segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O toque do suicídio

Duplo_suicidio

A ideia de suicídio sempre me atraiu, sempre esteve comigo. Então, este assunto não é um tabu para mim. Aliás, nem sei se é um tabu para as outras pessoas, mas imagino que seja.

Sempre achei (e ainda acho) que se a vida não está boa para alguém, ela tem o direito de chutar o pau da barraca e ir embora mais cedo. Simples assim. Mas penso também que a ideia do suicídio é simplesmente triste.

Todos que pensam em suicídio não querem se matar, querem resolver seus problemas de uma forma que futuramente não haja mais problemas para se resolver. Digamos que pessoas com ideias suicidas são preguiçosas e não vêem sentido em viver a vida resolvendo problemas um atrás do outro e no final de tudo morrer. Eu sou assim.

Apesar de ser a favor, o suicídio nunca chegou tão próximo de mim quanto no mês passado: meu pai se matou tomando “chumbinho”, um veneno para ratos. O suicídio me tocou e eu não gostei do que senti.

Se a cabeça de alguém já é muito bagunçada, um fato destes consegue bagunçá-la ainda mais. Tudo fica confuso. Você chega a pensar que não está vivendo a realidade. Você pensa muitas coisas, para logo em seguida “despensá-las”.

O único problema de se matar é que você morre. E morrer é para sempre. Sendo assim, você perde todo o futuro (bom e ruim) que teria.

Quem se mata não corre mais o risco de sofrer, não tem dor, não chora, não fica triste. Porém, não vai mais rir, se divertir, ver as pessoas (filhos, netos, sobrinhos) crescerem e evoluírem.

Quando alguém se mata, acabam as possibilidades. Enquanto há vida, há solução.

Eu ainda vou pensar muito em tirar a minha própria vida. Talvez você também pense bastante nisso. Caso sim, vou dar um conselho: quando você tiver vontade de se matar, sente e espere passar. Deixe para pensar nisso amanhã. Se você fizer isso estará pedindo uma segunda opinião para você mesmo.

Eduardo Franciskolwisk

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