quinta-feira, 11 de julho de 2019

Vantagens e Desvantagens de Viajar com a CVC

Vale a pena viajar pela CVC?

Depende. Veja as vantagens e desvantagens de viajar pela CVC, na minha opinião, tendo como base uma viagem para Portugal e Espanha no ano de 2019.


Vantagens

Ida e volta a São Paulo de ônibus fretado
Como fomos com uma excursão, a CVC fretou um ônibus que nos pegou em frente da loja de nossa cidade e nos deixou no Aeroporto de Guarulhos. Na volta, nos pegou no aeroporto e nos deixou em nossa cidade. Pagamos 230,00 por pessoa. Foi barato porque não tivemos dor de cabeça para chegar no aeroporto, nem tivemos que dirigir. Se fôssemos de ônibus de linha regular, ainda teríamos que pegar táxi ou metrô para chegar ao aeroporto. Se fôssemos de carro até São Paulo, gastaríamos com gasolina e com o estacionamento do carro, sem contar o desgaste de dirigir ansioso pela viagem ou cansado depois de um voo de 10 horas.

Não pagamos taxa de hospedagem ou taxa turística
Lá na Europa inventaram uma taxa para o turista que deve ser paga por cada noite dormida. É a taxa de hospedagem ou taxa turística. Apesar do turista estar gastando muito dinheiro para conhecer a cidade, eles não ficaram satisfeitos e inventaram mais esta taxa para o turista pagar. Cada cidade cobra o seu próprio valor e pode variar de acordo com qualidade do hotel. Um hotel 5 estrelas provavelmente cobrará uma taxa maior que um 3 estrelas. A taxa pode variar de 1 a 5 euros por noite e por pessoa. Pode parecer pouco, mas para nós - os brasileiros pobres -, se fizermos o cálculos veremos que é um valor considerável. Uma pessoa que fique 12 noites na Europa, considerando uma média de 4 euros por noite, pagará 48 euros ou 221 reais cada pessoa (considerando 1 euro = 4,61 reais, que foi o que eu paguei em abril/2019). Para duas pessoas, o valor será 442 reais; se formos em 4 pessoas na família, pagaremos 884 reais. Indo com a excursão da CVC nós não pagamos esta taxa. Provavelmente já estava incluída no valor de compra do pacote. Então, nós não pagávamos nada na hora de deixar o hotel, mas tomávamos o cuidado de não consumir nada do frigobar.
 
Conhecer várias cidade em poucos dias
Aqui está uma vantagem que ao mesmo tempo pode ser uma desvantagem: só depende de você. Fazendo o passeio com a CVC, conhecemos 21 cidades em 13 dias. São muitas cidade em poucos dias. É muito cansativo, mas vale a pena se a sua intenção é conhecer os lugares de vista, mas sem muita profundidade. É possível ver os principais pontos turísticos das cidades porque o ônibus te leva até lá sem nenhuma preocupação. Vi tantas cidades e lugares que, além de casado, eu não sabia onde estava. Chega uma hora que você começa a confundir tudo. Pode parecer ruim, mas é a única forma de conhecer um pouquinho mais de um país em uma única viagem.

Pagamento em 11 vezes (1 + 10 no cartão)
O pagamento pela CVC é facilitado. No meu caso paguei em 11 vezes: primeira parcela à vista e mais 10 outras no cartão de crédito. Mas tinha também a opção de pagar as outras 10 parcelas no boleto.

Você conhece outras pessoas da sua cidade ou do brasil
Em uma excursão da CVC, você vai encontrar outros brasileiros que estão fazendo o mesmo roteiro que você. Se você vai em um grupo com pessoas da sua cidade, será possível conhecer pessoas que você não conhecia antes.


Desvantagens

Os hotéis são bons, mas...
a CVC só avisa os nomes dos hotéis com 1 semana de antecedência. Então, não é possível você se programar com antecedência. Eu, por exemplo, fiz a compra em janeiro e só fiquei sabendo os nomes dos hotéis em abril. Além disso, nenhum hotel que fiquei estava localizado no centro ou próximo dele. A maioria estava longe, muito longe de tudo. Acho que eles avisam com 1 semana de antecedência justamente para não dar tempo nem de reclamar um pouquinho. 

Horários apertados
Como são muitas cidades em poucos dias, é muita correria. Não dá para apreciar ou conhecer nada direito. Por exemplo, eu queria muito entrar na Torre de Belém, mas no passeio estava incluído só apreciar por fora por uns 30 minutos. Ou seja, era só para tirar foto e falar que foi lá. Isto é bem broxante. Não dava nem para sonhar em chegar perto do monumento Padrão dos Descobrimentos.

Tempo no ônibus
É uma excursão. Como já era de se esperar: você vai ficar mais tempo no ônibus do que em qualquer outro lugar. Você desce do ônibus, respira um ar estrangeiro e logo depois já tem que entrar de novo para seguir viagem. Ah... e os ônibus na Europa não têm banheiro igual aqui no Brasil.   

Roteiros e paradas não são muito claros
A CVC não sabe detalhar como serão os passeios, onde iremos fazer paradas ou em qual monumento vamos entrar. Ou, se sabem, não nos contam. Eles te dão um roteiro bem genérico e te deixa meio perdido. Para mim, que gosto de me programar em tudo, isto não foi bom. Voltando ao exemplo da Torre de Belém: era só ver por fora e tchau. Então, eu tive que “perder” um outro passeio que era pago à parte para poder voltar na Torre de Belém e entrar. Entrei também no Mosteiro dos Jerônimos e no Museu Nacional de Arqueologia.

Eles não te devolvem no hotel
Quando o passeio da manhã faz parte do pacote, mas o passeio da tarde é pago à parte, eles não devolvem as pessoas que não compraram o passeio da tarde no hotel. É um absurdo, mas eles te deixam para trás e você que se vire para voltar para o hotel. O correto seria pegar todo mundo e levar de volta ao hotel para deixar quem decidiu descansar. Assim, quem for fazer o novo passeio fica no ônibus e depois segue viagem. Não é assim. Você paga a ida e volta e recebe como produto só a ida. Você que se lasque na hora da volta. Ou que pague a volta 2 vezes contratando um táxi.

Passeios pagos à parte
Aqui está uma pegadinha. Dentro do que você paga no pacote, ele deixam alguns dias com a tarde livre justamente para poderem te vender mais um passeio naquele tempo livre. Eu não fui em nenhum. Deixei para conhecer os lugares que eu queria conhecer e eles não levaram. Em Lisboa, conheci (leia-se paguei ingresso e entrei) a Torre de Belém, o Museu Nacional de Arqueologia e o Mosteiro dos Jerônimos. Em Madri, conheci o Museu do Prado. Então, na minha opinião estes passeios pagos à parte são uma desvantagem porque são caros e você deixa de conhecer o lugar em que já está e que já pagou por ele.

Terceirizam com a Special Tours
Não vi em Portugal ou na Espanha, nenhum ônibus da CVC. Na verdade, eles terceirizam o serviço com uma empresa chamada Special Tours. Ou seja, não é um produto da CVC. Mas isto você só descobre quando chega lá.

O passeio panorâmico...
é frustrante. É uma tremenda roubada. Fuja! Eles te colocam dentro do ônibus e andam pela cidade. É panorâmico mesmo, não importa o que a vendedora da CVC te disser. Não param em nenhum lugar. Muito menos andam devagar com o veículo. Não dá para ver muita coisa e, na verdade, dependendo do seu lugar no ônibus você quase não verá nada. É melhor ver pela internet com o Street View do Google Mapas ou por fotografias. Na hora de vender eles vão dizer que param sim nos lugares para fotografias: não acredite. Eles não sabem do que estão falando. Até porque eles vendem, mas não são eles que executam o serviço. Em Madri, o passeio panorâmico foi um pecado, um desperdício, uma tristeza. Compensava mais ter ido ver o filme do Pelé. É uma perda de tempo.

Informações não confiáveis ou desencontradas
A CVC não dá muitas informações confiáveis. Por exemplo, me disseram que pela Ibéria, além da bagagem de mão, só poderíamos levar e trazer 1 bagagem de 23 Kg. Achei estranho porque no site da Ibéria não existia esta a opção: ou você comprava a passagem sem direito a bagagem de porão ou comprava com direito a 2 bagagens, no mínimo. Através de um grupo de WhatsApp no qual estavam todos os outros passageiros, pedi para a CVC confirmar a informação e eles confirmaram: apenas 1 bagagem de porão. Eu ainda desconfiei da informação e apenas uma semana antes da viagem, quando eles deram o número da reserva, liguei na Ibéria e perguntei diretamente para eles: tínhamos direito a 2 bagagens de porão. Os outros passageiros só descobriram isto próximo da volta quando conversaram com outros passageiros de outras cidades e eles disseram que eram 2 bagagens. Aí, perguntaram de novo para CVC da cidade que compramos e eles confirmaram: era 2 bagagens. Puxa vida, por que não checaram a informação de que eram 2 bagagens quando eu pedi? A resposta é: por que no ônibus que te leva durante o trajeto em terras europeias você tem direito a 1 bagagem mais a mala de mão. Então, mesmo que no avião você tivesse direito a 5 malas, no ônibus da Special Tours você só tem direito a levar uma. Agora, cá entre nós, você acha mesmo que as pessoas levavam uma mala só? No começo sim, mas no final da viagem quase que as bagagens não cabiam no maleiro do ônibus.

Você fica refém de gentilezas e erros dos outros
Quando você vai em um grupo com muitas pessoas, você vai ficar preso em erros e gentilezas de outras pessoas.

No primeiro hotel que ficamos, nos colocaram em um quarto com uma cama de casal. Eu tinha sido muito claro que queria 2 camas de solteiros. Eles nos puseram em outro quarto tranquilamente. No segundo hotel, aconteceu o mesmo erro e pedi para trocar novamente. Mas aí eu já saquei a possibilidade do erro ser de quem fez a reserva nos hotéis e perguntei para a moça do hotel e ela confirmou que nosso quarto estava reservado como cama de casal. E eu fiquei puto da vida porque eu ia ter que ficar pedindo para trocar de quarto em todos os hotéis que fosse e havia a possibilidade de que eles não trocassem. Eu reclamei com a CVC e foi resolvido. Mas fiquei com uma sensação ruim, de que o quarto ia estar errado, toda vez que entrávamos em um novo hotel.  
       
Teve um dia que minha mãe perdeu o celular e ela achava que tinha deixado no ônibus. Tínhamos parado para almoçar e depois faríamos um passeio de barco ali mesmo naquele local. Perguntamos para o motorista se ele podia ir até o ônibus com a gente para ver se o celular estava lá. Ele disse que não podia. Então, bem chateados por causa da perda do celular, decidimos não ir no passeio de barco e ficar no ônibus esperando o pessoal voltar. Eu calculava esperar o motorista por umas 3 horas já que ele disse que não podia ir lá no ônibus com a gente. Em menos de 20 minutos o motorista apareceu. Aí, a gente achou o celular e ainda conseguiu fazer o passeio de barco. E a pergunta é: custava o motorista ter falado que naquela hora ele não podia, mas que em 20 minutos ele poderia?  

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Eduardo Franciskolwisk
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