segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bússola

bussola

“Sou um cachorro perseguindo carros. Eu não saberia o que fazer se alcançasse um.” Coringa

Embora eu esteja meio enferrujado, vou tentar escrever algumas linhas. Sobre o quê? Não sei, vamos ver aonde isto me leva. Com certeza será importante para mim.

Estive vendo no meu blog que não escrevo nada faz um bom tempo. Eu estava sem tempo. E se o tempo é algo “que a gente faz”, preferi dedicar o tempo feito (“criado”) para outras coisas. Mas a verdade é que não tenho tido tempo mesmo.

Desde setembro venho matando 2 ou 3 leões por dia. A minha mente está ficando cansada e mais confusa do que já era. Para mim, não é fácil viver em 4 mundos diferentes, cada um com seus problemas e pessoas-problemas. Uma hora a minha cabeça vai falhar, pifar, pedir arrego.

Pois bem, mais uma vez na vida cheguei ao fundo do poço. Desta vez foi como poucas outras vezes, parecia que tinha algo me impedindo de voltar a superfície. E tinha mesmo. Quando percebi, era mim mesmo me segurando em alguma bigorna afundada.

Sou uma pessoa insegura, estou seguro disto! (:P) Sou inseguro porque há muitos caminhos a seguir e eu quero caminhar por todos eles. Eu sempre soube que tinha medo da vida e das pessoas. Recentemente descobri que tenho medo de outra coisa: da escolha. Tendo que escolher eu escolho tudo e todos, porém, isto não é escolha nenhuma. Portanto, sempre acabo escolhido.

Sabe? Eu estava aqui pensando em como queria sair pelo mundo sem avisar nada para ninguém. E conhecer pessoas de outros países, de outras culturas, mais velhas ou mais novas. Pessoas mais inocentes ou mais canalhas do que eu, mais ricas ou mais pobres. Queria me aproveitar delas e deixar que elas se aproveitassem de mim. E depois de tudo isso, deixá-los para trás sem o menor remorso, pois sei que elas ficariam bem.

Enfim, eu queria muito ser diferente em algumas coisas. Isto é possível, depende de mim. Sei que ainda estou perdido, mas agora comprei uma bússola.

Eduardo Franciskolwisk

3 comentários:

  1. Todos nós nos sentimos assim em algum momento da vida. Essa sensação de falta de rumo, ou de finalidade, ou de sentido. Difícil saber o que falta, mas sabemos que falta.

    Beijocas

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  2. Olha, a parte de viajar por outros países conhecendo pessoas novas é uma experiência incrível. No entanto, quando voltamos, percebemos que são pessoas iguaizinhas a nós, muda somente a língua e a geografia.

    Vc tem consciência do que se passa ao redor, daí a sensação de angústia. Considere-se, ironicamente, um privilegiado, pois a maioria vaga por ai entre consumismo desenfreado e religiões loucas, justamente para não pensar.

    Agradeço a visita ao meu blog e aproveito para dizer que gostei muito do seu tb, virei mais vezes!

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  3. Desculpa a demora pra responder, é que só agora eu consegui ver os cometários.

    Adiciono você no facebook sim, e tem foto minha lá. ;)

    Ia pedir pra você me desbloquear no MSN, porque eu sei que voce me bloqueou e excluiu, mas a gente se fala pelo facebook mesmo.

    Tem twitter ainda?

    E quanto a postagem eu fico meio sem o que dizer. Seus posts estão cada vez mais profundos... :S

    Tenha uma boa semana.

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