terça-feira, 30 de novembro de 2010

Agora vai

Guerra no Rio de Janeito - Evandro Teixeira

Nos últimos dias, temos visto em todos os canais de TV a reação da polícia carioca como resposta aos atentados que aconteceram na cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Ao todo foram 106 veículos queimados desde o dia 21 de novembro até hoje.

Se arrependimento matasse, provavelmente os “queimadores de carros” já teriam caído durinhos no chão, sem ao menos levar uma bala da polícia. Afinal, os autores destes atentados nunca imaginariam que isso seria o começo do próprio fim. Se além de toneladas de drogas e de armamento pesado, os traficantes tivessem uma máquina do tempo, tenho certeza que eles a usariam para voltar no tempo e nunca, nunquinha, tomariam a decisão de colocar fogo em automóveis.

A resposta da polícia fez com que traficantes machões, assassinos frios, literalmente, “mijassem nas calças”. Isso só aconteceu porque houve um trabalho conjunto das polícias Militar, Civil e Federal e das Forças Armadas brasileira. Em outras palavras, é uma guerra entre o Brasil e os traficantes do Rio de Janeiro. Sempre foi. O diferencial desta vez é que o Brasil resolveu levar a coisa a sério, cansou de brincar. Graças à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016, o Brasil fez o deveria ter feito há muito tempo.

Conversando com algumas pessoas, pude notar que alguns não acreditam que a reação da polícia vá mudar a situação do Rio de Janeiro. Eu penso o contrário. Penso que agora vai. Vai mudar. E para melhor. Outras pessoas pensam como eu.

Enfim, o Rio de Janeiro entendeu a forma como os traficantes têm de ser tratados: com muita bala e violência. Ou seja, da mesma forma que eles sempre trataram a população carioca.

Eduardo Franciskolwisk

P.S.: A foto acima é de Evandro Teixeira.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Prego e Massa de Pão

Outro dia, não lembro onde, li ou assisti uma reportagem sobre 2 tipos de funcionários (ou colaborador, como atualmente é chamado). Existe o “funcionário prego” e o “funcionário massa de pão”.

O “funcionário massa de pão” é aquele que quanto mais bate, mais cresce.

Já o “funcionário prego” é aquele que quanto mais bate, mais afunda.

As pessoas são únicas e, por isso, devem receber tratamentos diferentes em seu trabalho. Talvez assim, elas produzam de forma igual e mantenham a felicidade de trabalharem naquele local. Caso contrário, o prazer acaba. E se o prazer acabar, esquece, pois, todo o resto acabou junto com ele.

E você, que tipo de funcionário é? Prego ou massa de pão?

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bula: de onde veio este termo?

bula selo carta antiga

Sempre que falamos em “bula” pensamos naquele papel com informações impressas quem vem junto dos medicamentos.

Mas, enfim, por que a bula tem este nome?

A palavra bula (do latim “bulla”) significa bolha, bola ou círculo.

Antigamente, bula era o selo de forma redonda que dava autenticidade a um documento. Este selo poderia vir no próprio documento ou lacrando-o e era de cera ou metal. Geralmente, o metal utilizado era o chumbo, mas em ocasiões especiais usava-se ouro ou prata.

Lembra, em filmes antigos, quando uma carta era lacrada com cera e um sinete (um tipo de carimbo)? Então, aquele selo que lacrava a carta recebia o nome de bula (foto). Ou ainda recebe, sei lá!

Com o passar do tempo, a bula passou a ser o próprio documento que tinha tal selo redondo. E aí, nós temos as famosas bulas papais que poderiam conter canonizações, excomunhões, nomeações de bispos e outros assuntos da igreja que deveriam vir a público. Então, as bulas eram documentos que informavam as pessoas sobre a posição do papa em relação aos assuntos da Igreja.

A bula do remédio na forma como conhecemos hoje, tem a função de nos informar sobre tudo de um determinado medicamento. Provavelmente, como o “manual de instruções” dos medicamentos tem a mesma função daqueles documentos da Igreja, o de informar, deu-se o mesmo nome: bula.

Sendo assim, o caso está solucionado!

Bula em outras línguas: em inglês, package insert; e em espanhol, prospecto.

Eduardo Franciskolwisk

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O padeiro e a mulher pobre

criança comendo pao

Era uma vez uma mulher muito pobre que vivia em uma casa velha e feia com seus três filhos. A casa pertencia a eles, mas isso não adiantava muita coisa porque quase não tinham nada para comer. E ninguém pode comer uma casa para ficar forte e crescer saudável. Todos os dias eram só tristeza para aquela família.

Certo dia, a dois quarteirões dali, inauguraram uma padaria. As crianças logo ficaram com água na boca de tanta vontade de comer pão.

— Mamãe, quando é que a gente vai poder comprar um pãozinho delicioso?

A mulher, ouvindo aquela pergunta, entendeu-a como um pedido. Quis atender ao pedido dos filhos, então, fez um pouquinho daqui e um outro pouquinho dali e arrumou umas moedinhas. Não era muito, mas daria para comprar pelo menos dois pãezinhos.

Como as crianças ainda eram pequenas e não podiam ficar sozinhas em casa, levou os três até a padaria.

— Em que posso ajudá-los? – perguntou o padeiro.

— Por favor, vou querer dois pães. – disse a mulher.

O padeiro colocou os pães no saquinho e os entregou para a mulher. Ela pagou e foi para casa com os filhos.

Ao abrir o saco de papel, estranhou:

— Nossa, o moço da padaria errou. Eu pedi dois pães e ele colocou cinco.

As crianças comeram até ficarem satisfeitas, a fome da mulher também foi saciada naquele dia. E o pão era muito gostoso.

No outro dia, as crianças pediram pão novamente. A mulher se esforçou de novo e conseguiu mais alguns trocados. Mas era pouco e, novamente, só dava para comprar dois pães. Foi até a padaria e pediu:

— Quero dois pães, por favor.

Chegando em casa, percebeu que no saco tinha cinco pães.

Todas as vezes que a mulher comprava pão naquela padaria, a quantidade era superior à que ela pedia e pagava.

No primeiro dia, a mulher imaginou que o padeiro tivesse se enganado. No segundo, pensou que fosse coincidência: “Ele se enganou novamente.”. No terceiro, passou a considerar a ideia de um milagre. No quarto dia, também: milagre da multiplicação de pães. Porém, no quinto dia, ela teve a certeza de que não era engano, coincidência, nem milagre. Era intenção. O padeiro tinha a intenção de ajudá-la e assim o fez.

A mulher aceitou a ajuda que continuou por um bom tempo e ela ficou eternamente grata ao padeiro. Seus filhos também.

Eduardo Franciskolwisk

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