"No xadrez, chama-se enrascada: quando a única jogada certa é não se mexer."
"No xadrez, chama-se enrascada: quando a única jogada certa é não se mexer."
Uma questão que me intriga é a existência ou não de Deus.
Por muito tempo acreditei que Ele existia, pois me disseram isso quando eu era criança.
Depois, no final da adolescência, eu comecei a desconfiar: como um Deus tão bom pode deixar a gente sofrer tanto? E então, passei a acreditar que ele não existia, porém, para evitar falatório das pessoas ao meu redor, eu não contava isso para quase ninguém. E, principalmente, evitava dizer para os mais religiosos da família.
Um certo dia, ouvi um tio meu dizer que “Deus existe, mas é Ele lá no céu e nós aqui na Terra.”, ou seja, ele existe, porém, não faz a menor diferença.
Em 2011 e 2012, entrei numa crise de depressão, pânico, ansiedade e um pouco de fobia social. Eu não conseguia dormir direito. Sempre acordava umas 4 ou 5 da manhã pensando em coisas do trabalho, pensando em como resolver problemas que ainda não existiam. Era muito cansativo, desgastante. Então, a psicóloga me disse que era bom ter uma religião. Baseado nisso, todos os dias quando eu despertava para o pesadelo, eu começava a rezar o Pai Nosso ou a Ave Maria. Durante o dia, quando estava acordado e em crise de pânico ou ansiedade, eu fazia o mesmo: rezava. E isto me ajudou bastante, pois me reconfortava.
Então, eu estava pensando que Deus existe, sim! Deus existe assim como existem o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa. As crianças acreditam em Papai Noel e no Coelho da Páscoa porque é bom, é gostoso e faz bem acreditarmos em algo mágico e esperançoso. Os adultos acreditam em Deus pelos mesmos motivos, mas principalmente porque dá um alívio na alma.
Certa vez, uma amiga me mandou um cartão de Natal com a seguinte frase: “Deuses são como os sonhos, se você deixa de acreditar, eles deixam de existir.”.
Portanto, se você acreditar, tudo existirá.
Eduardo Franciskolwisk