domingo, 28 de abril de 2013

Uma Grande Cachorrada

Um certo dia, andando pela rua, vi um cachorro na calçada do lado de lá, por isso, atravessei a rua. À medida que me aproximava, o cachorro ia abanando o rabinho cada vez mais forte. Parei diante de seus olhos, abaixe-me um pouco e passei minhas mãos em sua cabeça. Logo veio o agradecimento:

– Au, Au! Au, Au!

Então, eu lhe disse:

– Desculpe-me, meu amigo, mas eu não falo latim!

– Ah... que peninha. Como conseguiremos conversar? – perguntou-me o cão.

– Eu nem imagino! Temos de nos comunicar através de uma língua que nós dois saibamos falar bem.

– É verdade... ¿Hablas español?

– Nem nessa e nem na minha outra vida!

– Deixa-me pensar...

Eu o interrompi:

– Já sei, acho que essa língua você fala. Parli italiano, cane?

– Não, infelizmente não falo! Falemos français?

– Nem se eu fosse o Napoleão.

– Nossa... você é um homem bem burro. Não fala língua nenhuma.

Nessa hora eu fiquei bravo. Eu não sou burro. E eu sei disso. Então, quis esnobar e falei:

– Deutsch?

– Nana, nina, não! – disse o cãozinho.

Nós dois fizemos cara de desânimo. Sabíamos que só tinha um jeito de resolver esse problema. Fui eu quem tomou a iniciativa dizendo:

– Bem, acho que o jeito é falarmos a droga do inglês.

– É verdade! Hoje, infelizmente, essa língua é “chique no úrtimo”.

– Saco...

Eduardo Franciskolwisk

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