sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Orquestra Sinfônica de Barretos

Orquestra Sinfonica de Barretos - Foto tirada do Facebook do Cine Bar

Hoje, fui a mais uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Barretos. Foi muito bom. Simplesmente sensacional! Teve momentos em que me deu vontade de sair pulando da cadeira.

Vou ser sincero para vocês e dizer que não curto muito música clássica. Não sou daqueles que ouvem Beethoven, Bach ou Tchaikovsky. Para mim, Beethoven sempre foi o cachorro; de Bach só conheço o floral de Bach (remédio de farmácia de manipulação) e sempre gostei da forma como se fala Tchaikovsky, por achar engraçado e ao mesmo tempo marcante (Franciskolwisk foi inspirado neste tipo de nome). Enfim, sou um analfabeto musical.

Mas eu, desde criança, assisti a desenhos animados. E lá eles colocam muitas músicas clássicas de forma “subliminar”, ou seja, ao mesmo tempo que você vê o Jerry fugindo do Tom, você escuta música clássica, nem que seja um pedacinho.

Sabe quando você ouve uma música e passa a conversar consigo mesmo coisas do tipo “Eu já ouvi esta música em algum lugar. Onde foi?”. E quando se lembra de onde a ouviu fica todo empolgado, feliz. Isso aconteceu comigo há horas atrás.

Hoje ouvi uma música do Pica-Pau. Era um episódio em que eles (Pé-de-Pano e Pica-Pau) fingiam estar galopando a cavalo para enganar o bandido, alguma coisa assim. A música do galope foi uma da músicas clássicas que a Orquestra Sinfônica de Barretos tocou hoje.

Depois tocaram temas do filme “O Rei Leão”, incluindo o inesquecível “Hakuna Matata” e outra que a letra é assim “Hoje a noite aqui na selva, quem dorme é o leão...”, lembraram?

Logo em seguida tocaram “Viva la vida” do Coldplay. Foi muito bom!

É ótimo ouvirmos músicas conhecidas, sendo tocadas ao vivo bem a nossa frente, sem nenhuma voz cantando. É uma emoção diferente. O cantor é a nossa mente. E ficamos felizes mesmo se não sabemos cantar. É inexplicável de tão gostoso.

Então, penso que a Orquestra Sinfônica de Barretos junto com a equipe do Cine Barretos estão fazendo um trabalho fantástico ao misturar música clássica com música popular, pois é assim que o público está sendo atraído. Desta forma, muitas outras pessoas vão dizer para si mesmas “Eu acho que já ouvi esta música em algum lugar” e assim, poderão conhecer a música completa daquele desenho animado que ninguém se cansa de ver.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Notei que o público do Cine Barretos está crescendo cada vez mais. Daqui uns meses, acho que fico do lado de fora se eu continuar com o costume de não pegar ingresso para as apresentações.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dia Ruim

Dias como hoje me fazem não querer mais viver.

É inexplicável acordar bem e alguém tirar isso de você.

Hoje, gostaria de sumir no mundo. De morar na roça! Hoje, eu gostaria de morrer!

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 9 de setembro de 2012

Morar Sozinho

morar-sozinho

Uma das coisas que mais desejamos no mundo quando somos adolescentes é: morar sozinho.

A ideia de conseguir finalmente se livrar dos irmãos pentelhos e de não dever satisfações aos pais, é no mínimo, empolgante. Dormir a hora que quisermos, ouvir música no volume que bem entendermos e ter um banheiro exclusivo, só nosso! Quem nunca quis isso?

Este é o sonho de muitos adolescentes. E era o meu também quando era mais jovem, mas eu cresci. Com o passar do tempo, esta coisa de morar sozinho perde um pouco da graça e deixa de ser tão interessante. A magia se desfaz e nós descobrimos que na verdade ela nunca existiu.

Podemos começar pelos custos: morar sozinho não é nada barato. Tem que pagar IPTU, energia elétrica, água, manutenção do imóvel, internet e o “diabo a quatro”. Para quem tem dinheiro sobrando, viver numa casa sozinho, deve ser uma boa aventura temporária. Já para quem não tem grana, é melhor ficar no ninho porque é mais seguro.

O outro ponto é o emocional. Morar sozinho será bom para você? Morar sozinho vai te libertar ou te aprisionar ainda mais em si mesmo? Não sei o que aconteceria com vocês, mas acho que se eu fosse morar sozinho ninguém mais me veria. Imagino que isso não seria bom para alguém que tenha aversão a pessoas. Minha casa seria o castelo de onde nunca sairia, eu seria o rei e fim. Não haveria outros personagens nesta história.

Para morar sozinho é preciso pôr os pés nos chão e saber que se você quiser solidão, você irá achá-la.

Uma vez, quando minha avó morava sozinha e eu estava na faculdade, ela me ligou perguntando:

— Você está aí sozinho?

— Tô! – respondi.

— O que você está fazendo? – ela quis saber?

— Nada!

Então, ela teve uma boa ideia:

— Você está sozinho daí e eu sozinha de cá. Então, por que você não vem aqui para a gente ficar sozinhos juntos?

E eu fui.

Cheguei à conclusão de que mesmo tendo vontade de arrumar as malas e se mandar para o mundo. Ou se mandar para o mundo sem malas mesmo. Mesmo de saco cheio das mesmas manias, “encheções” e mesmices das pessoas que moram com você, o melhor mesmo é aguentar. Isso porque se você não se der o trabalho de aguentar outras pessoas, ninguém se dará o trabalho de aguentar você.

Porém, não posso negar. Vira e mexe, dá uma vontade enorme de ser o rei do meu próprio castelo, ainda que solitário.

Eduardo Franciskolwisk

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