sábado, 30 de junho de 2018

Cola para votar em 2018


Fiz uma cola para as pessoas levarem no dia da votação.

Quem quiser, é só fazer o download da imagem, ajustar e imprimir do tamanho e na quantidade que precisar. 

Meu conselho é imprimir 4 colas por folha.

Depois, basta escrever os números dos seus candidatos e levar a cola no dia da eleição.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 29 de maio de 2018

Talvez

Ontem eu tive um começo de crise se ansiedade. Talvez tive um pequeno ataque de pânico. Então, tomei ¼ (um quarto) do meu comprimido de alprazolam. A psiquiatra disse que eu deveria fazer isso quando sentisse uma crise vindo, mas que eu não poderia transformar isto num hábito e tomar em qualquer crise, caso contrário uma hora deixaria de funcionar. Então, só tomo quando acho que vou perder o controle da situação. Graças a Deus, raríssimas vezes.

Bem, ontem à noite foi um dia desses em que eu achei que fosse perder o controle da situação e que a ansiedade ganharia de mim. Tomei o remédio e ele me ajudou. Fiquei mais tranquilo. 

Talvez esta fosse uma crise anunciada. Foi uma semana pesada emocionalmente para mim. E não havia motivos para isto. Então estou aqui tentando entender porque esta crise aconteceu.

Tudo começou quando um dia eu vi uma pessoa chorando. E eu fiquei mal por não poder ajudar ou por não ser confiável o suficiente para a pessoas desabafar seu problema. Fiquei curioso. Fiquei pensando nos motivos daquela pessoa e, como sou muito criativo, pensei de tudo. Imaginei, imaginei e imaginei. Fantasiei inúmeras situações e em como eu me sentiria em cada uma delas. Era como se eu fosse o responsável pelo choro. Me senti culpado e neste momento eu tentei ser racional: porque alguém choraria por minha causa? Este é um dos sintomas de quem tem fobia social, achar que o mundo gira por nossa causa e que nada mais é importante. É difícil de assumir, mas é a verdade. Na rua, quando achamos que todas as pessoas estão nos observando e julgando, isto é achar que o mundo só presta atenção em você e em ninguém mais. E que elas não tem nada mais de importante para fazer do que te olhar e julgar. Mas a realidade é que elas têm coisas melhores para fazer e, na maioria da vezes, nem se tocaram da nossa existência.

Talvez seja este o motivo: não ser nada para alguém que poder ser tudo para você.

E talvez, eu nem tenha certeza do que quero ou penso. Mas a possibilidade de perder ou de nunca ter tido me leva à sensação de que nunca ganho nenhuma batalha.

Tenho vergonha de muitas coisas. Por exemplo, de contar detalhadamente o que aconteceu e alguém ler. Aí, vão me zuar. O que vão falar ou pensar de mim? Sou engessado por causa de anos levando pitos e ouvindo zuações. Não acho que eu seja engessado naturalmente.

Tenho medo de contar minhas fraquezas e as pessoas as usarem contra mim. Ou me punirem por aquilo.

Nesta semana aconteceram muitas coisas que fizeram minha cabeça imaginar até quase me fazer pirar. Há um fator pessoa que desencadeia este tipo de sensações em mim. Talvez este seja o meu gatilho. Talvez seja por isso que evito as pessoas. Talvez, fosse meu aniversário chegando. Talvez seja tudo isto junto e que misturado tenha virando uma crise de ansiedade em um nível que há muito tempo eu não tinha.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Se tiver algum erro no texto ou se ele não fizer sentido, me desculpem. Escrevi e publiquei. Não teve muitas revisões. Talvez eu até apague este texto.

sábado, 26 de maio de 2018

Pra não dizer que não escrevi em maio

"Maio já está no final.
E o que somos nós afinal?"
Música: Maio - Kid Abelha

Este ano, eu meio que chutei o balde. Larguei mão de muitas coisas e pessoas. Sei lá, meio que desisti de vez de entender o comportamento estranho delas. Algumas pessoas dizem que eu sou esquisito e sobre elas penso ou digo "Eu sou esquisito, mas vocês também são e ganham de mim disparado". Vocês são os macacos que falam muito e não olham para o próprio rabo. Antes eu ficava quieto, agora não. Assumo minhas anormalidades e defeitos, mas é preciso apontar os defeitos e anormalidades dos outros também. Senão, eles acham que são um poço de perfeição quando na verdade são um poço de água podre.

Outra coisa que notei de um tempo para cá: pode ser que eu tenha ficado arrogante. Faço de conta que gente falsa e mal-educada nem existe mais. A opinião delas não faz diferença para mim. São assuntos que entram por um ouvido e saem pelo outro. Hoje, me importo menos com os outros porque tento me importar mais comigo mesmo. 

Agora sou meio "blasé", indiferente com os absurdos que acontecem à minha volta. Não há caminho a seguir quando nos acostumamos à eles. Algumas coisas são tão óbvias que até um cego poderia enxergá-las antes de que acontecessem. 

Maio já está no final e para não ficar sem escrever nada aqui no blog, resolvi fazer este pequeno desabafo. 

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sozinho na multidão

Desenho de Eduardo Cambuí Figueiredo Junior.
Clique aqui para saber mais sobre o desenho.


Por acaso, você já se sentiu sozinho mesmo estando rodeado de várias pessoas?

Ninguém te entende, ninguém te apoia, ninguém se lembra da sua existência.

É uma sensação estranha de estar cheio de tanto vazio.

E apesar deste vazio sumir do nada, ele também sempre volta do nada, quando menos se espera.

Temos a sensação de estarmos perdidos na vida. O GPS mais moderno no mundo não daria conta de nos ajudar.

É uma sensação de não conseguir respostas, mesmo tendo o Google à nossa disposição. Em vez de respostas só conseguimos aumentar o número de perguntas.

É uma frustração de almejar o mundo e não conseguir nem organizar sua cabeça, seus pensamentos.

É querer ser menos ansioso... E esperar ansiosamente por isso!

É querer esperar menos da vida e das pessoas por ter percebido que não adianta esperar o máximo delas.

É querer mudar a sua vida, mas se sentir imobilizado pelas origens.

É pensar diferente das outras pessoas, mas tentar pensar igual para parecermos um pouco mais com elas e chegar à conclusão de que somos idiotas por isso.

É perder a concentração facilmente ao ler um livro, ao assistir a um filme ou ao conversar coisas banais com alguém.

É como se o que viesse de fora já não importasse mais.

É nunca ter tido o que sempre quisemos. Nunca ter alcançado os sonhos mais altos. Os caminhos planejados saíram pela tangente. Nos sentimos igual ao Cebolinha com seus “planos infalíveis” que nunca dão certo.

É se sentir imprestável e ter pessoas confirmando isso às prestações todos os dias.

É ouvir de alguém que somos bons uma vez por ano, quando esse mesmo alguém nos diz que somos ruins todos os dias.

É não ter gente com as quais podemos contar porque estão todos mais preocupados em contar seu dinheiro.

No meio de uma multidão, estamos nadando em um mar de pessoas por todos os lados. Mas nenhuma delas estará realmente ao nosso lado quando o dia terminar.

Por tudo isto, não por acaso, todos nós já nos sentimos sozinhos no meio de uma multidão. E se isto nunca aconteceu com você, um dia acontecerá.

Eduardo Franciskolwisk

quinta-feira, 29 de março de 2018

Felicidade Inocente




Algumas vezes, ao observar crianças e animais, me lembro de algo que já não tenho mais há muito tempo: a felicidade inocente. E quando digo inocente, quero dizer genuína. É aquela felicidade tão verdadeira que, querendo ou não, contagia quem está perto. Quem está por perto sorri com os lábios e também com o coração.

A felicidade inocente é aquela felicidade onde acreditamos que tudo, tudo mesmo, é possível. É aquela felicidade que não se importa com o que aconteceu no passado, nem com o que acontecerá no futuro, só se importa com o agora. Não existe dinheiro, obrigações, medos ou distinções. Não há ansiedades, nem mágoas mal resolvidas. O importante é ser feliz intensamente hoje com o que se tem.

Recentemente, detectei esta felicidade em uma criança e em um cachorro. E me peguei observando e pensando sobre ela. E me perguntei: quando foi que a minha felicidade inocente terminou?

Não sei a resposta, mas desconfio que ela não tenha acabado de repente, de uma hora para outra. Foi algo que aconteceu aos poucos durante muitos anos. Acontecimentos e pessoas vão podando nossos desejos, sonhos e inocência; e quando percebemos já não somos mais felizes inconsequentemente, como deveríamos ser. Depois que a felicidade inocente morre, passamos a ter cotas mínimas de felicidade. No meu caso, estas cotas estão cada vez menores.

Depois de pensar em mim, voltei a pensar na criança e no cachorro. Fiquei imaginando coisas como: quando a felicidade inocente deles morrerá? Eu farei parte disso? Quem dará o golpe final? Ou esta felicidade deles nunca morrerá porque isto seria uma decisão pessoal de cada um?

Vi uma criança brincando e dando risadas sinceras que vieram do fundo da alma. Vi nas entrelinhas de seu comportamento sua vontade de conquistar o mundo fazendo o que se gosta. Realizar tudo o que se deseja é possível.

Vi um cachorro feliz, tão feliz que não conseguia segurar o remelexo de seu corpo tamanha a alegria de ter encontrado um amigo. Vi diversas vezes ele abanando o rabo porque brincava com uma bolinha ou porque soube que ia passear.

Nestas horas sinto a felicidade sincera. E quem sente uma felicidade tão pura assim nos outros, acaba que por se sentir feliz também, mesmo que seja por pouco tempo. Depois, voltamos ao normal e lembramos que a felicidade inocente da nossa alma não existe mais. Dói um pouco, mas este lapso de felicidade é melhor do que nada.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: Quem quiser e se sentir confortável, deixe nos comentários relatos de momentos da sua vida nos quais você acha que sua a felicidade inocente morreu um pouquinho.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Eu estarei lá pra você

I'll be there for you ... when the rain starts to pour.
I'll be there for you ... like I've been there before.
I'll be there for you... cause you're there for me, too.
(Refrão da música tema de Friends:
The Rembrandts - I'll be there for you)

Eu estarei lá pra você, quando a chuva começar a cair.
Eu estarei lá pra você, como sempre estive antes.
Eu estarei lá pra você, porque você estará lá pra mim também.




Eu sou assim: me disponho a estar lá nos bons e nos maus momentos. Mas só para aqueles que estiverem lá para mim também. É uma estrada de mão dupla. Vai e volta. Nada de só ir ou só voltar, não é justo.

Esse negócio de só ser chamado nos maus momentos não me agrada. Não é muito a minha praia. Nunca foi e nunca escondi isto. Por que se lembrariam de mim no momento da dor se esqueceram nos momentos de felicidade?

Desta forma, com o passar do tempo passei a escolher racionalmente as reações que deveria ter diante dos acontecimentos. Por que eu iria no velório da sua mãe se não fui convidado para o seu casamento? Por que nesta semana você quer me encontrar se em todas as outras você não deu nem sinal de vida? Por que eu te trataria bem se você sempre me tratou mal?

Conheço e concordo com um ditado que diz: “A vida é como um eco, se você não gosta do que recebe presta atenção no que emite”. Sendo assim, não espere de mim o que eu não tive de você.

Acredito mesmo que as pessoas colhem em vida o que plantaram. Inclusive eu.
  
Meu pai nunca ligou para a gente. Eu e minhas irmãs praticamente não tivemos pai. Ele nunca fez algo realmente importante para nós. A única coisa que ele fez e que ficou para o resto de nossas vidas foi nos traumatizar! Bem, talvez sobre isso eu não possa falar em nome das minhas irmãs, mas no meu caso eu garanto: trauma.

Por infelicidade do destino ou por intenção de alguém, a minha casa fica em frente à dele. Isso é que é “sorte” (e eu ainda insisto em jogar na Mega-Sena).

Ele me irrita até hoje. Quando eu saio de casa para ir ao trabalho, lá está ele na porta de casa colocando mais minhocas na minha já demente cabeça. “Eu não tô passando bem, quero te dar a chave de casa pra caso eu morrer, vocês entrarem lá na casa.”

Meu pai fede. O chão da casa dele era amarelo, agora é marrom por causa da sujeira impregnada. Ele manca quando vem, desesperadamente, falar com a gente. Mas, incrivelmente, não manca quando vai ou volta do bar. Sacaram porque de certa forma eu não sou muito chegado a “barzinhos”? Até hoje tenho o preconceito de que quem vai a barzinhos ou bebe frequentemente não vale muito ou não presta mesmo.

Um dia, uma amiga da minha tia foi na casa dela dizer que eu e minhas irmãs estávamos maltratando meu pai. Calúnia! Só conversamos o básico com ele, nem dá tempo de maltratar. Nós o evitamos ao máximo. Bom, mas se ela está tão interessada no assunto, que dê palpites, mas também ajude a pagar o plano de saúde dele.

Ela disse também que está todo mundo falando sobre isto na cidade. Nós “realmente” acreditamos nisto e estamos “comovidos”. Faremos um pronunciamento em rede nacional para escancarar que somos pessoas ruins e que vamos arder no inferno, enquanto o santo pai vai para o altar ser canonizado na igreja dos hipócritas.

Filha, a cidade está pouco se lixando para os nossos problemas! Até eu não estou nem aí para os meus problemas... Aliás, esta cidade nem sabe que minhas irmãs têm um irmão - que no caso sou eu, lógico. E eu sou muito feliz com isso. Elas são elite e eu sou ralé. Enquanto a elite participava de festas, não havia irmão. Na hora de maltratar o pai, o irmão existia. Ou seja, lembram-se de mim para encher o saco, mas não para aproveitar a vida.

Acho que uma pessoa pode estar errada. Três, já fica mais difícil. Provavelmente, não somos nós os errados.

O duro é que eu não conheço essa mulher. Senão, ia mandar ela tomar no cunudinho. Gente que eu não sabia da existência falando mal de mim me dá um medo enorme. Está aí um pouco que pode ter influenciado na minha fobia social.

Eu não sou totalmente mau e não sou totalmente bom. Ninguém é. Eu também não sou totalmente bobo. A tentativa da senhora era que tivéssemos uma relação de extrema felicidade e forçação de barra com o meu pai, dando para ele a atenção que ele nunca nos deu.

Diante de tal proposta absurdamente injusta e indecente, só posso responder:

— Não, obrigado!

A Rita Lee me ensinou a ser educado numa música: “Diga não às drogas. Mas seja educado, diga não, obrigado!”

Por fim, esteja sempre lá para as pessoas, mas só se elas estiverem lá para você também.

Eduardo Franciskolwisk
        
P.S.: Esta é mais uma postagem vinda de uma fenda no tempo. Este texto estava incompleto. Terminei recentemente tentando manter a ideia original.

terça-feira, 13 de março de 2018

A solidão da vida



A vida é assim: solidão.

Pode ser que você tenha uma grande família ou muitos amigos. Ou pode ser que você trabalhe todos os dias rodeado por várias pessoas. No entanto, nos momentos que realmente importarem, será assim que você se sentirá: sozinho.

Nestas horas não haverá ninguém para segurar a sua mão. Ninguém para aliviar a sua dor. É quando percebemos que quem poderia nos ajudar, raramente ajuda; ou pior, fazem questão de piorar a situação. Acho que falta empatia nas pessoas e sobra imposição. De pessoas assim, devemos querer distância. Problema: todas as pessoas são assim. Então, é por isso que nos afastamos das pessoas. Procuramos a solidão porque ela nos entende. Assim, é mais fácil viver.

A solidão não é totalmente ruim. Ela pode significar isolamento, mas também quer dizer sossego. Todo mundo precisa de um tempo para si mesmo. Eu nunca entendi essas pessoas que sempre estão rodeadas de gente o tempo todo, falando o tempo todo, trocando informações o tempo todo. No meio da agitação, é impossível assimilar ideias e informações. Nunca entendi este tipo de pessoa e elas também nunca me entenderam.

A maioria destas pessoas que nunca me entenderam eram duras comigo. Então, eu passei a evitá-las. A sensação de estar sozinho aumenta quando pensamos em como as coisas poderiam ser diferentes se as pessoas fossem mais compreensíveis, pacientes e empáticas.

Queremos que o outro nos entenda, mas não nos esforçamos para entendê-lo. Aí, quando os poucos que se esforçam para entender o outro percebem isto, se sentem injustiçados e desistem de tentar entender o outro. Por que dar o que nunca vamos receber? Aí, vira um círculo vicioso de ninguém ajudar ninguém. Uma idiotice sem fim.

As pessoas solitárias se sentem sozinhas até mesmo no meio de uma multidão. É como se o mundo todo estivesse diante de nossos olhos e não enxergássemos nada de realmente importante nele. Nada e nem ninguém é bom o suficiente para te ajudar. Todos foram reprovados. Os problemas reais são gigantes e você sempre estará sozinho diante deles pensando no quão pequeno e insignificante você é.

Outra coisa: a cada vez que somos ameaçados ou abandonados por alguém, temos a sensação de solidão. Uma sensação de que, nesta vida, é cada um por si e ninguém por todos. Nos sentimos sozinhos e desvalorizados.  

Acho que a solidão vem de dentro de nós, mas é desencadeada exclusivamente pelo meio externo, por pessoas e acontecimentos. Quais pessoas e acontecimentos? Depende de cada um.

É na calmaria que percebemos a verdadeira solidão. Deitado na cama, quando nada muito movimentado está acontecendo. É quando nos encontramos com nós mesmos que entendemos que nossa jornada pessoal é solitária. A solidão da vida de cada um é diferente e intransferível. Sempre estaremos sozinhos quando formos enfrentar nossos medos, angústias e sofrimentos.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Meu pai: um exemplo a não seguir


Hoje, estou igual ao Papai Noel na época do Natal: estou de saco cheio!

Vocês não sabem a sensação ruim que eu sinto quase todos os dias ao sair de casa. E eu não estou falando de uma síndrome do pânico propriamente dita. Me refiro ao ato de sair de casa no qual, todas as vezes, tenho que aturar uma pessoa persistente: meu pai.

Para quem não sabe, meus pais são separados desde quando eu tinha 12 anos; hoje, tenho 26. E, se vocês querem saber, isso foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida. Mas há um pequeno detalhe traiçoeiro: meu pai mora na casa de frente à minha.

Todas as vezes que eu saio, abro o portão ou sonho em pôr os pés lá fora, lá está a figura paternal em cima de mim. Seria meigo, se não fosse irritante. Seria bom se ele tivesse sido nosso pai quando precisávamos.

Quando vou para o trabalho, lá está ele tentando ser útil ao fechar o portão.

Quando estou conversando com alguém lá fora, ele aparece na janela e fica me olhando, olhando a pessoa, etc.

Quando entro em casa, ele liga aqui para falar comigo e perguntar o óbvio. Para que perguntar uma coisa que já se sabe?

Ele vigia a gente, faz plantão de 24 horas! Vocês não sabem o que é chegar em casa às 23:30, com a rua deserta, e do nada aparecer um velho correndo desesperado na sua direção. É uma sensação horrível.

Quando eu estava trabalhando, já dava de cara com ele logo de manhã ao abrir o portão. Sabe aquelas caixas surpresas dos desenhos que você abre e pula um palhaço ou uma cobra para te assustar? É quase a mesma coisa. De certa forma isso influenciou para que eu saísse do meu emprego. Vocês não sabem como é ruim trabalhar com um “Acho que eu vou morrer hoje, não estou passando bem!” na cabeça o dia inteiro.

Antigamente, meu pai não dava bola para a gente. Tínhamos que correr atrás dele e, mesmo assim, não adiantava nada. Bem, os conceitos de muitas pessoas mudaram com o tempo. Agora, ele corre atrás da gente e a gente não dá bola para ele. Tentamos evitá-lo. Ou melhor, eu tento evitá-lo; talvez seja bom eu falar só por mim. 

Não é maldade. É questão de saúde mental.

Meu pai, aparentemente, tinha muitos amigos. Qualquer pessoa que eu perguntava “quem era?”, ele respondia: “É um amigo do pai!”. Onde estão esses amigos agora? Não eram amigos, eram colegas de bar, conhecidos. Existe uma frase que gente que bebe adora falar: “Nunca fiz amigos bebendo leite”. Mas e quando a cerveja acabar? Quantos ainda serão seus amigos? Provavelmente, nenhum. Nem vão se lembrar de você. Suspeito que foi o que aconteceu...

Meu pai batia a própria cabeça na parede quando éramos crianças. Tomara que ele tenha parado com isso e percebido que isto não o levaria muito longe, que dava muita dor de cabeça. Ou que hoje em dia, use um capacete.

Ele chorava igual a um nenê quando ficava sozinho comigo. Eu tinha 9 anos e lembro muito bem disso. Isto acontecia de manhãzinha antes de eu ir para a escola. E a minha cabeça entrava em parafuso.

Então, é isso. Pode falar o que quiser. A sua opinião é muito importante para você mesmo. Ela é sua, fique com ela. Não me encha o saco!

Cada um sabe qual caminho que quer seguir: o certo ou o errado. Cabe a cada um de nós notarmos a tempo que escolhemos o rumo errado e nos redirecionarmos para o correto. Porque vai chegar um momento em que não terá como voltar. E daí em diante, será um caminho árduo e solitário.

Por isso, afirmo que meu pai é um exemplo a não seguir.

Eduardo Franciskolwisk


P.S.: Este tempo foi escrito há muitos anos. Então, quem costuma ler o blog pode se confundir um pouco. Hoje, tenho 34 anos e não mais 26. Pensem nesta postagem como uma fenda no tempo. Talvez, a primeira de muitas por aqui. Textos que escrevi e não publiquei ou que comecei a escrever e não terminei.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Novas Regras para Monetização no YouTube - 2018


Em novembro de 2017, resolvi colocar meu blog e um canal no YouTube para ganhar dinheiro: fiz uma conta do AdSense. É por isso que agora aqui no blog aparecem alguma propagandas. Funciona assim, eu disponibilizo o espaço com o meu conteúdo e eles me pagam de acordo com a quantidade de acessos na página ou de cliques nos anúncios.

Quando as pessoas acessam, mas não clicam no anúncio, o AdSense chama de impressão. A cada 1000 impressões, determinada página recebe um valor de mercado que eu ainda não consegui entender como é calculado. Ou seja, se esta página que vocês estão lendo tiver um valor de US$ 0,15 (centavos de dólar) a cada 1000 impressões, significa que quando as propagandas aparecerem 1000 vezes para os meus leitores, eles me pagarão os US$ 0,15. Mas é um pouco complicado, porque eles não pagam só quando chega nestas 1000 visualizações, acontece de eu ter 200 impressões e eles pagarem US$ 0,03. Acontece também da página ter 50 impressões e eles não pagarem nada. Juro que não entendo muito as contas do AdSense. E se o visitante clica na propaganda do anunciante porque achou interessante, o valor que eles pagam é bem mais alto do que o pagamento pelas impressões.

Assim como no blog, também é possível vincular sua conta do AdSense à sua conta no YouTube. É o mesmo caso dos cálculos do blog. Não sei como chegam a um valor, pois há muitas variáveis como: quantidade de “gostei”, engajamento, número de visualizações, etc. Uma forma simplificada de pensar é: quanto mais visualizações o seu vídeo tiver, mais dinheiro você ganhará. Mas não pensem que é muito dinheiro. Para canais e blogs pequenos como os meus, eles pagam centavos de dólar justamente porque a audiência é pequena.

Veja abaixo quanto já ganhei com o blog e com o canal do YouTube.




Há uma ressalva: o Google só faz o pagamento para quem tem mais de 100 dólares na conta. Se neste mês, você não atingiu este valor mínimo, ele se acumulará com os valores recebidos dos próximos meses até o seu saldo atingir os 100 dólares. Só então eles te pagam.


Em pouco tempo notei o seguinte: o canal no YouTube daria mais dinheiro que este blog o qual você está lendo. O motivo é bem simples e eu sempre soube dele: quase ninguém mais lê blogs, a grande massa agora está no Facebook e no YouTube. Outra razão para o YouTube ter mais potencial de dinheiro é que as pessoas, inclusive eu, preferem ver televisão a ler um livro. Portanto, preferirão assistir vídeos de um canal a ler postagens de um blog.

Sendo assim, pensei mesmo em investir mais no canal. Não que eu fosse largar de vez este blog aqui, pois eu acho que sou melhor escrevendo. Sei lá, minha arte não é falar, cantar ou desenhar, minha arte é escrever. E mal, diga-se de passagem! Pensei em comprar uma câmera boa, tripé e escrever roteiros. Imaginei que com vídeos de qualidade e conteúdo seria mais fácil ganhar dinheiro no canal.

Então, o inesperado aconteceu. O YouTube criou uma nova regra para monetizar os vídeos a partir de 20 de fevereiro de 2018. Agora, eles só permitirão que apareçam propagandas nos canais que possuem 1000 inscritos e 4000 horas de conteúdo assistido nos últimos 12 meses. Ou seja, se você tem 1000 inscritos no seu canal, mas não tem 4000 horas (veja bem, não são minutos) de conteúdo visto no último ano, não vai ganhar dinheiro. Se você tem as 4000 horas de exibição, mas não tem os 1000 inscritos, também não vai entrar dindim no seu bolso.

Antes, para que o canal fosse monetizado era preciso ter 10.000 (dez mil) visualizações somando todos os vídeos que existem no canal. O que já não é tão fácil. O canal que faço parte tem as dez mil visualizações, mas vai passar longe dos novos itens requisitados pelo YouTube. Hoje, temos apenas 223 inscritos e míseras 642 horas de exibição de conteúdo nos últimos 12 meses.

Com estes números, ganhamos centavos de dólar por mês. No entanto, mesmo sendo pouco era um incentivo para continuarmos a fazer os vídeos e investir mais tempo e dinheiro no canal, sonhando em um dia ganhar um valor razoável.

Desta forma, como não alcançamos as novas exigências, no dia 20 janeiro vamos ser expulsos da monetização do YouTube. Não vamos ganhar mais nenhum centavo nesta plataforma. Dito isto, só tenho mais uma coisa a dizer:

— YouTube, vai tomar no cu!

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Gosma branca ao emagrecer

Percebi uma coisa: sempre que emagreço sai uma gosma branca pelo canal da minha uretra. Antes eu achava que era a gordura sendo eliminada, mas descobri que isto não é verdade porque quando emagrecemos a gordura sai na forma de dióxido de carbono (CO2 ou gás carbônico) + água (H2O), assim dizem os especialistas.

Mesmo assim, sempre associo esta coisa branca à gordura saindo do meu corpo. Pode ser estranho dizer isso, mas eu sinto quando emagreço: minha barriga dói de uma forma estranha. Mais tarde no mesmo dia, se eu forçar um pouco mais no final do xixi, pode ter certeza que esta gosma branca será eliminada.

Acontece assim, quando vou ao banheiro, faço xixi normalmente. No final do xixi, quando forço um pouco mais pra sair o restinho, a urina que sai é mais espessa. E quando ela cai na água da privada dá pra ver nitidamente que ela forma um grumo que parece ser de vários filamentos de gordura. 

Acontece mais se eu estiver fazendo cocô e ficar fazendo muita força para sair mais xixi, com o tempo sai mais deste muco branco que, às vezes, pode ser um pouco amarelado.

Na maioria das vezes, só percebo a urina mais espessa e esbranquiçada, porém, em outras, elimino um grumo grande e que irrita a uretra a ponto do incômodo parecer uma pedra renal sendo expelida. Não dói, só dá uma vontade louca de urinar enquanto o gruminho está saindo. 

Aí, procurando na internet, eu achei a explicação que mais faz sentido: esta gosma branca que sai nada mais é do que o líquido seminal (ou seria o líquido prostático?) sendo eliminado numa hora não muito adequada. É que ao fazermos força para evacuar, as fezes e/ou alguns músculos dão uma pressionada na próstata e ela acaba deixando este líquido cair dentro da uretra. E quando este líquido se mistura com a urina, ele fica meio grudento e pegajoso. Por isso, ele demora para sair e até irrita um pouco a uretra quando esta gosma está saindo. Parece uma ejaculação, mas é bem diferente.

Eu tirei fotos desta gosma, vejam abaixo:

A gosma quando acabou de sair. Ela é branca,
mas está meio amarelada por causa da urina.

A gosma após secar. Ela fica meio durinha
e parecendo um plástico.

Gostaria de saber se já aconteceu isso com algum de vocês. Por algum tempo achei que estava com alguma doença, mas não acho mais isto. E queria saber se alguma mulher já passou por isso porque se ela já passou, tudo o que escrevi acima cai por terra: mulheres não tem próstata e nem líquido seminal (ou prostático).

Então, se algum de vocês estiver emagrecendo e sair alguma coisa esquisita da sua uretra, por favor, escreva aqui.

Eduardo Franciskolwisk
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