domingo, 28 de abril de 2013

De Deus veio o Mateus

Quando menos se espera, a vida toma um rumo diferente. Um dia igualzinho aos outros pode, em questão de segundos, transformar-se em um dia inesquecível.

A minha sexta-feira, dia 26 de março, foi um dia desses. Até às 6:00 da tarde, eu levava a vida como você, meu leitor, está levando até este momento: Normalmente. O caminho entre o meu estágio e a minha casa é curto, mas as coincidências que nele aconteceram virariam histórias longas se eu pudesse contá-las aqui.

Ao chegar em casa, havia no meu quarto um bilhete que dizia “Edu, o nenê já vai nascer. Fui na Kaká, tome banho rápido que eu já volto. Mamãe”. Aí, eu já comecei a ficar desesperado. Pronto, era certo que aquele não ia ser um dia normal. Eu não parava de me perguntar “Mas como? Como ele vai nascer agora? Ainda falta um tempão para ele nascer...”.

Quando a minha mãe chegou em casa, eu estava tentando tomar banho rápido. “Vai para o hospital depois, que eu estou indo agora com o Danilo e com a Kaká”, disse ela. Eu apressei o banho e logo também estava no 1º andar da Santa Casa. Foi eu chegar para minha mãe voltar para casa. Ela voltou para buscar cobertor, travesseiros e outras coisas.

Enquanto isso eu fiquei conversando com o Danilo, que me explicou a história direitinho:

– Dudu, hoje de manhã, fomos ao médico e ele disse que daqui três semanas o bebê nasceria. Aí, eu e a sua irmã fomos terminar de comprar algumas coisas para o quarto do bebê e lá pelas 5:30 da tarde eu vi uma mancha de água no vestido dela. Eu falei isso pra ela. Quando ela se levantou, o banco do carro estava todo molhado. A bolsa tinha estourado! Imediatamente voltamos ao médico, só que dessa vez ele disse “Vai ser hoje mesmo...”.

E pra falar a verdade, não foi só o Mateus que nasceu naquele dia. Aquela maternidade estava lotada. Lá tinham muitas pessoas, mas eu tenho certeza que só eu tive o privilégio de uma coisa. Quando a minha irmã já tinha entrado na sala de operação, fomos para o quanto onde ela ficaria, o de número 128. Então, eu me sentei na cama do quarto de frente para a minha mãe e, acidentalmente, de frente para a janela. Conversa vai, conversa vem, barulhos começaram. Olhei para a janela aberta e vi um show de fogos de artifício. Desses que chegam lá em cima e explodem ganhando cor e a forma de uma círculo. Tinham também rojões, claro.

Para muita gente, isso não passou de fogos de artifício. Porém, para a nossa família aquela era a chegada do nenê. Aquilo era Deus, mandando de presente o Mateus.

Com isso, a minha mãe virou avó, o Danilo virou papai, a Karina virou mamãe. Eu e a Paula, ao contrário do que muita gente está dizendo, não ficamos para titio e titia, ficamos, respectivamente, para padrinho e madrinha.

Mateus Machado Borges promete muito. Afinal, não é todo mundo que chega no mundo que tem direito a um espetáculo como ele teve.

No dia 29 de março, três dias depois, nasceu a Giulia. Filha da minha prima Giovana. Mas é assim mesmo, a gravidez é igualzinha a vida: quando você menos espera, ela toma um rumo diferente. E apenas alguns momentos, como um nascimento, pode fazer do seu dia normal, um dia inesquecível.

Eduardo Franciskolwisk

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