sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Teste - Usando minoxidil

Atualizado em: 08/12/2017

Para quem não sabe, estou ficando careca. A cada dia que passa tenho menos cabelo na cabeça. Até agora, isto nunca tinha me incomodado muito.

Sei que é bem difícil brigar com a genética e eu sempre dei esta batalha por perdida antes mesmo de começar a lutar. Nunca tinha feito nada para evitar ou parar a calvície. Porém, um dia, assisti a um vídeo meu e achei meu cabelo (ou minha careca) um pouco estranho, feio, esquisito.

Busquei na internet e achei sobre o minoxidil a 5% (ou 50 mg/ml). Não fui a nenhum médico nem nada. Eu mesmo me diagnostiquei e me mediquei. Um absurdo, diga-se por passagem. NÃO FAÇAM ISSO! Mas a verdade é que eu fiz. Comprei o medicamento, li a bula e comecei a passar 1 ml, 2 vezes ao dia.

Agora, estou à espera dos resultados e vou postar fotos da minha careca para que possamos ver juntos se tenho alguma evolução ou não. Em outras palavras, vocês vão me ajudar a analisar as fotos para saber se houve aumento de cabelo. As fotos serão publicadas uma vez por semana agora no começo, ou por mês, depois de um certo tempo. 

Vou tentar passar o medicamento por 6 meses. Caso tenha alguma melhora, eu continuo e fico feliz, no estilo Primo Itt da família Addams. Se não percebermos nenhum cabelo novo, aí eu paro de gastar meu dinheiro e declaro que o minoxidil é uma farsa e que não serve para nada além de me fazer de trouxa. As fotos estarão no final desta postagem.

Foto do Primo Itt,
da Família Addams

Mais informações sobre o minoxidil 5% (ou 50 mg/ml)

O que é?
O minoxidil é uma solução capilar a base de álcool.

Para que é indicado?
É indicado no tratamento de alopecia androgenética (calvície hereditária) em homens adultos.

Quando começa a fazer efeito?
No mínimo, em 2 meses, aplicando 1 ml,  2 vezes ao dia. Mas é bom saber que o tempo varia de pessoa para pessoa.

Como se usa o minoxidil?
Ele é para ser usado externamente. Ou seja, é para passar na careca e esperar o cabelo crescer. Este medicamento não pode ser usado por via oral, ou seja, não é para tomar ou beber pela boca.

Devemos aplicar 1 ml (ou 6 borrifadas, no caso do produto que eu comprei) na área afetada (leia-se: careca) quando o cabelo e o couro cabeludo estiverem perfeitamente secos. Depois disso, para o remédio fazer efeito é preciso esperar pelo menos 4 horas antes de lavar ou molhar a cabeça.

Modo de aplicação do minoxidil.

Depois de aplicar o medicamento é preciso massagear para estimular a área. O minoxidil é um medicamento vasodilatador e atua aumentando a irrigação de sangue na careca fazendo com que os fios tenham seu calibre aumentado e que demorem mais a cair, além de nascerem fios novos.

O que mais devo saber?
1) Se o minoxidil fizer efeito, será preciso usá-lo para sempre porque, se deixarmos de usar, o nascimento de cabelos novos será interrompido e também poderá acontecer um efeito reversível: você voltará a ter a mesma careca do início do tratamento dentro de 3 ou 4 meses.

2) Após aplicar o minoxidil e massagear com os dedos, é preciso lavar bem as mãos com água e sabão. Acho que deve ser por causa daquela história de nascer pelo na mão...


Veja agora as fotos e a evolução do tratamento


Primeira foto: antes de iniciar o tratamento com minoxidil
20/11/2017

Uma semana depois
26/11/2017

Duas semanas depois
03/12/2017

O que estão achando da evolução?
Como está sendo o seu tratamento com minoxidil?
Deixem seus comentários!

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A menina e o ogro

Este conto é dedicado à Isabela.

Muitos e muitos anos atrás, existia um ogro que vivia isolado numa cabana amedrontadora localizada dentro da Floresta dos Perdidos. O ogro tinha uma estatura bem alta, mais alta do que qualquer homem daquela região e sua aparência não era nada amigável. Ele era assustador.

Todos os ogros gostavam de comer carne humana, mas esse não. Por algum motivo, carne humana era um prato que não lhe caía muito bem. Humanos lhe davam náuseas. Então, ele costumeiramente se alimentava de pequenos animais que caçava e de frutas que colhia fresquinhas diretamente das árvores. Fazia muito tempo que o ogro tinha se isolado na Floresta dos Perdidos e desde então ele nunca mais vira um humano.

A Floresta dos Perdidos não tinha este nome por acaso. Lá moravam as mais maléficas e poderosas bruxas, gnomos e duendes violentos, elfos sem índole, fadas más, almas penadas, fantasmas e até mesmo o Senhor das Trevas. Todos eles com um coração tão podre que nunca mais conseguiriam ter um coração bom. Eram seres que haviam feito muita maldade aos outros porque pensavam só em benefícios para si mesmos. Eram casos irremediáveis, ou seja, eram casos perdidos. Daí veio o nome: Floresta dos Perdidos.

Porém, nesta floresta também viviam seres que faziam tanta maldade para si que qualquer um que visse seu coração negro poderia jurar que eram casos perdidos. Estes seres também eram maus com os outros, mas nada se comparava com a maldade que faziam consigo. Estas criaturas escolhiam viver na Floresta dos Perdidos por se julgarem indignas e por pensarem que não tinham mais salvação. Isolavam-se por se desprezarem, por acharem que suas vidas já não valiam mais nada. Consideravam que tudo existente no mundo seria incapaz de encher de alegria seus vazios corações. Era assim com o ogro.

Todo mundo tinha medo da Floresta dos Perdidos. Mesmo corações bons que entrassem lá, corriam o risco de se perderem. As pessoas se arrepiavam só de ouvir falar naquele lugar. Então, era raro alguém que ousasse entrar lá. E mais raro ainda quem conseguisse sair.

Ouvindo um barulho incomum, o ogro saiu da sua trilha de caça e seguiu os rastros do som. Após alguns minutos, ele avistou uma menina e mantendo distância, perguntou:

— Por que você está chorando, menina?

— Porque estou perdida e preciso de ajuda - respondeu ela se assustando ao perceber que se tratava de um ogro.

— Não se assuste, não vou lhe fazer mal. Ouvi um grunhido e achei que fosse uma caça diferente. Para sua sorte, não como humanos. Para seu azar, humanos me dão náuseas, não chego nem perto de um. Sendo assim, não posso ajudar. Vou seguir o meu caminho e você siga o seu.

Após virar as costa e caminhar alguns passos, voltou-se e disse:

— Ah… Tome muito cuidado com a maldade dos seres desta floresta, se você conseguir sair daqui nunca mais volte. - e prosseguiu até a sua cabana sem olhar nenhuma vez para trás.

Aterrorizada pela possibilidade de voltar a ficar sozinha naquela floresta, a menina seguiu o ogro. Ela teve de andar depressa para acompanhar os compridos passos que ele dava. Alguns minutos depois, ainda com lágrimas nos olhos, viu que ele entrou em uma casinha simples de madeira e palha. Sem pensar duas vezes, a menina foi até a cabana do ogro e bateu na porta: toc, toc.

— Vá embora, menina! Não gosto de visitas. - gritou o ogro lá de dentro.

— Por favor, senhor Ogro, me ajude. - implorou a menina. Não sei como voltar para casa. Eu estou perdida…

— Então, está no lugar certo! Você está na Floresta dos Perdidos! - bradou o ogro interrompendo a menina.

Ela voltou a bater na porta. Desta vez com um pouquinho mais de força e desespero: toc, toc, toc.

Neste momento, ele abriu a porta com raiva e foi para cima da garota, abaixou seu rosto nivelando-o ao dela e olhando diretamente em seus olhos disse:

— Menina, vá embora!

Acuada, pela primeira vez ela sentiu medo do ogro e percebeu que ele não a ajudaria. Ficou triste e desesperançosa. Sentiu um nó na garganta e seus olhos expressaram o que sua alma sentia: a morte.

O ogro percebeu uma mudança no olhar da menina. Por um breve momento seu grande e pesado corpo captou o que ela estava sentindo. A alma dela estava morrendo. Ele também já se sentira assim antes. É sempre assim: a alma morre antes do corpo. O ogro era capaz de muitas maldades, mas matar uma alma era demais para ele.  

Então, ele pegou seu sobretudo e seu arco e flecha e disse:

— Levarei você até a saída. Estranhamente seu cheiro ainda não me deu enjoo. Além disso, vou ter menos dor de cabeça sem você batendo à minha porta.

O olhar da menina sorriu e ela disse “Obrigada!”, abraçando impulsivamente o ogro. Devido a diferença de estaturas o abraço dela pegou em sua cintura. Ele, com sua mão a afastou dizendo:

— É melhor não chegar muito perto. Seu cheiro pode me fazer mal. Além disso, meu cheiro vai impregnar em suas roupas e sua mãe vai brigar com você. É um cheiro desagradável e difícil de sair.

— Eu não tenho mãe. Minha mãe morreu quando eu era bem pequena. Nem me lembro dela. Mas minha madrasta, sim, vai ficar brava quando eu chegar em casa cheirando à ogro. Ela não é boa comigo.

— Por que não? - quis saber o ogro.

— Ela não faz muitas coisas boas para mim. Na verdade, só me lembro de uma coisa boa: o passeio de hoje na floresta. Eu nunca tinha saído para passear antes. Mas hoje viemos fazer um piquenique. Seria um dia muito feliz para mim se nós não tivéssemos nos perdido umas das outras. Pela primeira vez, teríamos comida de sobra...

— Muito estranho! - interrompeu o ogro. - Ninguém passeia nesta Floresta. Nada de bom acontece aqui. Nunca ouvi risadas por estas bandas. O primeiro sorriso que vi aqui foi o seu. Acho que você é a única coisa boa nesta floresta. Por isto, estou te levando para sua casa. E você só poderá sair daqui porque tem um coração bom. Corações perdidos não saem desta floresta.

Caminharam em silêncio por um bom tempo. A menina estava pensativa. Então, o ogro ouviu um barulho alto e olhou para os lados em alerta tentando identificar o que havia acontecido, mas logo foi acalmado pela menina:

— Calma! Foi só a minha barriga. Faz alguns dias que não como nada…

O ogro colocou a mão dentro da bolsa que carregava e tirou uma fruta. Deu para ela e disse:

— Coma esta fruta. Se eu soubesse que você estava com fome talvez tivesse lhe oferecido um pouco da minha sopa de esquilo. Mas isto agora não tem muita importância, chegamos na entrada da floresta e você pode sair. Vá, vá para casa. Nunca mais volte aqui.

A menina já conseguia avistar sua casa daquele ponto e feliz começou a correr em direção a ela. No meio do caminho, lembrou-se de agradecer ao ogro, mas quando olhou para trás, ele já havia desaparecido no meio das árvores.

Ela entrou em seu casebre gritando de felicidade:

— Voltei! Eu voltei.

A casa estava silenciosa. Pensou que não havia mais ninguém. Porém, logo avistou a meia-irmã, mais nova que ela, dormindo na cama. Aproximou-se e deu-lhe uns chacoalhões suaves para acorda-lá.

— Você está viva! - gritou surpresa a meia-irmã ao despertar. - Que alegria! Nunca mais vou fazer isto.

— Fazer o quê? - quis saber a menina.

Chorando a meia-irmã começou a contar:

— Minha mãe, sua madrasta, não gosta de você! Ela aproveitou que nosso pai fica meses trabalhando longe de casa e quis que você sumisse na Floresta dos Perdidos. Então, ela bolou um plano. Ela me disse “Filha, vamos levar sua meia-irmã para dentro da floresta, o mais longe que conseguirmos. Vamos abandoná-la e voltaremos para casa juntas. O dinheiro e a comida estão poucos, se não fizermos isto, não sobreviveremos. Ninguém sentirá falta dela.” Eu concordei, mas me arrependi rapidamente. Quando colocamos o primeiro pé floresta adentro, eu já tinha entendido que não era verdade que ninguém sentiria sua falta. Você faria muita falta para mim. Um enorme buraco se abriria no meu coração. Então, falei para minha mãe que eu não queria mais te abandonar na floresta. Quando eu ia pegar na sua mão para voltarmos juntas para casa, ela me olhou com desprezo e disse “Sua imprestável, não serve para nada mesmo. Gosta dela? Pois então, espero que se perca aqui como ela.” Então, ela me empurrou com tanta força que eu caí e bati a cabeça, acho que foi numa árvore. Fiquei desacordada. Quando recobrei os sentidos, ela já tinha te levado para dentro da floresta e, por eu estar próxima à entrada da floresta, consegui achar o caminho de volta.

Ainda chorando ela continuou:

— Você conseguiu sair de lá. Seu coração é bom. Mas a mamãe, eu não acho que consiga. Ela se perdeu. A floresta não a deixará sair.

Anoiteceu. Elas se abraçaram e dormiram assim, se sentido seguras uma com a outra.

No outro dia, quando acordaram, viram uma mesa com vários tipos de frutas e um ensopado de esquilo. Não era muito, mas era o suficiente para que as irmãs não passassem fome naquele dia.

A meia-irmã, logo que viu a mesa, chamou em voz alta:

— Mamãe, você voltou?

Ninguém respondeu. Então, ela chamou:

— Papai? Você está aí? Você chegou de viagem?

Novamente, ninguém respondeu.

A menina logo percebeu que quem havia trazido aquela comida para elas só poderia ter sido o ogro. Porém, naquele momento isto não importava muito. A fome chamava mais atenção. Por isso, as duas se sentaram à mesa e saborearam aquela pouca fartura nunca antes vista naquela casa.

Durante o dia, enquanto a meia-irmã caçula brincava sozinha do lado de fora da casa, a menina entrou novamente na Floresta dos Perdidos e foi até a cabana do ogro, queria agradecer. Porém, ela não sabia o caminho, então, se perdeu.

— Não falei para você nunca mais voltar aqui? - perguntou o ogro. - Por que entrou novamente na Floresta dos Perdidos?

— Eu precisava te ver. Você foi bondoso comigo. Queria te agradecer por ter me ajudado a sair desta floresta e por ter levado aquela comida até a minha casa. Minha irmã ficou muito feliz. E eu também. Obrigada! - ela se aproximou do ogro e mais uma vez o abraçou.

— Do que você está falando, menina? Eu não levei nada para sua casa. Não posso sair da Floresta dos Perdidos.

— Quer brincar? - perguntou a menina sem se importar com a resposta dada pelo ogro.

— Ogros não brincam.

— Claro que brincam, quer ver? Venha me procurar!

A menina adentrou ainda mais a floresta se escondendo do ogro. Ele sempre a encontrava. Foi assim o dia inteiro. E no dia seguinte também. E no outro. Todos os dias, ao amanhecer, a mesa da casa dela tinha comida o suficiente para ela e a meia-irmã comerem o dia inteiro. E todos os dias a menina entrava na floresta e procurava o ogro para brincar. Ele sempre a levava até a saída da floresta. Após meses, de tanto se divertir pela floresta, ela já não precisava mais do ogro para sair. Ela já conhecia a floresta como a palma da sua mão. Ia e voltava da casa do ogro sem a ajuda de ninguém.

Um dia o ogro perguntou:

— Por que você vem aqui todos os dias?

E ela respondeu:

— Porque você é meu amigo. E eu nunca tive um amigo.

— Eu também nunca tive uma amiga.

 — Agora nós dois temos um ao outro. Somos amigos. Como eu gosto de você, virei aqui todos os dias para brincar. Pode me esperar!

Assim ela fez. Por alguns anos, todos os dias ele esperava pela menina. E ela sempre vinha. Até que um dia ela não veio. E aquilo doeu no coração dele. O dia demorou para passar. Mas no dia seguinte ela apareceu e ele perguntou:

— Por que você não veio ontem?

— Não vim porque não estava bem. Estava me sentindo estranha, confusa. Não sei explicar. O céu amanheceu vermelho para mim. No lugar de azul, estava vermelho. E por isso, não consegui sair de casa. Algo me prendia. Mas hoje estou melhor. Estou boa para brincar de novo.

E eles brincaram como antes. Depois deste dia, de tempos em tempos, a menina o deixava esperando. No outro dia, a resposta era sempre a mesma:

— O céu amanheceu vermelho.

O ogro nunca entendia aquela resposta. Ele nunca tinha visto o céu amanhecer daquela cor.

Com o passar do tempo a menina foi começando a perder o interesse no ogro. Suas brincadeiras com ele já não lhe interessavam. Para todas as brincadeiras que ele inventava, ela dizia “não”.

Um dia, a menina foi até a cabana do ogro e disse:

— Não gosto mais de brincar com você. Na verdade eu nem gosto mais de você. Eu quero que você engasgue com esse osso e morra.

Ela foi embora e não voltou mais. Ele a esperava todos os dias, mas ela nunca aparecia. Então, ele ficou angustiado. Chegou mesmo a pensar em se engasgar com um osso e morrer de propósito.

Meses depois, a menina reapareceu chorando:

— Hoje ficamos sabendo que nosso pai morreu. Ele nunca mais voltará para casa. Agora estamos órfãs, não temos mais ninguém. Pensando bem, sempre estivemos sozinhas. Será que algum dia teremos alguém para cuidar da gente e nos guiar até a vida adulta?

— Eu cuidarei de vocês. 

— Como você cuidará de nós? Nem sequer pode sair da Floresta dos Perdidos. Desde que minha madrasta se perdeu ficamos sozinhas. Tínhamos comida o suficiente, mas não havia ninguém para nos ajudar a crescer e enfrentar o mundo. Precisamos de alguém para nos orientar.

— Calma, menina! Estarei aqui para vocês quando os dias amanhecerem azuis, vermelhos ou cinzentos. Somos amigos.

— Chegou um momento em que ter um amigo já não basta mais. Por isso, parei de te visitar na Floresta dos Perdidos. A floresta passou a me influenciar. Comecei a me sentir deslocada, perdida. Desde então, venho pensando seriamente em uma coisa.

— Em quê?

— Você.... - ela ficou sem jeito de perguntar, estava receosa. - Você quer ser nosso tutor?

— Acho que não. Não posso sair da floresta...

— Claro que pode. Você leva comida para nós todos os dias. Acha que não sei que é você? Quem mais seria? Apesar de insistir que não pode sair da floresta, sei que pode. É você quem cuida da gente. Sempre cuidou de mim desde o dia em que te conheci.

— Sou um caso perdido! Não tenho solução.

— Você deixou de ser um caso perdido a partir do momento em que me ajudou a sair da floresta naquele dia. Por isso você consegue sair da floresta: não é mais um caso perdido!

— Ainda me sinto como se fosse...

— Todos nós nos sentimos perdidos em algum momento de nossas vidas. O que precisamos fazer é encontrar pessoas nas quais podemos nos apoiar. Ajudar e ser ajudado. Estou perdida agora. Não sei qual é o próximo passo a dar. Preciso de você e acho que você também precisa de mim. Precisamos um do outro.

— Não posso protegê-la dos males do mundo.

 — Não é verdade. Você me protegeu todos os dias de todas as criaturas malignas que habitam esta floresta. Nunca encontrei nada que me fizesse mal. E foi você! Foi você que me defendeu de tudo. Sem a sua proteção, eu não viveria um dia sequer.

Percebendo que ela estava certa, o ogro aceitou o convite e tornou-se o tutor da menina e de sua meia-irmã. Assim que ele saiu da floresta de mãos dadas com a menina, algo mágico aconteceu diante dos olhos da garota. O ogro, que era grande, feio e assustador, transformou-se em um homem de estatura normal e de boa aparência. 

Não era a primeira vez que aquilo acontecia. Todas as vezes nas quais ele saía para levar comida paras as meninas, ele se transformava naquele homem. Por este motivo, após anos visitando o vilarejo, ninguém nunca fez alarde. Nunca viram um perigoso ogro rondando suas casas. Aos olhos dos outros ele era normal, um homem como outro qualquer.

A transformação mágica acontecia porque fora da Floresta dos Perdidos, o ogro tomava sua forma real, do ser humano que sempre foi. Quando ele entrava na Floresta, ele se transformava no monstro que acreditava ser: um ogro. 

Um dia, a menina sentada ao lado da meia-irmã perguntou ao ogro:

— Você não sente mais náuseas ao se aproximar de seres humanos?

E ele respondeu:

— Ainda sinto, mas hoje em dia, é bem raro que isso aconteça. Após conhecer melhor vocês duas, algo em mim mudou. Acho que antes, eu conhecia os seres humanos errados. Os que eu conhecia, realmente, me davam enjoos. Ainda dão quando me lembro deles. Mas agora, que conheço os seres humanos certos, meu coração se enche de alegria e felicidade quando eles chegam perto de mim.

Com o coração vazio preenchido de coisas boas, o homem se sentiu feliz. Já não era mais um ogro. Ao abraçá-lo mais uma vez, a menina também se sentiu feliz. Já não era mais uma órfã, agora tinha alguém para apoiá-la enquanto crescia.   

A Floresta dos Perdidos continuava bem ali perto de onde moravam. No entanto, já não se sentiam perdidos porque, tempos atrás, eles tinham se encontrado.


Eduardo Franciskolwisk

sábado, 19 de agosto de 2017

Quinta série


Tenho uma teoria: as pessoas nunca saem da quinta série. É máximo da evolução humana. Após a quinta série, o cérebro das pessoas não se desenvolve mais.

Depois que saí da quinta série, tinha uma professora que quando queria que parássemos de fazer bagunça gritava “Ô quinta série, vamos parar?” Em outras palavras, ela tentava nos intimidar dizendo que nós ainda éramos crianças para que, enfim, a obedecêssemos. Isso ficou grudado na minha mente pelo resto da vida. Sempre que vejo alguém fazendo alguma infantilidade penso na “quinta série” daqueles gritos. E de fato, nós nunca saímos da quinta série.

Eu me lembro de que quando estava no ensino fundamental e a minha vida e as pessoas eram difíceis pra caramba, pensava: “Isso vai mudar quando eu chegar ao ensino médio”.  Durante o ensino médio, nada mudava e tudo o que acontecia no ensino fundamental voltava a acontecer. E, então, eu pensava: “Isso vai mudar quando eu for para a faculdade”. Na faculdade, as criancices continuavam e eu já estava perplexo em como a evolução da mente e das interações sociais das pessoas havia estagnado, mas não podia fazer nada além de pensar: “Depois da faculdade, quando as pessoas começarem a trabalhar, aí sim, ela vão mudar.” E… Nada mudou! E aí, entendi que elas nunca mudariam. O pior é que com o passar dos anos, elas se tornam mais crianças ainda. Então, por causa disso, cheguei à conclusão de que as pessoas nunca sequer saíram da quinta série. O corpo, sim, mas a cabeça, não.

Desta forma, sempre que vejo os absurdos da vida acontecendo, me lembro de que tudo aquilo também acontecia quando eu tinha 11 anos, na quinta série, e fico abismado de como, realmente, nada mudou.

Eduardo Franciskolwisk

domingo, 18 de junho de 2017

10 anos de blog


Neste ano de 2017, este blog completou 10 anos de existência.

No dia 03 de junho de 2007, um domingo, fiz minha primeira postagem que tinha o título “Dinheiro de Papel”. No mesmo dia, postei mais dois outros textos: “Eu odeio festas!” e “Excesso de sinceridade”. Eles deveriam estar guardados, assim como muitos outros, mas naquele dia resolvi que gostaria que alguém os lesse.

Durante a faculdade, cheguei a escrever alguns contos para um jornal local. De graça. Eles ganhavam uns trocados e eu não. E certa vez, escrevi uma crônica real falando verdades de alguém com influência na cidade. Não me publicaram. Outro jornal me publicou. De graça também, e ficou muito claro que o jornal não era responsável pelas opiniões de terceiros. No caso a minha. Se alguém fosse se ferrar, este alguém seria exclusivamente eu. Só eu. Não me pareceu muito justo: perder tempo escrevendo minhas verdades, não ganhar dinheiro nenhum com isto enquanto o jornal ganharia seu dinheiro normalmente com vendas e publicidades e, finalmente, o jornal não compraria a minha briga. Minha e de inúmeras outras famílias.

Ficou claro que os jornais de Barretos eram pequenos porque eram medrosos. Que visavam o lucro e não a verdade. Então, perdi o tesão de mandar meus textos para eles. Geralmente, fazer papel de trouxa me deixa meio decepcionado. Ali, meu amor pelo jornalismo morreu um pouco. De lá pra cá, poucas foram as vezes em que abri um jornal local para ler.

Havia outra coisa que me incomodava muito. Minha ansiedade em ser publicado. Eu não sabia em que dia meus textos sairiam e isso me deixava com o coração a mil. Ou seja, publicar em jornal impresso não era um bom negócio para mim.

Naquela época, os blogs estavam na moda. Eram diários pessoais, mas os segredos ali escritos eram abertos a todos ao invés de ficarem trancados a sete chaves como no passado. Talvez fosse o começo do que vemos hoje nas redes sociais: “Soltando um barro” – com uma foto da pessoa na privada fazendo joinha.

Então, achei que criar um blog seria uma ideia genial: eu escreveria e publicaria o que quisesse – sem censura, a publicação aconteceria de forma instantânea, continuaria fazendo de graça, continuaria me fodendo sozinho se alguma postagem desse merda e ainda tinha a vantagem de ser lido por pessoas de qualquer parte do mundo. Só vantagens – “Um pouco é muito pra quem não tem nada”.

Com o passar do tempo, a maioria dos blogs foram abandonados. Este aqui também teve seus momentos de “vou dar um tempo”. Confesso que hoje, ele não tem mais a atenção que eu queria dar. Como vcs podem ver, no ano passado (2016) publiquei somente uma postagem. Em 2017, já estamos em junho e esta será a primeira postagem do ano.

Eu gostaria mesmo de me dedicar mais a este blog: mas não tenho mais tanto tempo. Trabalho de manhã, de tarde e de noite. Das 9 da manhã às 10 horas da noite. Ganhar dinheiro se tornou mais importante do que me sentir realizado. Esta é a vida quando crescemos.

Mesmo assim, nunca abandonei este blog por completo. Sempre que alguém publica um comentário em uma das minhas postagens, recebo um e-mail com o que a pessoa escreveu, leio e sempre tento responder. Me sinto muito feliz com isso.

Para finalizar, devo dizer que este blog me ajudou e me ajuda muito. É aqui que desabafo alguns sentimentos que só vão embora de mim após escrevê-los. Outras vezes, minha revolta é tão grande que só me acalmo após escrever. É a minha terapia grátis. Acho que gostar de escrever nasceu comigo. Pode ser que eu escreva mal e que minha ansiedade afete expor minhas ideias de forma que fique fácil das pessoas entenderem, mas quando escrevo tento entender a mim e aos outros. Então, por mais raro que isso vem se tornando, nunca vou deixar de fazê-lo.

Nestes 10 anos de existência, até o dia de hoje (18 de junho de 2017) o blog teve 192.100 visualizações de página de acordo com as estatísticas do Blogger e 137.269 visualizações de páginas segundo o Google Analytics.

Obrigados a todos que me visitaram! Voltem mais vezes nos próximos 10 anos.

Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O menino feliz demais

Este conto é dedicado ao Guilherme.

Havia um menino feliz. Feliz demais na opinião de muitos. Sua alegria era tão enérgica que, até dormindo, raios de felicidade saíam de seu corpo faiscando como se fossem pequenos curtos-circuitos. Isto não era visível, mas era possível sentir.

Sempre que o menino acordava queria que todos acordassem junto com ele. A vida era bela demais para que ele deixasse os outros perdê-la por um instante sequer. Ele era empolgado consigo mesmo e até sozinho conseguia manter elevado seu nível de entusiasmo com a vida. E isto é dificílimo de conseguir.

Sua normalidade era sempre acima dos demais, mais intensa. Ao falar, o tom de voz sempre era aumentado. Ao brincar, usava todas as energias do seu corpo. Ficar sentado raramente funcionava quando havia outras opções mais interessantes ao seu redor. Seus pensamentos pipocavam um atrás do outro, sem nenhum descanso, de forma bem bagunçada. Ele parecia uma criança normal, como a maioria das outras crianças eram.

No entanto, havia algo naquele menino que incomodava demais as pessoas que conviviam com ele. Começaram a dizer que ele estava fora do padrão e que era doente. Diziam que era um caso raro. Logo estava diagnosticado: felicidade demais. Era uma doença. Assim, como a tristeza em excesso, a felicidade de sobra também precisava ser neutralizada.

Devido à raridade da enfermidade, o caso foi considerado questão de Estado, segurança nacional. Se fosse contagioso, o mundo ficaria de pernas para o ar. Se não fosse, também não era um exemplo a ser seguido.

Foi montada uma mega operação para tentar neutralizar a felicidade do garoto. Muitas cabeças, das mais inteligentes, começaram a pensar em como tirar toda aquela euforia do menino. Tiveram a primeira ideia: prenderam-no na imaginação de um garoto normal, pois os especialistas pensavam que “Um lugar calmo e com pensamentos leves, ordenados e corretos será o suficiente para neutralizá-lo.”. Mas não foi. Aquela simples imaginação normal de outro garoto não aguentou os pensamentos eufóricos do menino e logo se rompeu, livrando-o daquela prisão.

Estando livre, percebeu que precisava fugir. Mais cedo ou mais tarde, as pessoas que o prenderam viriam atrás dele. Então, focou toda sua energia em um só objetivo: fugir. Mas era muito difícil para ele se concentrar em uma só tarefa quando ao seu redor havia tantas outras coisas interessantes. Deu início à sua fuga, mas esta não durou muito tempo porque logo depois estava brincando com filhotes de cães em um campo aberto e cheio de flores. Era muito difícil focar em um só propósito.

Então, ele foi novamente raptado por aquela sociedade. Amarraram-no em pé a uma árvore de forma tão forte que não conseguia mexer nenhuma parte do seu corpo. Estava com as mãos para trás e logo colocaram uma venda em seus olhos para que não visse o que aconteceria. A segunda ideia era usar a pílula da neutralidade, que ainda estava em testes iniciais. Devido às circunstâncias ninguém se opôs, pois seria mesmo necessário testá-la em humanos.

Abriram a boca do garoto e o forçaram a tomar aquela pílula. Todos os dias, uma pessoa diferente da sociedade ia até o garoto amarrado na árvore e o forçava a engolir aquele medicamento. Isto se repetiu por meses até que meses se tornaram anos. Desamarram-no quando foi dado por curado: já não havia energia, nem felicidade ali. Não incomodaria mais ninguém. Agora neutro, o menino estava livre para viver sua vida da forma como lhe fora escolhida. Foi assim por algum tempo.

Com o passar dos anos, a neutralidade do menino foi ficando de lado e ele começou a sentir novamente uma pontadinha de alegria na alma. Era uma boba sensação de felicidade misturada com empolgação. Mais velho e experiente, percebeu que não poderia demonstrar isto para ninguém. Deitado em sua cama, fez planos de fugir para uma outra sociedade. Tentando dormir, mexia sua perna de um lado para o outro, como sempre fizera antes de ter sido neutralizado.

A fuga aconteceu uma semana depois. As pessoas ditas neutras não notaram a ausência do menino porque não se importavam com outras pessoas neutras. A sociedade estava bem mais preocupada em neutralizar pessoas que eram diferentes em sua essência. Assim, aquela sociedade foi extinta 50 anos depois. Na realidade, a neutralidade era bem incomum. No fundo, no fundo, todos tinham sua peculiaridade que lhes tiravam a característica de neutros e para não criarem raízes presos à árvore, preferiam sumir com o vento.    


Eduardo Franciskolwisk

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Frasi in Italiano - Frases Filosóficas Fantásticas


"Sbagliare è umano, perdonare è divino."

"C'è una misura in tutte le cose."

"Vanità delle vanità, e tutto è vanità."

"Il comandare più difficile è il comandare a se stesso."

"Tutto è puro per i puri."

"Infinito è il numero degli stolti."

"La goccia scava la pietra."

"Le parole volano, lo scritto rimane."

"A mali estremi, estremi rimedi."

"Carpe Diem. [Cogli l'attimo]"

"Fa più rumore un albero che cade, che una foresta che cresce."

"Le cose più belle non si vedono, ne si toccano: si sentono con il cuore."

"Il chiasso non fa bene e il bene non fa chiasso."

"C'è voluto del talento per invecchiare senza diventare adulti." 

"Una società fondata sul lavoro, pensa solo al riposo."

"I burattini hanno il pregio di tirare fuori il meglio dell'umanità."

"Non sappiamo mai perchè siamo allegri, ma sappiamo sempre perchè siamo tristi." 

"La vera pace non è solo l'assenza della guerra, ma è anche la presenza della giustizia."

"L' età della pietra non finì per mancanza di pietre."

"L'esperienza è il nome con cui gli uomini chiamano i propri errori."

"La morale: ciò che pretendiamo di trovare negli altri."

"Il matrimonio è l'arte di risolvere in due i problemi che non avevi."

"Se fate una domanda cui non volete la risposta, aspettatevi una risposta che non volete sentire."

"Non penso mai al futuro perché arriva troppo presto."

"È importante dire cose importanti con semplicità."

"Le idee si sviluppano come le epidemie."

"Molte cose sono facili da fare quando qualcuno ci dice come farle."

"La luna è il sole dei giovani."

"La bellezza è soprattutto negli occhi di chi vuole vederla."

"Cambiare non significa per forza migliorare."

"Il modo migliore per predire il futuro è inventarlo."

"Meglio agitarsi nel dubbio che riposare nell'errore." 

"È da una palla di neve che nasce una valanga."

"La causa della morte è la vita."

"Spesso l'ingratitudine è sproporzionata al beneficio ricevuto."

"Se mi giudico mi deprimo, se mi confronto mi esalto."

"La nobiltà non è un diritto di nascita è determinata dalle proprie azioni."

"Nel sapere: più si sale più s'allarga l'orizzonte."

"La persona felice è colui che si accontenta di chi è e cos'ha."

"Prima di azionare la bocca assicurarsi che il cervello sia collegato."

"Un sorriso non costa niente ma dona molto chi lo riceve."

"Il lavoro mi insegue, ma io sono più veloce."

"La cortesia è: ascoltare cose che si sanno da persone che non sanno niente."

"Se il mondo fosse chiaro, l'arte non esisterebbe." 

"L'amante, il pazzo ed il poeta hanno la stessa fantasia."

"Gli uomini di poche parole sono i migliori."

"Il mondo intero è un palcoscenico, e gli uomini e le donne, tutti, non sono che attori."

"Gli affari sono affari."

"Chi promette molto, mantiene poco."

"È meglio che tu sia invidiato, che ti sia avuto compassione."

"Il riso abbonda sulla bocca degli sciocchi."

"Chi a molti dà terrore, di molti abbia timore."

"Chi ha paura si sente più sicuro nel male che nel bene."

"Se il giudice fosse giusto, forse il criminale non sarebbe colpevole."

"Si può vivere senza fratelli, ma non senza amici." 

"Quando bevi acqua, ricordati della fonte." 

"Una briciola d'oro non può comprare una briciola di tempo." 

"Un bacio è come bere acqua salata: bevi e la tua sete aumenterà." 

"Chi non sa sorridere non apra bottega." 

"Se il dito indica la luna, lo sciocco guarda il dito." 

"Un regalo spedito per posta da un luogo lontano può essere leggero nel peso, ma è certamente pesante nelle intenzioni." 

"Chi si rispetta sa come farsi rispettare, chi si stima sa come farsi stimare." 

"Non importa la quantità di cose che si imparano, ma la loro qualità." 

"Chi smette di essere amico non lo è stato mai." 

"La stupidità non vi ucciderà, ma vi farà sudare." 

"A chi più amiamo, meno dire sappiamo." 

"Baci avuti facilmente si dimenticano facilmente."

"La puntualità è la cortesia dei re." 

"Dà due volte chi dà subito." 

"La luna brilla ma non riscalda." 

"La felicità e l'arcobaleno non si vedono mai sulla propria casa, ma soltanto su quella degli altri." 

"Chi cerca un amico senza difetti, resta senza amici e trova solo difetti." 

"Se il destino di un uomo è annegare; annegherà anche in un bicchiere d'acqua."

"Il vento e le onde sono sempre a favore dei navigatori più abili." 

"Gli animali non solo provano affetto, ma desiderano essere amati" 

"Chi tiene l'acqua in bocca abbia almeno la creanza di non sputarla poi sugli altri."

"Chi t'accarezza più dell'usato, o t'inganna, o ti ha già ingannato."

"Chi ti loda in presenza, ti biasima in assenza." 

"L'abilità non serve a molto senza l'opportunità."

"Che il vostro sì sia un sì e il vostro no, sia un no."

"Il miglior modo per stare allegri è cercare di rallegrare qualcun altro."

"È più vergognoso non fidarsi dei propri amici che esserne ingannati."

"Parere e non essere è come filare senza tessere."

"I parenti ce li dà il caso, ma noi scegliamo gli amici."

"Parla poco, ascolta assai, e giammai non fallirai."

"L'adulazione è l'arte di dire a una persona quello che pensa di se stessa."

"Riprendi l'amico in segreto e lodalo in palese."

"Persa bussola e remi cominciano i problemi."

"Pochi danari, molto onore."

"A buon cavallo si dà buon cavaliere."

"Dai discorsi si nota se una persona è vuota."

"Fidarsi di nessuno e di tutti son due criteri brutti." 

"A chi tocca, tocchi."

"Amare e non essere amato è tempo perso."

"Amor, con amor si paga."

"Armi e danari, vogliono buone mani."

"Dagli amici mi guardi Iddio che dai nemici mi guardo io." 

"La necessità di parlare, l'imbarazzo di non aver nulla da dire e la brama di mostrarsi persone di spirito sono tre cose capaci di rendere ridicolo anche l'uomo più grande." 

"Vivere nei cuori che lasciamo dietro di noi non è morire."

"La durata delle nostre passioni non dipende da noi, come non dipende da noi la durata della vita."

"La ragione si fa adulta e vecchia; il cuore resta sempre ragazzo."

"Chi legge sa molto; ma chi osserva sa ancora di più." 

"L'uomo che sa non parla; l'uomo che parla non sa."

"La sincerità è di vetro; la discrezione di diamante."

"Quale è il primo dovere dell'uomo? La risposta è breve: Essere se stesso."

"Certe volte la gente mente soltanto tacendo."

"Ognuno difende l'opera ch'egli ha fatto."

"Aspettare e non venire è cosa da morire." 

"Il mondo è fatto a scale; chi le scende e chi le sale."

"Chi disprezza vuol comprare e non ha i soldi per pagare."
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