A
depressão pode aparecer em algumas pessoas quando elas ainda são jovens, sejam crianças
ou adolescentes. Há outras pessoas que nunca sofrerão deste mal, nascem e
morrem sem saber o que é depressão e algumas delas ainda fazem questão de
expressar “sabiamente” que esta doença “não é nada, é uma frescura!”. Por outro
lado, há aqueles que vivem a infância, adolescência e adultez sem depressão,
mas são capturados por ela quando chegam na velhice. E eu me peguei pensando em
quão sortudos são estes idosos que conhecem a depressão após uma vida de
felicidade.
Conhecendo o Leitor
sexta-feira, 12 de março de 2021
Depressão depois de velho é sorte
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
O buraco e saindo dele
Depois
da postagem “Caindo no Buraco”, venho oficialmente informar que caí mesmo
dentro dele. Sorte minha que desta vez não caí tão fundo. Mas não foi um buraco
qualquer, foi um buraco de respeito.
Depois
daquela postagem as coisas pioraram, como era de se esperar. Não sei se era a
época do ano, Natal e Ano Novo – família e um novo ciclo chegando – ou se foi a
pandemia que nos tirou a rotina e nos colocou para esperar ansiosamente
pacientemente por um futuro melhor (que nada mais é do que a normalidade que já
tínhamos antes).
Uma
coisa que eu venho pensando bastante é: a ansiedade e a depressão não me
paralisam. Ouço dizer de pessoas que não conseguem trabalhar ou fazer suas
obrigações diárias e até higiene pessoal. Pensando nisto, tentei entender
porque isto não acontece comigo. A resposta que me veio à mente é que como eu
tive depressão desde sempre (acho que desde criança) eu me acostumei a conviver
com ela. Eu não tinha opção: ou fazia as coisas essenciais ou não ia ser
ninguém.
Por
outro lado, analisando bem, a depressão e a ansiedade (culpo mais a ansiedade)
me paralisaram em algumas outras partes essenciais da vida, por exemplo, o lado
afetivo, de relacionamentos. Como eu julgava isto não tão importante, ele foi
ficando de lado. Então, fiquei sem reação nesta parte que não é, num primeiro
momento, questão de sobrevivência.
Neste
meio tempo aconteceu uma coisa que me deixou um pouco chateado. Me colocaram no
grupo de Whatsapp da família para combinar as comemorações de Natal – mesmo com
a pandemia, diga-se de passagem. Neste grupo estavam tios, primos, incluindo
esposos, papagaio e etc., ou seja, era aqueles grupos com todo mundo onde
inevitavelmente vai dar confusão.
Eu já
não estava no grupo porque algumas pessoas ficavam me alfinetando, dando
indiretas. Aí me puseram de volta por causa do Natal. Eu até que me animei,
achei que seria uma boa ideia diante da minha crise de ansiedade que estava
passando. No entanto, teve algumas “discordâncias” a respeito do presente da
brincadeira “Amigo da Onça”. Eu queria que não pudesse ser chocolate pois teve
um ano que pôde ser qualquer coisa e todo mundo (a grande maioria, na verdade)
só levou chocolate. Aí, trocar um chocolate por outro chocolate não teve graça
nenhuma.
No início
todos concordaram, mas depois, uma família resolveu que podia sim levar
chocolate e que cada um dava o que quiser. E no meio da conversa, uma pessoa
feminina disse algo assim: “Eu já participei de vários “Amigo da Onça”, mas tem
gente que não entende como funciona. Também só quem tem amigo pode entender
disso.”
Isto
foi uma indireta para mim querendo dizer: “Você não tem amigos”. Isto em
dezembro de 2020. Eu tenho uma postagem de junho de 2009 chamada “Eu não tenho
amigos”. Será que ela acha que me contou alguma coisa que eu não sabia?
Pois
bem, duas coisas me chatearam: a intenção e a indireta. A intenção era me
deixar para baixo: conseguiu. E eu já estava em uma crise existencial. A
indireta foi para mim, óbvio, me chateou sim porque eu estava trocando ideias,
conversando, na boa. Foi covarde. Odeio indiretas. A indireta é a arma do
covarde. Ele solta a frase com a intenção de ferir e quando atinge seu objetivo
e não aguenta suas consequências, tem a possibilidade de argumentar que a
indireta foi entendida de forma errada.
Então,
eu saí do grupo e a minha intenção é nunca, nunca mais participar de Natal
nenhum com esta família. Depois eu fiquei sabendo que este pessoal induziu uma
tia a ter uma crise suicida. Pois é, este é o nível da maioria dos seres
humanos.
Do
dia 1º de janeiro de 2021 até o dia 15, eu passei praticamente chorando o dia
todo. Ou seja, eu caí no buraco. Depois, fui melhorando com uma pequena recaída
agora no início de fevereiro. Mas já estou bem melhor. Espero que não aconteça
mais nada que me puxe de volta para o buraco. Uma coisa importante é que eu sei
que não saí dele, ainda estou saindo.
Eduardo
Franciskolwisk
Assinar:
Postagens (Atom)
TOP 10 do Mês
-
“Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta” Meu caro amigo – Chico Buarque A profissão mais desvalorizada da face da ...
-
Quando eu era criança, achava que a minha vida seria fácil. Eu tinha muitos amigos. Na vizinhança, tinha muitos meninos da minha idade e alg...
-
Estou prestes a completar 30 anos e o sentimento que tenho é o de que sou um fracassado. Nada do que planejei na vida deu certo. Não tenho...
-
Para algumas pessoas do Brasil, Jorge Kajuru sumiu do mapa. Mas para quem não sabe, ele está no SBT de Ribeirão Preto, fazendo um programa r...
-
Atualizado em: 21/02/2018 Para quem não sabe, estou ficando careca. A cada dia que passa tenho menos cabelo na cabeça. Até agora, isto ...
-
Há alguns anos venho sentindo uma dor. Uma dor diferente e que é ao mesmo tempo um incômodo. É uma coisa estranha e confusa. Me recuse...
-
A censura chegou a mim ontem. Provei e não gostei. Censura é quando você quer gritar alguma coisa para todo mundo, mas não pode porque alg...
-
Não acho certos alguns acontecimentos da vida, as injustiças para com os justos e as mãos de afago na cabeça daqueles que levam a vida como ...
-
Arte: Freddy Cat - Alana McCarthy Eu me lembro de uma menina fantástica que apareceu com alguns machucados no antebraço. — O que é ist...
-
As brasileiras que me desculpem, mas as italianas são as mulheres mais bonitas e gostosas do mundo. A prova disso está numa matéria do Pânic...
