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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Passar o Natal sozinho ou mal acompanhado?


Como já é praxe minha, vou falar do Natal deste ano. Ainda não sei se vou ou não participar, mas com os argumentos que vou citar, é mais provável que eu não participe.
 
O Natal este ano será na casa de uma irmã e, obviamente, eles convidam quem eles quiserem. Então, eles convidaram a família de um primo nosso. Um primo por parte do nosso pai. Para mim ele é distante. Em 38 anos de existência, nunca sequer foi cogitada ou imaginada a remota possibilidade de passarmos algum Natal com alguém da família do meu pai.
 
E eu não faço questão nenhuma da família do meu pai e principalmente da família deste primo (com exceções, claro). Então, eu que já estava desanimado desde outubro deste ano por causa de uma depressão média, desanimei ainda mais.
 
Eu não quero ir neste Natal e já comecei até pensar em que vou comer e beber no meu Natal sozinho. Vai ser lasanha pronta com batatinha palha e guaraná. De sobremesa será sorvete de flocos com paçoca. E sem encheção de saco e birrinhas egoístas dos humanos. Para mim está ótimo.
 
Apesar de sermos distantes do meu primo, os filhos dele e os filhos das minhas irmãs são próximos, acho que são amigos e se dão bem. Além disso, a esposa dele é super legal.
 
O problema é que meus tios vão estar lá. Já são velhos, sei lá com que idade. Mas eles me incomodam muito.
 
Minha tia é (ou era) daquelas que vai em festas chiques de clubes de ricos e comem enquanto fala com você, fazendo com que a boca dela vire um metralhadora de comida. Uma nojeira.
 
Meu “tio” não me considera sobrinho. Ele é bem esquisito. Um dia quando adolescente, encontrei ele em um banco e cumprimentei “Oi, tio, tudo bem?”. Ele disse “Não sou teu tio, não. Eu nem te conheço”. Podia ser uma brincadeira? Podia, mas não era. Antes disso, ele não me cumprimentava na rua e depois disso, também não. Antes eu achava que ele não me via por distração, depois passei a ter certeza que ele fingia não me ver. Hoje eu também finjo que não vejo ele na rua, viro a cara e assim todo mundo fica feliz.
 
Outro fato bizarro e que mostra a índole deste “tio” foi uma época que ele queria comprar a parte da minha mãe ou a minha parte, não me lembro bem, numa casa que era do meu avó. Ele ligou oferecendo uma mixaria. Eu falei que este não era o valor da casa e que ela valia mais. Ele surtou e falou que se eu não quisesse vender, eu tinha que comprar a parte dele. Ele achou que eu não tinha dinheiro. Eu falei “Tudo bem, por este valor eu compro”. Ele respondeu “Mas para eu vender o valor não vai ser este, vai ser bem mais caro.”. Aí, eu puto da vida falei “Não, se você quer comprar por este valor, tem que vender por este valor. Ninguém aqui é trouxa”. Ele desligou na minha cara e não se falou mais no assunto. Ainda bem, pois eu não tinha dinheiro nenhum.
 
Quanto ao meu primo, acho que ele segue os passos do pai, mas de uma forma mais moderada. Daqueles que diz “Eu estou sem dinheiro agora...”, mas acabou de viajar para um lugar caríssimo ou acabou de trocar de carro. Tem como confiar em uma pessoa assim? Não! Outra coisa é não tenho assunto para falar com ele e nem quero ter. Se a coisa não deu certo antes, não é agora que vai dar. Bem... se depender de mim, não.
 
Estas não são as pessoas com quem eu quero passar o Natal. Só de imaginar eu ver estas pessoas e ter que fingir felicidade com elas, me dá canseira. Eu até finjo felicidade por pessoas que eu gosto, mas fazer isso por gente sacana é demais para mim.
 
Eu tenho preconceito com a família do meu pai, com o meu pai e até comigo por ser filho dele.  
 
Além disso, hoje aconteceram algumas coisas bem desanimadoras e estranhas aqui em casa relacionados com a minha mãe. Nada muito diferente do que aconteceu durante o ano, mas eu estou realmente cansado disto tudo e quanto mais eu puder evitar é melhor.
 
Como tenho escrito outras vezes, o espírito natalino não é o mesmo de anos anteriores. E em cada ano que eu me animo um pouco mais, como no ano passado por exemplo, acontece alguma coisa que me deixa frustrado. O espírito do Natal morreu em mim.
 
Minha decisão hoje é: eu não vou no passar o Natal com estas pessoas.
 
Eduardo Franciskolwisk

Um comentário:

  1. Eu gosto dos detalhes, a comida é lasanha, batatinha e guaraná. Me parece uma decisão acertada, ninguém merece ficar do lado de gente que não é muito agradável. A parte ruim do Natal é isso mesmo, ter que fingir felicidade. Pelo visto você tem familiares que moram perto, desviar disso tudo é mais difícil, porque as pessoaa podem desconfiar que você realmente quer distância e issi pode fazer você ficar mal visto. O restante da minha família (tios, tias, avós, primos...) moram a mais de 10000 km de distância, então já cresci com esse diatanciamento, mas vocês que moram perto, infelizmente vai sofree com o dilema de fazer o que quer ou fazer o que a família espera.

    Desejo um Feliz Natal, se é que você ainda liga pra isso.

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