domingo, 4 de novembro de 2012

Indescansável

Sleepy Businessman --- Image by © Roy McMahon/Corbis

Há dias em que chego em casa e é impossível descansar. Aqui é, portanto, um lugar indescansável. No dicionário esta palavra não existe, mas na minha vida sim.

Sou uma pessoa que dificilmente se mantém no nível “relax” exigido para dormir ou descansar. Depois da 10 horas da noite, quando as pessoas normais se recolhem, é quando a minha mente se sente segura para fazer o que bem entende.

Esta postagem não é uma reclamação, é só um alerta de que eu não sou de ferro e que uma hora as coisas vão sair do meu controle. Sábado retrasado, eu estava tão cansando que bati levemente a moto em um carro que estava a minha frente. Não aconteceu nada de mais, foi só uma “encostada”. Naquele momento minha cabeça estava tão exausta que meu reflexo ficou diminuído, então, apesar de brecar a moto, não fiz o suficiente pra freá-la por completo.

Não sei se estou ficando velho e chato, mas é ruim ter alguém atrapalhando o sossego do almoço, do jantar e da hora de dormir. Enfim, fico ligado mais tempo do que é minha obrigação. Algumas obrigações que são dos outros acabam sobrando pra mim e eu, por ser muito sentimental e idiota, acabo assumindo. É o tipo de obrigação que eu já defini que não quero para minha vida.

indescansavel 01

O duro é ver os proprietários das obrigações, tratando-as como opção, ou pior, como objetos. É aí que nascem os problemas psicológicos e as revoltas.

Quem sou eu para julgar? Ninguém. Porém, sou alguém o suficiente para dizer que os dias na minha casa são indescansáveis.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 28 de outubro de 2012

Dormir pouco

Dormir Pouco

Esta semana percebi algo que tem bastante valor: eu fico irritado quando não durmo o suficiente.

O principal motivo para que eu durma pouco sou eu mesmo. Prefiro ficar no computador a ir dormir mais cedo. Às vezes, me sinto um retardado na frente do PC, sem fazer nada (maldito facebook), enquanto as outras pessoas estão vivendo suas vidas normais. Outro motivo que me faz dormir tarde é a TV. Existem alguns seriados que gosto de assistir e só dá tempo de ver de madrugada.

Na verdade, acho que sempre tive um certo grau de insônia e juntando isto ao fato de gostar da calada da noite mais a obrigação de acordar cedo, não podia resultar em outra coisa além do fato de não dormir horas suficientes para descansar de verdade.

Se durmo pouco uma vez só na semana, isso não me afeta muito. Porém, quando chega na quinta ou sexta, já vou ficando estressado. Principalmente quando os folgados e mentirosos tentam subir em cima de mim.

Tem também o fato de estar trabalhando 11 horas por dia. Isto cansa.

Há outras coisas atrapalham meu sono, mas prefiro não dizer para que isto não seja usado contra mim nos tribunais familiares em um futuro não muito distante.

Resumindo: se eu durmo pouco e não consigo descansar direito, um monte de gente vai ser dar mal porque a minha paciência diminui muito.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 21 de outubro de 2012

Blog ultrapassa 100.000 visualizações

visualizacoes

Este blog que você está lendo ultrapassou no dia 20/10/2012 a marca de 100.000 (Cem mil) visualizações de páginas.

Quem diria, não?

Tudo bem que em termos globais, este número é irrisório, mas eu não estou nem aí e resolvi comemorar!

Yupi!!!

E aproveitar para agradecer as pessoas que ajudaram a atingir esta marca, principalmente àqueles que leem de verdade este blog, sempre voltam e comentam!

Preciso também agradecer a mim mesmo, já que destas 100.000 visualizações de páginas, no mínimo 1.000 foram minhas. Tudo isso para conferir se tudo estava da melhor forma possível para que meu leitor gostasse do blog e voltasse. Fracassei na maioria das vezes, mas alguns gostam e sempre aparecem por aqui.

O blog começou em junho de 2007, já tem mais de 5 anos. Sei, portanto, que cem mil visualizações nesse tempo todo não é lá grande coisa. Mas se apenas um dos meus textos ficar na mente de apenas um ser humano, isso para mim já basta e eu me sentirei realizado.

Vamos rumo aos 200.000 juntos?

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Orquestra Sinfônica de Barretos

Orquestra Sinfonica de Barretos - Foto tirada do Facebook do Cine Bar

Hoje, fui a mais uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Barretos. Foi muito bom. Simplesmente sensacional! Teve momentos em que me deu vontade de sair pulando da cadeira.

Vou ser sincero para vocês e dizer que não curto muito música clássica. Não sou daqueles que ouvem Beethoven, Bach ou Tchaikovsky. Para mim, Beethoven sempre foi o cachorro; de Bach só conheço o floral de Bach (remédio de farmácia de manipulação) e sempre gostei da forma como se fala Tchaikovsky, por achar engraçado e ao mesmo tempo marcante (Franciskolwisk foi inspirado neste tipo de nome). Enfim, sou um analfabeto musical.

Mas eu, desde criança, assisti a desenhos animados. E lá eles colocam muitas músicas clássicas de forma “subliminar”, ou seja, ao mesmo tempo que você vê o Jerry fugindo do Tom, você escuta música clássica, nem que seja um pedacinho.

Sabe quando você ouve uma música e passa a conversar consigo mesmo coisas do tipo “Eu já ouvi esta música em algum lugar. Onde foi?”. E quando se lembra de onde a ouviu fica todo empolgado, feliz. Isso aconteceu comigo há horas atrás.

Hoje ouvi uma música do Pica-Pau. Era um episódio em que eles (Pé-de-Pano e Pica-Pau) fingiam estar galopando a cavalo para enganar o bandido, alguma coisa assim. A música do galope foi uma da músicas clássicas que a Orquestra Sinfônica de Barretos tocou hoje.

Depois tocaram temas do filme “O Rei Leão”, incluindo o inesquecível “Hakuna Matata” e outra que a letra é assim “Hoje a noite aqui na selva, quem dorme é o leão...”, lembraram?

Logo em seguida tocaram “Viva la vida” do Coldplay. Foi muito bom!

É ótimo ouvirmos músicas conhecidas, sendo tocadas ao vivo bem a nossa frente, sem nenhuma voz cantando. É uma emoção diferente. O cantor é a nossa mente. E ficamos felizes mesmo se não sabemos cantar. É inexplicável de tão gostoso.

Então, penso que a Orquestra Sinfônica de Barretos junto com a equipe do Cine Barretos estão fazendo um trabalho fantástico ao misturar música clássica com música popular, pois é assim que o público está sendo atraído. Desta forma, muitas outras pessoas vão dizer para si mesmas “Eu acho que já ouvi esta música em algum lugar” e assim, poderão conhecer a música completa daquele desenho animado que ninguém se cansa de ver.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Notei que o público do Cine Barretos está crescendo cada vez mais. Daqui uns meses, acho que fico do lado de fora se eu continuar com o costume de não pegar ingresso para as apresentações.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dia Ruim

Dias como hoje me fazem não querer mais viver.

É inexplicável acordar bem e alguém tirar isso de você.

Hoje, gostaria de sumir no mundo. De morar na roça! Hoje, eu gostaria de morrer!

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 9 de setembro de 2012

Morar Sozinho

morar-sozinho

Uma das coisas que mais desejamos no mundo quando somos adolescentes é: morar sozinho.

A ideia de conseguir finalmente se livrar dos irmãos pentelhos e de não dever satisfações aos pais, é no mínimo, empolgante. Dormir a hora que quisermos, ouvir música no volume que bem entendermos e ter um banheiro exclusivo, só nosso! Quem nunca quis isso?

Este é o sonho de muitos adolescentes. E era o meu também quando era mais jovem, mas eu cresci. Com o passar do tempo, esta coisa de morar sozinho perde um pouco da graça e deixa de ser tão interessante. A magia se desfaz e nós descobrimos que na verdade ela nunca existiu.

Podemos começar pelos custos: morar sozinho não é nada barato. Tem que pagar IPTU, energia elétrica, água, manutenção do imóvel, internet e o “diabo a quatro”. Para quem tem dinheiro sobrando, viver numa casa sozinho, deve ser uma boa aventura temporária. Já para quem não tem grana, é melhor ficar no ninho porque é mais seguro.

O outro ponto é o emocional. Morar sozinho será bom para você? Morar sozinho vai te libertar ou te aprisionar ainda mais em si mesmo? Não sei o que aconteceria com vocês, mas acho que se eu fosse morar sozinho ninguém mais me veria. Imagino que isso não seria bom para alguém que tenha aversão a pessoas. Minha casa seria o castelo de onde nunca sairia, eu seria o rei e fim. Não haveria outros personagens nesta história.

Para morar sozinho é preciso pôr os pés nos chão e saber que se você quiser solidão, você irá achá-la.

Uma vez, quando minha avó morava sozinha e eu estava na faculdade, ela me ligou perguntando:

— Você está aí sozinho?

— Tô! – respondi.

— O que você está fazendo? – ela quis saber?

— Nada!

Então, ela teve uma boa ideia:

— Você está sozinho daí e eu sozinha de cá. Então, por que você não vem aqui para a gente ficar sozinhos juntos?

E eu fui.

Cheguei à conclusão de que mesmo tendo vontade de arrumar as malas e se mandar para o mundo. Ou se mandar para o mundo sem malas mesmo. Mesmo de saco cheio das mesmas manias, “encheções” e mesmices das pessoas que moram com você, o melhor mesmo é aguentar. Isso porque se você não se der o trabalho de aguentar outras pessoas, ninguém se dará o trabalho de aguentar você.

Porém, não posso negar. Vira e mexe, dá uma vontade enorme de ser o rei do meu próprio castelo, ainda que solitário.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 19 de agosto de 2012

Cola para Votar em 2012

 

cola para votar em 2012

Copie a imagem e imprima. Depois, anote o números dos seus candidatos e vá votar!

Eduardo Franciskolwisk

Reabertura do Cine Barretos

reabertura do Cine Barretos

O Cine Barretos foi reaberto no dia 16 de dezembro de 2011 com a exibição do filme “Amar foi minha ruína”. Este foi o filme que passou quando o cinema foi inaugurado em 1946. Não estive presente em nenhuma das duas ocasiões.

Escrevo este post como continuação de um outro que lembrava um pouco do Cine Barretos de quando eu era criança. Não me perguntem “por que fazer uma postagem sobre algo que aconteceu quase há 1 ano?”, mas a resposta é: acho que esta postagem será melhor do que todos as outras páginas que você achará na internet.

Pois bem, sei lá o por quê, o Cine Barretos foi rebatizado de Centro Cultural Osório Falleiros da Rocha. Muito menos sei quem seja esta pessoa. O que sei é que rebatizado ou não, será sempre chamado de Cine Barretos.

O local está muito bem arrumado. Poltronas confortáveis, um palco para teatro de bom tamanho, pessoal educado, iluminação e banheiros bons. Mas o melhor de tudo é que a maior parte da programação é de graça. Não paga nada para entrar.

Tem de tudo: teatro, orquestras, filmes e shows.

E ainda o melhor é que meus afilhados foram assistir: “Tainá, uma aventura na Amazônia” e “Tainá 2, a aventura continua” e acharam que “foram filmes magníficos”. Havia muitos animais na tela e o Mateus gostou bastante da onça filhote.

Então, espero que o Cine Barretos continue trazendo muitas atrações para que todos possam apreciá-las gratuitamente.

Eduardo Franciskolwisk e Mateus, o ajudante oficial

sábado, 16 de junho de 2012

Cansaço Mental

“Não há mal que dure cem anos, nem corpo que o agüente.”

Sale el sol – Shakira

Todos têm um limite, seja mental ou físico. Pois bem, acho que estou chegando no meu extremo mental. Não agüento mais tanta pressão na minha cabeça. Sei lá, mas esta semana parece que eu fiquei ligado 24 horas por dia a começar pela segunda-feira. Muita gente buzinando, reclamando, desabafando ou brigando. Muita correria para mim e para outros só sombra e água fresca.

Sempre tento fazer tudo perfeito. E tanta coisa negativa na minha cabeça só faz com que eu ache que não estou fazendo as coisas certas. E o meu chão se perde quando penso que se não estou agradando dando o máximo de mim, então não há solução, porque fazer melhor do que o meu melhor eu não consigo. E é justamente nesse exato momento que eu chuto o pau da barraca e tento fugir dali. “Se um problema não tem solução, solucionado está.”

Nesta semana eu quase surtei. Aliás ainda estou para surtar. Estou no meu limite e posso explodir a qualquer hora. Eu por mim mesmo tento ficar relaxado, mas as pessoas não me dão tempo. Olham para mim como se eu fosse a solução para todos os seus problemas.

A vida inteira fui pressionado, na escola, em casa, etc. De uma certa forma, sou acostumado com correria. Mas ninguém ajuda! Entro em pânico quando tudo está bem porque penso:“Se tudo está bem é porque tem alguma coisa errada.”.

As pessoas complicam em vez de simplificar. E esperam que eu concorde com as complicações. Como sou meio idiota, tento concordar. Mas, na verdade, eu discordo porque não as entendo, então, finjo que entendo. A minha cabeça fica confusa.

Minha cabeça está cansada. Não agüento mais besteirinhas e enjoeiras dos outros. Não agüento mais tanta informação nova na minha cabeça, nem ter de saber o que não sei. Sinto que minha mente vai parar de funcionar a qualquer momento. Ela vai fundir.

Não há mal que dure cem anos, nem corpo que o agüente. Por isso, sinto que o meu corpo vai ceder.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 10 de junho de 2012

Frase do filme “Sr. Ninguém”

 

"No xadrez, chama-se enrascada: quando a única jogada certa é não se mexer."

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Deus existe?

deus existe

Uma questão que me intriga é a existência ou não de Deus.

Por muito tempo acreditei que Ele existia, pois me disseram isso quando eu era criança.

Depois, no final da adolescência, eu comecei a desconfiar: como um Deus tão bom pode deixar a gente sofrer tanto? E então, passei a acreditar que ele não existia, porém, para evitar falatório das pessoas ao meu redor, eu não contava isso para quase ninguém. E, principalmente, evitava dizer para os mais religiosos da família.

Um certo dia, ouvi um tio meu dizer que “Deus existe, mas é Ele lá no céu e nós aqui na Terra.”, ou seja, ele existe, porém, não faz a menor diferença.

Em 2011 e 2012, entrei numa crise de depressão, pânico, ansiedade e um pouco de fobia social. Eu não conseguia dormir direito. Sempre acordava umas 4 ou 5 da manhã pensando em coisas do trabalho, pensando em como resolver problemas que ainda não existiam. Era muito cansativo, desgastante. Então, a psicóloga me disse que era bom ter uma religião. Baseado nisso, todos os dias quando eu despertava para o pesadelo, eu começava a rezar o Pai Nosso ou a Ave Maria. Durante o dia, quando estava acordado e em crise de pânico ou ansiedade, eu fazia o mesmo: rezava. E isto me ajudou bastante, pois me reconfortava.

Então, eu estava pensando que Deus existe, sim! Deus existe assim como existem o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa. As crianças acreditam em Papai Noel e no Coelho da Páscoa porque é bom, é gostoso e faz bem acreditarmos em algo mágico e esperançoso. Os adultos acreditam em Deus pelos mesmos motivos, mas principalmente porque dá um alívio na alma.

Certa vez, uma amiga me mandou um cartão de Natal com a seguinte frase: “Deuses são como os sonhos, se você deixa de acreditar, eles deixam de existir.”.

Portanto, se você acreditar, tudo existirá.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 27 de maio de 2012

Um salto para a eternidade – Parte 2

Três semanas depois dessa conclusão, Vítor estava em uma de suas indústrias, que estão espalhadas por todo o país. Parecia ser um dia normal. Débora tinha entrado na indústria sem ser vista com o motorista de Vítor e ficou na sala com Vítor durante muitas horas.

– O que você acha da idéia de nós irmos viajar juntos para fora do país? – perguntou Vítor

– Adorei a idéia, já faz tanto tempo que nós não ficamos sozinhos em um lugar onde não precisamos nos preocupar em sermos vistos juntos. Um lugar onde ninguém nos conheça. Quando vamos?

– Amanhã de noite. Está bem para você?

– Claro, para onde vamos?

– Vamos para um lugar lindo, mas não posso contar senão estraga a surpresa. Vou pedir para o Douglas te pegar na sua casa às cinco da tarde porque o avião sai às sete.

Eu acho bom explicar que Douglas era o motorista de Vítor e era o único que sabia do romance em segredo.

Os dois se despediram com um beijo e Débora foi pra casa para se preparar para a viagem. Pouco tempo depois, Vítor saiu da fábrica.

Quando chegou em casa, após matar a saudade de um dia inteiro separados, Vítor disse sobre a viagem para Giovana:

– Amanhã vou para a Inglaterra, hoje me telefonaram e pediram que eu fosse imediatamente até lá. Estão acontecendo alguns problemas e sou eu quem tem de resolvê-los pessoalmente.

– Mas e a festa que meus pais darão amanhã a noite? Eles ficarão indignados com a sua ausência. O que eu vou dizer a eles?

– Desculpe querida... mas são negócios importantes e não podem esperar. Eu telefono para os seus pais me desculpando e explicando o motivo da minha ausência. Apesar de ficarem aborrecidos, eles entenderão. Negócios são negócios.

– Quando você vai e quando você volta? – ela perguntou

– Eu vou amanha às cinco e volto dentro de uma semana. Mas porque esse interrogatório todo?

– Posso ir com você?

– Não!! – Vítor disse se assustando com a pergunta – Não que eu não queira que você vá, mas vai ser uma viagem de negócios e, além disso, só vão homens. E você sabe que eu tenho ciúmes – ele tentou se explicar.

– Tudo bem, então eu fico, eu acredito em você.

 

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Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um salto para a eternidade – Parte 1

Vítor era um homem rico, daqueles que faziam rascunhos em notas de cem reais.

– Dinheiro é o que não lhe falta – dizia a maioria das pessoas ao passarem em frente da sua casa.

Outras pessoas tinham até ilusões ao ver a casa.

– Olha lá! Está saindo dinheiro da janela.

– Qual das janelas? Existem tantas...

– Aquela ali, no terceiro andar.

– Nossa!! É mesmo, e são todas notas de cinqüenta.

Realmente eram todas notas de cinqüenta, mas como eu já lhes disse, não passavam de ilusões. Houve um dia que Vítor, ao chegar em sua casa na sua linda limusine, leu uma faixa pregada no muro que dizia “Eu também queria ser feliz”. E o homem rico começou a pensar se era ou não era feliz.

Ele pensou na sua mãe, em seus filhos, em sua mulher que ele amava, em outras mulheres que ele já tinha amado e que ainda amava. Mas em nenhum momento ele pensou nas suas indústrias, ou outros bens materiais.

Vítor tinha uma amante chamada Débora. Sua mulher não sabia e nem poderia saber deste caso, era uma coisa extremamente secreta e muito bem escondida. Se a imprensa soubesse, Vítor poderia dizer adeus ao seu casamento com Giovana. E não era isso o que ele queria.

A cabeça de Vítor estava muito confusa, ele não sabia qual das duas era a sua preferida. Ele amava as duas o mesmo tanto e por isso não terminava seu casamento com Giovana.

Este relacionamento “duplo” já estava sendo feito havia dois anos.

Vítor chegou a conclusão de que era feliz.

 

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Eduardo Franciskolwisk

domingo, 18 de março de 2012

Desabafo

Eu estou doente. Mentalmente doente. Hoje, lendo um pouco em um site sobre Transtorno do Pânico vi este sintoma:

“Despersonalização refere-se à sensação de estranhamento de si mesmo (sentimento de perda ou transformação do eu) e desrealização ao estranhamento do ambiente (perda da relação de familiaridade com o mundo).”

Às vezes, tenho a sensação de que eu não sou mais eu. Tenho a sensação de me ver por fora, como se eu fosse o telespectador sendo que eu deveria ser o fora.

Este final de semana está sendo difícil. Não aconteceu nada de ruim, mas estou mal. Às vezes acho que não vou agüentar por muito tempo.

Diversões parecem não existir no meu mundo. E se existem, não sei como brincar, como fazer as coisas serem divertidas. Tudo é problema, tudo é obrigação. Se não são as minhas obrigações, são as obrigações dos outros que caem sobre mim. Tento isentar todos da culpa, jogando-a sobre mim. E eu vou dizer uma coisa, depois de quase 29 anos fazendo isto, eu já não agüento mais. Cansei. A vida é chata em 75% do meu tempo.

Faz tempo que eu queria dizer isto, mas as possíveis críticas que receberia não me deixavam. Hoje, eu digo o que muitas vezes já pensei: eu preferiria ter um câncer a ter o que eu tenho.

Quando você tem câncer, imagino que as pessoas entendam (ou tentem entender) e te dêem uma trégua. Quando você tem uma doença mental, ninguém vê, ninguém sabe, ninguém entende o que é. E a trégua não existe. Você é obrigado a estar a 1.000 por hora e pronto. Sinto que vou explodir.

A vida não tem graça. Nunca teve. Não vejo sentido em viver. Se eu pudesse, nasceria em uma outra época ou em um país bem distante. Talvez, se eu simplesmente nascesse de novo, bastaria para ter outro cérebro e outros pensamentos.

E quem se importa? Ninguém. Hoje, para ser sincero, nem mesmo eu.

Solidão!

Eduardo Franciskolwisk

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bússola

bussola

“Sou um cachorro perseguindo carros. Eu não saberia o que fazer se alcançasse um.” Coringa

Embora eu esteja meio enferrujado, vou tentar escrever algumas linhas. Sobre o quê? Não sei, vamos ver aonde isto me leva. Com certeza será importante para mim.

Estive vendo no meu blog que não escrevo nada faz um bom tempo. Eu estava sem tempo. E se o tempo é algo “que a gente faz”, preferi dedicar o tempo feito (“criado”) para outras coisas. Mas a verdade é que não tenho tido tempo mesmo.

Desde setembro venho matando 2 ou 3 leões por dia. A minha mente está ficando cansada e mais confusa do que já era. Para mim, não é fácil viver em 4 mundos diferentes, cada um com seus problemas e pessoas-problemas. Uma hora a minha cabeça vai falhar, pifar, pedir arrego.

Pois bem, mais uma vez na vida cheguei ao fundo do poço. Desta vez foi como poucas outras vezes, parecia que tinha algo me impedindo de voltar a superfície. E tinha mesmo. Quando percebi, era mim mesmo me segurando em alguma bigorna afundada.

Sou uma pessoa insegura, estou seguro disto! (:P) Sou inseguro porque há muitos caminhos a seguir e eu quero caminhar por todos eles. Eu sempre soube que tinha medo da vida e das pessoas. Recentemente descobri que tenho medo de outra coisa: da escolha. Tendo que escolher eu escolho tudo e todos, porém, isto não é escolha nenhuma. Portanto, sempre acabo escolhido.

Sabe? Eu estava aqui pensando em como queria sair pelo mundo sem avisar nada para ninguém. E conhecer pessoas de outros países, de outras culturas, mais velhas ou mais novas. Pessoas mais inocentes ou mais canalhas do que eu, mais ricas ou mais pobres. Queria me aproveitar delas e deixar que elas se aproveitassem de mim. E depois de tudo isso, deixá-los para trás sem o menor remorso, pois sei que elas ficariam bem.

Enfim, eu queria muito ser diferente em algumas coisas. Isto é possível, depende de mim. Sei que ainda estou perdido, mas agora comprei uma bússola.

Eduardo Franciskolwisk

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