Conhecendo o Leitor

Quero saber mais sobre você!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Feliz Ano Novo da boca para fora

ano-novo-mafalda

A época do réveillon é uma época em que todos desejamos uns aos outros: “Feliz Ano Novo, prosperidade, paz, saúde e sucesso”. É tempo de encerrar mais um ano e começar um novo capítulo da nossa história. Assim como o Natal, é uma época gostosa onde sentimos que as pessoas estão mais aconchegantes e sentimentais, ou seja, mais abertas para entender o outro e se colocar no lugar dele.

No entanto, para a maioria das pessoas tudo não passa de blá-blá-blá. Desejam feliz ano novo somente da boca para fora porque é a praxe, é a tradição. Chega a ser irônico uma pessoa te desejar “Feliz Ano Novo” sendo que durante todo aquele ano ela dificultará a sua vida com brigas, picuinhas e falsidade.

A impressão que tenho é que as pessoas desejam um feliz ano novo e depois te deixam a mercê da tua própria sorte. É como se o “Feliz Ano Novo” fosse um “Tenha sorte neste novo ano”. Elas esquecem que somos nós mesmos os responsáveis por boa parte da felicidade dos próximos 12 meses. Elas dificultam ao invés de facilitar, brigam ao invés de tentar entender, te moem durante o ano inteiro e depois desejam que no próximo ano, nada disso do que elas te fizeram, aconteça.

Sei que há muitas fatalidades que estão fora do nosso controle e elas acontecem. Porém, nas pequenas coisas que estão em nosso poder, devemos ter coerência e nos esforçar para fazer feliz o ano novo – inteirinho – de quem está próximo de nós, como desejamos na virada do ano.

Enfim, os desejos de um feliz ano novo estão aí. Agora, precisamos fazer esforço para transformar em realidade o que desejamos aos outros. E que eles façam o mesmo conosco.

Bem, sabemos que a vida nunca funciona assim.

Eduardo Franciskolwisk

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Natal existe em nós

terra_do_natal

Devo confessar que a minha postagem para o Natal deste ano não seria lá muito animadora. Tinha escrito em um rascunho que escreveria que o clima gostoso da época de Natal já não era tão forte como antigamente (leia-se quando eu era criança). No entanto, um fato delicioso fez com que eu mudasse de ideia.

No ano passado, o Natal não foi lá aquelas coisas. Aqui em casa nem entramos no clima. Nenhum enfeite de Natal e muito menos a árvore foi montada. E pela primeira vez, a nossa família se dividiu exatamente ao meio para a celebração do nascimento do menino Jesus. Metade da família do lado de cá e a outra metade do lado de lá. Isso fez com que este Natal especificamente perdesse um pouco da sua magia genuína que é unir as pessoas, principalmente as famílias. Mesmo assim, para as crianças foi bom!

Neste ano de 2014, o quesito união foi mais uma vez esquecido e resolveram que cada um ficasse com sua própria família: filhos e netos. Deduzi que se o Natal do ano passado tinha sido meia boca, este ano seria um ruim pra caramba! Nem o cheirinho típico desta época do ano eu havia sentido. Aliás, faz tempo que o meu olfato natalino deixou de ser aguçado.

Eu ainda não havia sentido boas vibrações com o Natal deste ano. Achava que não montaríamos nada referente à esta data, mas tudo mudou num sábado às 10 horas da noite quando perguntei para meus afilhados o que iríamos fazer em vez de assistir televisão. Minha mãe respondeu por eles: “Montar a árvore de Natal”. Todos ficamos muito animados com a ideia. Desenterramos os enfeites do guarda-roupas e dissemos as “mãos à obra”.

Ficamos nós quatro arrumando a árvore, o presépio e distribuindo enfeites pela casa. Foi muito legal, mas estava falando alguma coisa: música. Perguntei para minha mãe onde estava o CD “Natal em Família” que ela tinha comprado. Demorou um pouco para ela encontrar, mas quando ela achou e pusemos a música para tocar, ficou perfeito. Enfeitávamos a casa para o Natal ouvindo música de Natal. Era o que eu precisava para entrar no espírito natalino.

Depois disso, fui para o computador ouvir algumas músicas de Natal. E o ponto alto foi quando minha sobrinha e eu cantamos:

“Deixei meu sapatinho na janela do quintal,

Papai Noel deixou meu presente de Natal.

Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém?

Seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem.”

Cantamos bem alto e desafinado, mas e daí? O que vale é a emoção que fica na cabeça e no coração. Agora, estou pensando em imprimir algumas letras de música para cantar com a família no dia de Natal, assim como fazíamos na casa da minha avó. Ela é a responsável por gostarmos tanto do Natal e por ele ser uma época boa e especial em nossas vidas.

Neste dia, eu que estava meio desanimado com o Natal, me animei. Então, comecei a pensar nas pessoas que fazem questão de dizer que odeiam o Natal. Oras bolas, não podem odiar porque não existe Natal para quem não gosta dele. O Natal só existe para quem acredita nele e na magia que ele exala. Ninguém vê, mas se sente algo especial. E se sentimos uma certa felicidade boba nesta época do ano é porque o Natal existe em nós.

Eduardo Franciskolwisk

TOP 10 do Mês

Arquivo do Blog