egoístas. E fúteis. Agora, inclusive eu. Talvez, eu sempre tenha sido e nunca soube.

Talvez eu devesse correr. Só para ver se o pânico vai embora. Mas é bem provável que não porque meus pensamentos dizem que coisas ruins sempre acontecerão da pior forma possível.

E então, estou certo ou não de estar em pânico?

Eduardo Franciskolwisk

A banda mais bonita da cidade

Sou meio atrasado. Só fui descobrir “A banda mais bonita da cidade” poucos dias atrás. Gostei da música, colou na minha cabeça e a achei bem gostosinha. Gostei tanto que publico o video aqui no blog. Acho que vocês também irão gostar.

Só para constar o trocadilho: “A bunda mais bonita da cidade”.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cidade Moribunda

Nos Estados unidos, uma revista chamada Newsweek escreveu um artigo sobre uma “cidade moribunda”. Os moradores de Grand Rapids, cidade em questão, não gostaram nadinha desta história e fizeram um vídeo provando que moribunda é a mãe.

O nome da música é American Pie, de Don McLean.

Assitam:

 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eu e minha irmã, o carro e minha mão

Esta história aconteceu em um dia 4 de janeiro; o ano, não tenho certeza. Não me lembro da placa do carro, muito menos do seu ano de fabricação, mas era um Corsa, um Corsa azul. Quase preto.

Nessa época, minha irmã estudava em Rio Preto e, às vezes, ela ia de carro para lá. Todavia, esta incrível história ocorreu nas férias! Naquele dia, fomos ao shopping e ela comprou alguns livros. Quando já eram 4 horas da tarde, saímos rumo a nossa casa, saímos rumo a Barretos. Mal sabíamos nós o que estava por vir!

Estávamos agora, na rodovia, praticamente, no meio do caminho. A calma reinava no interior do automóvel quando este, de repente, perdeu a estabilidade. Imediatamente, o susto colocou estas palavras na boca de minha irmã:

– Aí... O pneu furou! – e rapidamente pôs o carro no acostamento.

Com o susto passado e a glória pessoal elevada, ela voltou a dizer algumas palavras, consagrando-se desta vez:

– Tá vendo? Tá vendo como a sua irmãzinha é boa na direção? Se eu não fosse tão ágil e esperta, nesse exato momento, estaríamos mortos!

Eu fiquei quieto, não disse nada, mas pensei “Quem vai trocar o pneu?”

– Eduardo, você sabe trocar pneu? – perguntou-me ela.

– Eu? – respondi – Eu não sei não, mas vamos tentar! Eu já vi fazerem, não deve ser tão difícil. Para dizer a verdade, eu já tentei. O único problema é que o carro sempre cai quando eu o levanto com o macaco.

– Então, pega lá atrás.

Peguei tudo o que era necessário para trocar o pneu e começamos. Como eu já havia alertado, o problema era manter o carro em cima do macaco, sem que caísse, para podermos fazer a troca. Nem eu, nem ela. O carro sempre despencava de lá e voltávamos a estaca zero. Com a paciência esgotada, eu tive a maravilhosa idéia:

– Paula, vamos fazer assim: eu ergo o carro até uma certa altura, a hora que chegar na parte que o carro está escapando, eu seguro o macaco paro o carro não cair, e você continua girando esse troço aí. O que você acha?

– Boa idéia, vai! – disse ela.

E assim foi feito. Mas deu tudo errado. Foi pior do que imaginávamos. Enquanto realizávamos o meu “maravilhoso” plano, o carro, mesmo comigo segurando, caiu. Mas desta vez, ele não caiu, digamos assim, por completo! Ele caiu em cima da minha mão. Que, por sua vez, ficou em cima do macaco. Que, por sua vez , lógico, estava em cima do chão. Resumindo: macaco, minha linda mão, carro! Explicando: Minha mão ficou presa entre o macaco, que estava debaixo, e pelo carro, que estava por cima!

– Paula... – ela ainda não tinha percebido e por isso eu disse – minha mão está presa.

Ela olhou pra mim e fez cara de choro e logo avisei que não chorasse porque senão eu ficaria mais nervoso ainda. Ela mudou a expressão imediatamente, ficou normal, até pensei que ela queria chorar por dever, mas esqueçamos isso. Pedi para que ela me ajudasse a levantar o carro com as mãos e ela ajudou. Mas o carro não saiu do lugar. Eu fiz tanta força para tirar minha mão daquele sanduíche que ela acabou saindo não sei como! O que eu sei é que: saiu muito sangue, ninguém parou pra ajudar (mas sim, para pedir informações e como estávamos nervosos nem sabemos o que dissemos à mulher, mas achamos que ela esteja perdida até hoje!) e que demorou muito para chegar em casa naquele dia. Atualmente, não ofereço “uma mão” para ninguém, em nenhuma hipótese. Só eu sei a falta que uma mão poderia fazer. Tenho marcas pequenas desse acidente na mão esquerda que sempre me lembram disso. Dessa comédia!

Eduardo Franciskolwisk

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